Archive for the ‘Veganismo’ Category


Na qualidade de Protetora de Animais, Pacifista e Vegana, sempre questiono o fato de Protetores Ambientais enfatizarem o discurso quanto à realidade dos animais em extinção e dos danos (às vezes irreversíveis) causados à Mãe Natureza com a poluição das águas e da atmosfera, enfim destruindo o próprio lar de todos nós chamado – Terra. Enquanto isso, porém, vão sendo extintos, nos matadouros, os animais considerados “não importantes para viver”. Assassinados de forma impiedosa e estarrecedora, abatidos e afogados no mar do próprio sangue animais puros, inocentes e doces são exterminados sem perdão para que humanos possam usufruir de fontes protéicas, plena e satisfatóriamente substituíveis por outras fontes quiçá mais nutritivas, saborosas e saudáveis. Bebês de 4 patas são arrancados, aos berros, de suas mães enlouquecidas, para que não falte ao bicho-homem o precioso leite e a carne tenra do pequenino retalhado para consumo de humanos, solenemente indiferentes a este drama. Prática milenar, arbitrária e anti-cristã é esta, a de desconsiderarmos o direito de existência de seres mais fracos sob o descabido pretexto de mascaradas convicções nutricionais.O importante mandamento “não matarás”, certamente não os excluiu, quando decretado pelo Criador dos seres e das coisas. Particularmente, com referencia aos seguidores de crenças religiosas, meu DEUS, quantos equívocos! Entidades Beneficentes centenárias convocam para um rodízio de churrasco em benefício das criancinhas asiladas sob seu teto. O palestrante emociona e leva às lágrimas os seus ouvintes com exortações à caridade, ao amor e à compaixão mas, logo após, locupleta-se em seu almoço caseiro com os despojos fumegantes e sangrentos de pedaços de seres que precisaríamos proteger, orientar e sobretudo amar, concorde estivéssemos com as convicções que nos caracterizam: criados à imagem e semelhança de nosso Pai para respeitar todas as vidas, todas!
Há bem poucos anos (cerca de 125), sob o beneplácito da legislação humana, submetíamos homens de pele negra ao martírio da escravidão, às mais abjetas condições de confinamento, tortura, selvageria e exploração do trabalho sob o pretexto de serem inferiores (!?). Bebês, único tesouro de suas mães escravas, eram arrancados violentamente de seus braços entre urros de lamentação e pranto, à vista de seus companheiros manietados, subjugados de horror e medo. Mulheres negras, jovens e bonitas eram violentadas por patrões sem escrúpulos porque consideradas propriedade, enquanto na casa Grande, o pároco benzia com água benta e sob o símbolo sagrado da Cruz, sua família tranqüila e feliz. Hoje escravizamos animais porque são animais, do mesmo modo que ontem escravizamos negros porque eram negros. Achamos natural e lógico (porque sempre foi assim) a prática de desconsiderarmos a dor de um animal no matadouro, seu extremo pavor ante o cutelo e sua luta improfícua para salvar a própria vida, porque precisamos continuar o vício milenar de enterrar despojos na sepultura do próprio estômago, a despeito de existirem opções alimentares, nutritivas e saudáveis. Principalmente nós, Pacifistas, já deveríamos ter despertado desta hipnose que nos remete aos primórdios da civilização, no tocante às primeiras condições humanas, ou então, não discursássemos tão veementemente em favor da Vida, contra a Eutanásia, o Aborto e a Pena de Morte. Um minuto de silêncio para a necessária e urgente despoluição mental e posterior coerência de atitudes e propósitos, é imperioso, porque na dor somos todos iguais; e no medo e no amor, na sede, no frio e na fome – também! Mães dos animais sentem o mesmo carinho por seus filhos que nossas mães sentiram por nós, seus bebês. Roubamos o leite, a carne, a lã, o mel, as barbatanas, o marfim dos animais mas lá está, para ser vivido o “Não furtarás!” Esse território inviolável deveria ser sagrado, mais do que florestas, oceanos, lagos, rios e atmosfera – mas não o é. Seremos irracionais sempre que, sob qualquer pretexto, excluamos da vida seres que a ela tem direito – como nós. Seremos incoerentes quando enfatizamos a necessidade de sermos fraternos e bons, compactuando com o cutelo que nos propiciou as garfadas de restos que, um dia foram um ser, pleno de vida que lutou, até o fim, para respirar o mesmo ar, poluído ainda pelas misérias humanas, do Planeta Terra.

Mais difícil do que despoluir ambientes contaminados é higienizar mentes arraigadas aos hábitos arcaicos e prejudiciais. Desintoxicar estômagos empaturrados do que não deveria estar ali é mais trabalhoso do que apagar incêndios florestais ou descontaminar afluentes de rios. Enquanto o lixo estiver em nós, estará fora de nós também. A natureza é o reflexo do que temos sido ou não e, enquanto não soubermos administrar respeito e proteção à vida de todos, o caos em nós será o caos do Planeta Sem Paz.
(Autora: Sandra email: smsonata@hotmail.com)

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PENSE NISSO

Posted: 28/06/2017 in Veganismo


Não dá para entender que uma pessoa que “adore alguns bichos” possa discriminar outros consumindo-os, condimentados de forma variada, sem nenhuma culpa ou compaixão por eles, muito pelo contrário, saboreando cada garfada.

A mesma dor que seu cão ou gato de estimação sentiria se fosse torturado antes de ser morto, sentem os animais considerados aptos para morrer a fim de que os consumamos.

Proteger Animais é não discriminar espécies em detrimento de outras, à semelhança dos negros sentenciados à escravidão por brancos sem coração, há 125 anos.

Alimentação carnívora só é possível pela maioria porque é adquirida na embalagem, cortada, fatiada, desossada, limpa, fiscalizada e absolutamente silenciosa.

Ninguém pode escutar os gemidos dos animais que morreram impiedosamente trucidados ou testemunhar-lhes os últimos instantes de pavor diante de seus irmãos já abatidos, antes de ser o próximo.

O carrinho de compras da dona de casa recém saída de seu perfumado banho matinal está repleto deles. Em alguns existe sangue, noutros não; mas todos os pacotes contêm
o silencio dos inocentes que gritaram por socorro tentando salvar a própria vida, como faríamos, qualquer um de nós, à frente de sumária execução. Nenhuma informação ou etiqueta na embalagem descreve o quanto sofreram antes do derradeiro suspiro, as lágrimas de seus olhos amedrontados antes de se fecharem perguntando: Por quê?

Quando abrir uma embalagem de Super Mercado, amigo(a), em que estejam pedaços do que foi um animal, pense nisso:

Ali poderia estar o seu cão inteligente e fofinho “que só falta falar” ou esse amado gato, “o seu bebê”, irreconhecível em uma singela bandeja de isopor, sem identidade, expressivo semblante ou enternecido olhar que revelasse ser ele capaz de sentir amor, saudade, gratidão e ternura por você – se deixassem.
(Autora: Sandra – texto enviado para o blog)

Vamos começar falando da carne, a qual não podemos esquecer que não basta subtraí-la da alimentação. Temos que substitui-la por outros alimentos. A carne possui todos aminoácidos essenciais em quantidades satisfatórias, que em nosso corpo se combinam em proteínas; Os vegetais não possuem a cadeia completa.

MAS: se combinar por ex: ARROZ e FEIJÃO já terá uma COMBINAÇÃO PERFEITA todos aminoácidos essências em quantidade satisfatória. A combinação é geralmente uma leguminosa (feijão, grão de bico, lentilha, ervilha) com um cereal (trigo, milho, arroz, aveia). A vantagem é que a proteína vegetal é facilmente absorvida pelo organismo. Já a carne, é absorvida ao mesmo tempo que ela já esta em processo de putrefação (além da exploração e genocídio causado aos animais)

DICAS: é adequado se adaptar ao Arroz integral, que tem muito mais nutrientes do que arroz branco e muito mais fibras. E só questão de costume. Passei um mês comendo arroz integral e depois já não queria mais o branco. Só de vez enquando que como.
E agora tem ARROZ 7 CEREAIS e ARROZ 7 GRÃOS, de vez enquando usamos deste, pra variar um pouco (Custa em média R$ 10,00 o kilo, que da pra alimentar 3 pessoas comendo uns 3 dias. É um custo que vale a pena de vez enquando. Todavia, compare com o preço de quanto custa uma Pizza – geralmente com muita gordura e pouca nutrição que serve apenas em uma refeição.

AÇÚCAR BRANCO: Desgasta o sistema circulatório e quase não tem nutrientes. DEVE SER EVITADO SEMPRE!

AÇÚCAR DEMERARA, MELADO de Cana e GARAPA (caldo de cana): São fontes de ferro e cálcio. Use açúcar demerara já será um grande reforço na alimentação. O preço varia de R$ 6,00 a R$ 12,00 o Kg; Mas mesmo que mais caro que o branco, quanto vale sua saúde? e ressalvo: 1 kg de açucar da muito bem pra uma pessoa passar o mês inteiro. O melado de cana vc pode por sobre as frutas ou no pão.

PARA HOMENS: um alimento bem RICO em proteína é que não interage com o sistema endócrino é o Tofu (queijo de soja). Experimente grelhado com temperos, orégano, alho, etc, fica muito bom. Como citamos antes: feijão, grão de bico, lentilha, ervilha, trigo, milho, arroz, aveia,,, todos eles tem uma porção de proteínas e devem fazer parte da alimentação.

PVT (Proteína Vegetal Texturizada = cerca de 50% é proteína)) não é muito recomendada, mas pode ser usada por praticantes de musculação na fase de ganhar peso.

No lanche de praticantes de musculação não deve faltar granola, pão com creme de amendoim,  banana (obs: sempre que como granola uso fio dental nos dentes, pois sempre deixa resíduos da mastigação);

BATATA DOCE:  cozida ou assada é ótima para esportistas e praticantes de musculação (especialmente antes dos treinos). O alimento é importante também por ser rico em fibras, beta caroteno, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, ferro, vitamina B1, vitamina C e vitamina A (antioxidante e atua na manutenção dos ossos, tecido epitelial e sistema imunológico). Não é recomendável frituras, mas pra varias um pouco: você pode cortar em rodelas e fritar com um pouco de agua, tambem fica uma delicia (a agua deve ser adicionada aos poucos).

MULHERES podem consumir da PVT moderadamente que até auxilia o sistema hormonal.

Tem mulher que diz que deixou de ser Vegetariana /Vegana, pois teve ANEMIA. Bem… se tornar Vegano(a) e por apenas UMA colher de feijão no prato pra comer no almoço e outra no jantar… e só come açúcar branco, não come melado de cana e nem toma garapa… Claro: VAI TER ANEMIA… Fica a dica: PRA SER VEGANO(a) TEM QUE SE INFORMAR s/ NUTRIENTES e TER DISCIPLINA; Eu como muito feijão e Açúcar Mascavo, e faço exame de sangue de ano em ano, e sempre acusa um problema: alto índice de Ferro.

SUGESTÕES de CARDÁPIO: lasanha de brócolis, tôfu grelhado com batata frita, arroz c/ feijão, macarrão com PVT (molho bolonhesa), polenta, mandioca cozida ou frita, castanhas, nozes, amêndoas;
SUGESTOES de SOBREMESA e DESJEJUM; frutas, abacate com açúcar mascavo, Tapioca (goma) com recheio da geleia que vc preferir, pão integral com geleia, etc. Acabei de comer bolo de cenoura e granola, outro dia posto a receita.

Doce Rápido de Tapioca GRANULADA(não confundir com a farinha de TAPIOCA que faz na frigideira): Basta bater a Fruta que você gosta com água e açúcar, por pra ferver, adicionar coco e um pouco de tapioca granulada e por pra gelar.
Obs1: por pouca tapioca pois ela incha quase 3 vezes a porção colocada.
Obs2: No mercado tem FARINHA de TAPIOCA que a gente faz na frigideira e tem a TAPIOCA GRANULADA, que parece um sagu branco, que serve para fazer doces e bolo gelado.

COUVE de BRUXELAS (bolinhas que parecem mini-repolhos, mas de gosto bem diferente) é a verdura mais rica em nutrientes que existe. Basta lavar, refogar ou cozinhar com temperos. Se não encontrar na sua feira, arrume alguns vizinhos pra comprar junto e peça pro feirante trazer em pacotes individuais, pois nas centrais de abastecimento dos feirantes sempre tem. Eles não trazem porque poucas pessoas conhecem ou pedem. Pesquisa no google e veja como é. É UMA DELÍCIA e da pra enriquecer vários pratos ou apenas servi-la cozida com sal.

A MELHOR E MAIS BARATA FONTE DE SAÚDE ESTA NA FEIRA!!! SE ALIMENTE DE FORMA VEGANA E MAIS NATURAL POSSÍVEL E EVITE DEZENAS DE DOENÇAS!!!

Consumismo

Posted: 04/03/2012 in *** Todos ***, Veganismo

Em meados de junho eu tomei a decisão de mudar meus hábitos alimentares. Eu segui o que meu coração e meu corpo me diziam como certo e adotei de vez uma dieta 99% baseada em plantas. Bem no fundo, eu sabia que a mudança não ia afetar somente o meu corpo, ou como eu me sinto. Eu sabia que eu estava entrando em um outro nível de consciência, uma consciência mais desperta, mais atenta para as pequenas escolhas do dia a dia.

Somente pelo fato de prestar atenção na comida que eu consumo, uma gama de outras coisas começou a chamar a minha atenção.

Meio que instintivamente eu me dei conta que eu estava utilizando menos espaço na minha vida, menos recursos naturais, simplesmente menos. 

Só pelo fato de ter cortado o leite e o queijo da minha alimentação, menos terreno é preciso pra plantar soja ou grãos para alimentar a vaca; não é preciso o espaço pra vaca viver, nem os equipamentos para tirar o leite, ou o combustível para transportar, ou o plástico para empacotar, ou o papel para identificar a marca, ou o lixo aonde eu colocaria a caixa vazia de leite depois.

O mesmo com os ovos, e todas as carnes, e todas as comidas altamente processadas que vem de fontes animais ou não.

Pelo fato que eu estava me alimentando de coisas orgânicas e frescas, que ficam velhas mais rapido e não podem viajar grandes distâncias, tudo na minha vida ficava mais próximo. Eu comecei a ler os rótulos dos produtos que eu comprava, e percebi que minha maça vinha de uma cidade que fica a duas horas daqui, o meu pepino do estado vizinho… E quando algo era de outro país, era do país mais próximo aonde você pode encontrar aquilo, como as castanhas e produtos de soja que vem da Austrália(na época eu morava na Nova Zelândia).

Ao mesmo tempo que eu me dava conta do espaço que eu ocupo no mundo, o meu corpo estabelecia uma outra relação com a comida. Ao invés de pensar no que EU quero, ou no que a minha língua quer, o meu organismo me dava sinais do que eu precisava naquele momento. As vezes era uma xícara de chá verde, ou uma cenoura, ou as vezes era algo com bastante gordura e açúcar, como um pedaço de chocolate amargo. O meu corpo começou também a me dizer quando estava satisfeito daquilo. Como a comida que eu escolhia agora era realmente designada para minha espécie, eu sabia  quando era o suficiente. Era como um sinal interno dizendo:  ‘Reserva de proteína: Completa. Reserva de carboidratos: 80%. Precisamos de mais água.’

Pode parecer algo super controlado e preciso, mas na verdade foi algo tão natural, que tornou ainda mais fácil e prazeroso seguir em frente na minha escolha. Eu não precisava pensar no que comer, eu sé precisava sentir o que meu corpo queria.

E eu me dei conta de que eu precisava menos de quantidade, e mais de qualidade. Meu espaço na geladeira ficou mais vazio, meu lixo demorava mais pra ficar cheio. E do mesmo modo minha mente ficava satisfeita com menos.

Eu, como a maioria das mulheres que eu conheço, tenho um lado consumista que as vezes vai além do que eu realmente preciso. Sem mentiras, todos os dias na volta do trabalho pra casa eu descobria alguma coisa nova que eu realmente não podia viver sem a partir daquele momento. Mulheres, vocês sabem do que eu estou falando. Esse meu lado consumista encheu meu quarto e todas as minhas prateleiras em uma velocidade absurda. Em uma semana eram livros; na outra cosméticos; na outra flores exóticas da jamaica. E assim como meu corpo precisa de alimento, eu cheguei a um ponto aonde minha mente precisava de coisas. Não somente comida, mas coisas. E essas coisas na verdade não significam nada mais que um objeto a mais ocupando um espaço no mundo. Mas de alguma forma eu precisava delas.

E pode parecer estranho como mudar algo tão randômico como um hábito alimentar pode afetar isto também, mas comigo aconteceu.

Quanto mais o meu corpo se sentia realmente nutrido pela comida que ele recebia, mais a minha mente ficava clara do que era necessário e do que era supérfluo. ´E simples como isto: jantar é necessario, sobremesa supérfluo(nem sempre ).

E de repente aquela super nova cor de batom já não me atraía mais. Afinal, eu ainda tenho aquele velho batom em casa. Se um dia ele acabar, com certeza eu vou à procura de uma super nova cor pra substituir a antiga, e a sensação de ter me dado um presente vai ser ótima, e eu definitivamente vou aproveitar ela. Mas eu não preciso sentir isso todo o santo dia, nem toda semana. Afinal, existem tantos outros presentes que eu posso me dar a cada segundo: Aquele copo de chá; aquela respiração profunda no primeiro ar da manha; a oração ao ver o sol… Esses presentes não só me satisfazem, eles me nutrem (e meu cartão de crédito agradece). E com o tempo este pequeno espaço que eu ocupo, mesmo que esteja ficando menor, esta mais precioso, mais cheio de cuidado e amor por cada pequena coisa que ocupa ele. E mesmo que seja só um espacinho no mundo, eu posso realmente chamar de meu.

Qual o tamanho do seu espaço no mundo?

(Por Caroline Da Costa)

Obs:  Caroline Da Costa é a autora do blog www.mangaemanjericao.com

 

Tofu mexido, espinafre com molho cremoso de queijo (de leite de soja), salada, pão integral e capuccino (também com leite de soja)
Veganismo é o modo de vida de quem se habituou a comer alimentos que não têm origem animal, como carne, ovos e leite. Veganos também são contrários à indústria de peles e couro, ao consumo de cosméticos e de medicamentos que fazem experiências com animais em laboratório.

Na mesa do café da manhã do administrador de empresas Vladimir Ferreira, 32 anos, geralmente estão pão integral com melado de cana ou tomate seco com patê de tofu, granola com frutas, suco ou chá. No almoço, arroz integral e feijão, tofu grelhado, batata frita, refogado de legumes com PVT (proteína de soja granulada) e polenta ao sugo. “De verdura eu só como espinafre de vez em quando e gosto muito de couve de bruxelas. Também como quase todo dia macarrão ou lasanha ao sugo, com PVT e brócolis, e de sobremesa, à noite, duas ou três frutas”, acrescenta Vladimir, que faz parte do grupo dos veganos há 10 anos.

Diferente do vegetariano, que também consome leite e ovos, o vegano é aquele que não come carne e nenhum produto de origem animal, como peixes, mariscos, ovos, leite e laticínios. A indústria do vestuário (peles, couro e camurça) também é excluída da vida do vegano, conforme explica Vladimir. “Os veganos boicotam, ainda, a exploração de animais em experiências de laboratórios, nas aulas de vivissecção e no entretenimento humano em circos, zoológicos e rodeios”, completa ele, que também é estudante de alquimia e de medicina natural.

Antes de se tornar vegano, Vladimir era vegetariano convicto. “Cresci com a ideia de que podia viver bem sem comer carne e, assim, não patrocinava o sofrimento dos animais nos abatedouros. Eu sempre ouvia falar dos veganos, mas não entendia o porquê deste extremismo. Achava meio absurdo. Quando a internet se popularizou e tive mais acesso à informação descobri que a exploração dos animais vai muito além da carne”, comenta.

O administrador relata que demorou um pouco para se adaptar ao veganismo, mas conseguiu. “Foi aí que surgiu aquela vontade de fazer algo pelos animais e achei que divulgar a informação era o melhor caminho. Então criamos um site (www.veganos.org), com informações básicas, no qual vendemos camisetas, na esperança de divulgar o veganismo no Brasil.”

Vladimir ainda acrescenta que há vários grupos veganos no País sendo que a maioria são independentes. Outros são ligados a religiões e artes marciais. Outros ligados ao movimento Straight Edge ou ALF (Animal Liberation Front) . Outros ainda ligados a ONGs de proteção aos animais. “Na cidade de São Paulo, somos um grupo pequeno e independente, com cerca de 15 pessoas. Nosso trabalho se dá principalmente com a venda de camisetas e fazemos, eventualmente, palestras em escolas e centros comunitários sobre o veganismo”, ressalta. Segundo ele, os grupos convergem para um mesmo objetivo: o de abolir a exploração dos animais – sejam os de consumo, sejam os utilizados em pesquisas ou em entretenimento.

Sofrimento animal – Para Vladimir, o veganismo é uma postura ética pessoal, baseada na não-exploração de todos aqueles que são capazes de sofrer e ter emoções. “Em geral, todos pedimos e lutamos por justiça e agimos com a filosofia de respeitar o próximo. No entanto, se pensamos um pouco no que fazemos aos animais, podemos concluir que tudo o que não desejamos para nós, praticamos contra eles: aprisionamento, tortura, exploração e extermínio cruel”, analisa. “Se não fazemos isso diretamente, pagamos para alguém fazê-lo, quando vamos ao mercado ou ao açougue e compramos carne. Os veganos descobriram uma coisa óbvia: somos nós, consumidores dos produtos de origem animal, que patrocinamos todo o sofrimento dos animais nos matadouros e fazendas de criação pelo mundo”, destaca Vladimir.

Para ele, há condições de ter uma vida saudável no Brasil, sem que seja preciso o consumo animal. “Não acho justo um animal morrer em desespero pra nos alimentar”, justifica. No próximo dia 1º de novembro será comemorado o Dia Mundial do Vegano. Em São Paulo ocorrerão passeatas, exibição de vídeos sobre o veganismo na Avenida Paulista, oficina de capacitação de voluntários e festival de cinema em Curitiba, cujo tema é “Libertação dos Animais”.

PAULA MESTRINEL 30-10-2011

Fonte: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&int_id=162626

A Vaca Miserável

Posted: 30/07/2011 in *** Todos ***, Veganismo

O caminhão que carregava esta vaca estava descarregado na área de depósito de uma empresa ( Walton ), em Kentucky em uma manhã de setembro. Depois de outros animais serem removidos do caminhão, ela foi deixada para trás, incapaz de se mexer. Os trabalhadores do depósito bateram e chutaram-na no rosto, costelas e costas. Eles usaram, como de costume, aparelhos de choques elétricos em seu ouvido para tentar tirá-la do caminhão, mas ainda assim a vaca não se mexeu. Os funcionários então amarraram um cordão em volta de seu pescoço e amarraram a outra ponta em um poste, e foram embora com o caminhão. A vaca foi arrastada no piso do caminhão e então caiu no chão, caindo com suas pernas traseiras e pélvis quebradas. Ela continuou na mesma posição até às 7:30 daquela noite.

A vaca ficou sob o escaldante sol chorando pelas primeiras 3 horas. Periodicamente, quando ela urinava ou defecava, ela usava suas pernas dianteiras para se arrastar ao longo da rodovia desnivelada até um local mais limpo. Ela também tentou se arrastar para a sombra, mas não conseguiu se mexer para muito longe de onde estava. Os funcionários não deram água à ela, e a única água que ela recebeu foi dada por Jessie Pierce, uma ativista e moradora local, que havia sido contactada por uma mulher que testemunhou o incidente. Jessie chegou ao meio dia. Após não ter recebido nenhuma cooperação dos trabalhadores, ela ligou para a polícia do condado de Kenton. Um policial chegou mas foi instruído pelos seus superiores à não fazer nada à respeito. Ele deixou o local às 13:00 hs.

Um funcionário do depósito informou Jessie às 13:00hs que ele havia obtido permissão da companhia de seguro para matar a vaca mas que não o faria enquanto Jessie não fosse embora. Embora na dúvida que o funcionário manteria sua palavra, ela foi embora às 15:00hs. Retornou às 16:30hs e encontrou o local vazio. Três cachorros estavam atacando a vaca, que ainda estava viva. Ela havia sofrido vários ferimentos de mordidas, e sua água havia sido removida. Jessi contactou a policia do estado de Kentucky. Quatro policiais chegaram por volta das 17:30hs. O patrulheiro Jan Wuchner queria matar a vaca com sua arma mas lhe foi dito que uma veterinária a mataria. Os dois veterinários do depósito não queriam matar a vaca alegando que, para preservar o valor da carne, ela não poderia ser destruída. O açougueiro chegou às 19:30hs e atirou na vaca. Seu corpo foi comprado por U$307,50 dólares ( normalmente animais que são aleijados ou machucados ou que são encontrados mortos são considerados inaptos para consumo humano e são usados para comida de animais como cães e gatos ).

Quando o operador do depósito foi questionado anteriormente pelo repórter do The Kentucky Post, ele declarou: Nós não fizemos absolutamente nada com relação à isso, e referiu a atenção dada à vaca por trabalhadores humanos e pela policia como besteira. Ele riu durante o questionamento, dizendo que não encontrou nada de errado com a forma que o incidente havia sido conduzido.

Isto não é um caso isolado. É tão comum que animais nestas condições são conhecidos no mundo americano da indústria da carne como animais miseráveis. Após este incidente, a associação ética americana à favor dos animais PETA deu atenção suficiente à este problema até que o departamento policial do condado de Kenton adotou a regra demandando que todos os animais em condições miseráveis sejam imediatamente concedidos à eutanásia, estejam eles na fazenda, sendo transportados ou em matadouros.

Infelizmente, muitas cidades dos Estados Unidos e do mundo todo não têm tais leis e animais em condições miseráveis continuam a sofrer. Tal atitude está nas mãos dos próprios moradores e cidadãos, e está nas mãos dos consumidores em recusar-se a comprar os produtos desta indústria miserável e triste.

Título Original: Downed Cow

Fonte: www.peta.org Tradução: www.vivaosanimais.com.br.

 
Imagine o Mercado de Delos, numa cena corriqueira do século 3 A.C.. Lá, homens, mulheres e até crianças eram “emplacados” com tábuas penduradas no pescoço com origem, qualidades e defeitos descritos e o preço em dracmas. Comerciantes abastados chegavam à ilha da cidade, compravam essas pessoas para lhes servirem de escravos e arrogavam então a si a posse dos humanos comprados.Imagine você, vindo de uma viagem no tempo, perguntando para um comerciante daqueles quem eram aquelas três crianças nuas no barco dele e se tinham algum parentesco com ele. Então ele diz: “Ah, são uns escravos que comprei agora há pouco. E não sou pai deles, sou dono”. E explica que os garotos comprados eram de sua preferência: morenos, cabelos longos e de olhos verdes, e satisfaziam aos seus desejos de ter crianças bonitas para sua companhia afetiva.

Uma sensação de indignação e compaixão invade você ao ver aquele senhor tratando aquelas crianças como mercadorias, como coisas, como objetos de posse e categorizáveis. Não tolera que ele esteja daquela forma comprando vidas humanas dotadas de afeto e sentimentos num mercado. Num ato de reação humana a atos de desumanidade, você semeia uma conversa argumentativa com o “dono” das crianças na intenção de mostrar que ele está sendo imoral e desumano e fazê-lo libertar aquelas crianças ou adotá-las como filhos de verdade. Seus argumentos falam de as crianças serem humanas iguais a ele, terem sentimentos, pensamentos, desejos, virtudes e direitos naturais à dignidade. O homem então, depois de dez minutos de conversa, vai embora irritado, levando as crianças, sem assimilar a moral de direitos humanos que você tentou incutir nele. Para ele, os meninos eram seres inferiores e sem direito à dignidade que apenas os humanos de sua “raça” tinham e cujos sentimentos e demonstrações de inteligência serviriam para sua função de escravos de companhia.

Agora, imagine você, dois anos depois de voltar daquela viagem temporal, na frente de um pet shop, querendo comprar filhotes de um yorkshire, manifestando preferência por cãezinhos de pêlo comprido, liso e de cor acaju. Paga então 600 reais por dois cachorros. Quando você vai saindo com os dois filhotes recém-desmamados, chega um defensor animal, com a camisa manifestando o ideal da libertação animal. Ele logo começa uma pequena entrevista com você sobre os animais recém-comprados. “Você é o quê desses cães? E como os obteve?”, pergunta o ativista. Você, imaginando o quão idiotas aquelas perguntas pareciam ser, diz cordialmente “Sou dono deles, ué. Comprei-os aqui no pet shop”. E afirma que você os comprou para que lhe fossem companheiros. Uma sensação de indignação e compaixão invade o rapaz ao ver você tratando esses animais como mercadorias, como coisas, como objetos de posse e categorizáveis (você os comprou com seletividade de raça, cor e pelagem). Ele então lhe bombardeia de argumentos que corroboram o caráter antiético do comércio e da arrogância de posse de animais: um deles é que os animais não-humanos têm sentimentos, pensamentos, desejos, virtudes e direitos naturais à dignidade, ainda que os pensamentos sejam construídos de forma diferente do pensar humano.

Você, caso seja empático, começa a ficar pensativo: algo parecido já acontecera antes. Depois de uma boa reflexão, repara que as únicas diferenças entre as criaturas defendidas por você no século 3 A.C. e as defendidas pelo defensor animal no século 21 D.C. são a espécie e a presença ou ausência das capacidades de fala articulada, raciocínio, intelecto e trabalho manual complexo.

Partindo dessa lição que você teve com a relação entre as falas do ativista da causa animal e o déjà-vu de Delos, convido a pensar: é certo categorizar um animal de espécie diferente como portando uma vida inferior à humana só por causa da falta de habilidades humanas, a despeito de todas as semelhanças existentes?

Se você começar a refletir seriamente e finalmente pensar “É, por que os animais, que são mais parecidos conosco do que pensamos tradicionalmente, ainda assim são tratados como inferiores?”, vai, por tabela, perceber também que é eticamente errado arrogar a si os direitos de ter posse de animais e valorar suas vidas. Do mesmo jeito que é considerado absurdo valorar a vida humana ou ter posse da vida e pessoa alheia.

Para ser mais evidente ainda em minha colocação sobre o especismo e a antiética da posse e comércio de animais não-humanos, vamos adotar dois exemplos que você considera nobres.

Primeiro, pense num Homo erectus. Ele tinha sentimentos, desejos, virtudes, pensamentos, como você que é Homo sapiens sapiens. Mas não tinha o intelecto nem o raciocínio apurado que você tem, nem falava direito e suas melhores ferramentas eram objetos de pedra rudimentarmente trabalhados. Pergunto: ele era inferior a você? A vida dele era inferior à sua? Ele merecia restrição de direitos só porque não tinha as habilidades humanas desenvolvidas? Deveríamos comercializá-los em “super pet shops” caso existissem? Pense nisso.

Agora pense num bebê. Você vai pensar “Poxa, um bebê? Claro que ele tem sentimentos, desejos, virtudes, pensamentos (ainda que em linguagem rudimentar), etc.”. Mas entro com a suposição de que ele fosse um bebê que tivesse uma doença degenerativa que lhe causasse uma atrofia cerebral, impedindo que ele desenvolvesse a maioria de suas habilidades de ser humano quando crescesse, e fizesse-o morrer aos 12 anos (mesma idade em que muitos cães e gatos morrem). Reflita então: ele merece ser vendido? Você compraria esse bebê de uma família que não tivesse condições de custear sua sobrevivência? Você se acharia dono desse bebê? Atenção, lembre-se de que ele não poderia nunca desenvolver intelecto, raciocínio, habilidade laboral, nada disso. Mas não deixa de ter sentimentos, desejos, necessidades e virtudes. Ele inclusive demonstra muito carinho para com você, da mesma forma que os filhotes de yorkshire comprados na história dos primeiros parágrafos lhe demonstram.

Faço a pergunta depois de todos esses casos: qual a diferença entre os seres humanos normais e os descritos no parágrafo acima? A presença de raciocínio, intelecto, habilidades manuais, etc.. E agora qual é a diferença entre o bebê mais o Homo erectus e os cães, gatos, bois, peixes-betas, iguanas, etc.? A única resposta adequada, apesar de sua possível visão especista indignada com minha comparação, é: a espécie. Daí pergunto: por que você compra cães e gatos mas repudia uma hipotética comercialização de espécimes de Homo erectus ou bebês com deficiência de raciocínio?

Agora você está começando a enxergar o quão antiética é a venda e a posse de animais. Não é ético que comercializemos ou nos apossemos de animais, que têm tanto em comum conosco e cujas ausências de habilidades humanas poderiam ser notadas em outros hominídeos ou em humanos com capacidades cerebrais comprometidas.

Como a posse de animais é algo moralmente errado, não devemos mais nos considerar “donos” dos animais, uma vez que a palavra “dono” conota posse ou propriedade e odiaríamos que alguém dissesse ser dono de seus filhos. O certo é nos entitularmos “tutores”, já que estamos educando e cuidando de nossos animais domésticos e os termos “educação” e “cuidados” servem perfeitamente também para nossas crianças ou, por outro exemplo, intercambistas que estejam sob nossos cuidados. E como o comércio de animais também é antiético, fica meu clamor: NÃO COMPRE OU VENDA ANIMAIS, ADOTE-OS OU DOE-OS.

P.S: Se você se irritou com este artigo, pergunto: qual é o fundamento dessa irritação, além de mero especismo? O que foi dito aqui que está indiscutivelmente errado? E por que para você os animais não-humanos continuam não merecendo os direitos básicos que o ser humano tem (liberdade e dignidade, para dar os exemplos mais óbvios)? Acalme-se e reflita com o melhor de sua racionalidade.

Robson Fernando*
 
* recifense nascido em 17/02/1987, é estudante de Gestão Ambiental e escreve artigos independentes (ainda sem remuneração). E-mail: robfbms@hotmail.com