Archive for the ‘Religião e Espiritualidade’ Category

Existem estudos que indicam Jesus Cristo como um vegetariano fervoroso!

Estou acostumada a escutar todo tipo de argumento com relação a adesão da carne no cardápio, as justificativas são muitas desde sobrevivência natural, cadeia alimentar, soberania humana, restrições a proteínas vegetais, enfim, nesses anos que assumi minha postura ética, tenho me deparado com esses argumentos que fortalecem cada vez mais minha convicção de que estou no caminho certo.

Por esses dias estava a mesa com mais pessoas não vegetarianas e elas por sinal me questionavam novamente da minha posição. Como sempre as pessoas não vegetarianas tendem a achar que o vegetarianismo é uma postura radical, e na maior parte do tempo fazem pouco caso e tratam com indiferença seus argumentos.

Uma pessoa a mesa me forneceu a seguinte pergunta:
– Ora, quando Deus criou o homem, fez os animais para lhe servir, qual o mal de utilizarmo-nos deles para alimentação?

Uma pergunta dessa faz com que a gente trema, existem milhões de respostas que poderiam ser ditas, existem milhões de argumentos que podem ser expostos, mas para aquele tipo de pessoa era jogar palavras no lixo, pois ela só ouviria o que ela julgasse valido.

Essa cegueira espiritual é delicada de se debater, se você está preocupado em informar e não a discutir, tem que saber como contar a esse ser humano que não existe justificativa para os atentados que são cometidos contra os animais, nem em nome de Deus existe argumento cabível.

A bíblia já foi reescrita tantas vezes e me admira que em nenhuma dessas reedições deste livro tenham mudado essa passagem de Gênesis. O Deus cristão não pode ser conivente com os assassinatos, torturas e maus tratos que seus também filhos animais (criados por ele, segundo a doutrina cristã) sofrem todos os dias.

O novo testamento, que faz parte da bíblia utilizada como guia em inúmeras religiões, incluindo a maior delas no Brasil, a Igreja Católica, tem como principal mandamento instituido pelo próprio Jesus Cristo a seguinte lei ” Amai ao próximo como a ti mesmo”.

Em nenhum momento está escrito que esse próximo é um ser humano, o próximo é qualquer um que precise da sua ajuda.

Os animais não estão aqui para nos servir, eles não são inferiores a nós humanos, apenas por não serem da nossa espécie por ter tipos de inteligência diferentes das nossas, não nos dá o direito de colocar-mos esses animais a nossa disposição, servindo como comida, vestimento, entretenimento e cobaias.

Se Deus existe e olha pra tudo que fazemos, pesando em sua balança divina a quantidade de atos bons e a quantidade de atos ruins afim de que na nossa partida isso seja utilizado para nos julgar num possível pós-vida, tenho certeza que ao deixar de matar um ser indefeso para servir de alimento enquanto temos uma incrivél quantidade de vegetais para nos alimentar, acredito que ao pouparmos as vidas e nos colocarmos como iguais tenhamos entendido de fato o que é amor e compaixão.

Os religiosos, tementes a Deus tinham que ser os primeiros a defender tal bandeira, pois são de pessoas com sentimentos como a solidariedade, compaixão, fraternidade que esperamos mais empatia. Os animais são nossos próximos, são nossos irmãos, nossos protetores e por isso estão tornando-se nossas vítimas.

A matança tem que parar e a ignorância também!

Fonte: http://cartuntivismo.blogspot.com

 

Anúncios

Cada um tem livre arbítrio para tomar suas decisões, inclusive na hora de escolher o alimento que vai colocar em seu prato ou na hora de fazer suas compras, escolher ou não produtos que foram são provenientes dos animais ou foram testados nos mesmos. De acordo com nosso código de conduta do coração, julgar se deve se esquivar de qualquer culpa ou não.

A reflexão que fica é: temos agido corretamente com as espécies que dividem o planeta conosco? Até onde se tem o direito de usar irmãos de outras espécies em benefício próprio? Os animais são nossos para vestir, comer ou fazer experiências? Independente das respostas, fato é que eles sentem dor, medo e fome, e têm o mesmo interesse em viver que qualquer ser humano.

Perante o Universo os animais estão sob nossa tutela, e seria de bom senso ético auxilia-los na jornada de sua evolução, mas o que fazemos na maioria das vezes é exatamente o contrário: exploramos e torturamos.

Enquanto espíritas entendemos que os animais são dotados do princípio inteligente divino. Conceito diferente de outras instituições que dizem que os animais não têm alma (assim como essas outras instituições já disseram no passado que: mulher, índios ou negros não tinham alma, fato hoje que qualquer um concorda ser um absurdo).

Avançamos bastante em nossa ética humana, quando a sociedade vem aprendendo a conviver com as demais raças, crenças e diferentes orientações sexuais. Mas e quanto as demais espécies de seres sencientes ( que possuem sistema nervoso central desenvolvido )? Estas sub-julgamos ser uma vida sem valor, que existem para serem usadas e exploradas não nos importando se possuem sentimentos, se criam laços de família ou se possuem interesse em viver. Mas isso pode ser um grande engano. Como disse Olympia Salete: “ A vida é Valor Absoluto. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior. Engana-se quem subjuga um animal ou alimenta-se de sua carne,  por julga-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo.”

E podemos falar nas conseqüências da pecuária, que esta devastando a natureza deste planeta (a maior devastação das florestas é para se produzir grãos e pastos que se originam aos animais de abate e não à humanos. Também falar na poluição que essa criação industrial causa. E por último na questão da saúde: todos os hormônios e antibióticos que os animais recebem acabam indo parar no leite, ovos e carne que ingerimos (nesta última ainda se aplicam nitratos para sua conservação). Estes detalhes podem ser os responsáveis por muitas doenças e obesidade .

Alguns espíritas justificam seu comportamento ressalvando a questão 723 do livro dos espíritos, que argumenta que a carne nutre a carne e é necessária para ser forte. Mas não nos esqueçamos: “Espiritismo é fé raciocinada”. Um cavalo, um elefante, um gorila, um boi (entre tantos outros) são animais herbívoros e são demasiadamente fortes e bem nutridos. O livro dos espíritos tem mais de um século de existência e com certeza na época em que foi escrito, não havia condições de se radicalizar de maneira brusca as crenças e costumes de um povo que se encontrava descrente de muitas coisas. E quando perguntado aos espíritos em outra questão, a 724, se havia alguma validade em se tornar vegetariano, a resposta foi que sim, que era um ato meritório.

A espiritualidade soube ser sutil e Alan Kardec foi muito sóbrio quando disse que sua obra não estava completa e haveriam novos aprendizados a humanidade.

Lembremo-nos: Jesus ensinou sobre a compaixão e seus exemplos sempre foram embasados na paz e no amor entre todos os irmãos. Mas muitos de nós não nos importamos com os sofrimentos impostos aos animais, seja na alimentação ou nos testes de laboratório, e acreditamos que os animais existem para uso e exploração.

Não seria este um egoísmo humano a ser vencido? Não seria uma incoerência nossa pedir a paz e ao mesmo tempo patrocinar a violência todos os dias ao escolher o que vamos comer em nosso prato? Haverá repercussão disso em nossas vidas e na energia do planeta?

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque ele alcançarão misericórdia.” Jesus falou sobre termos misericórdia. Temos misericórdia dos seres sencientes que sofrem tanto como nós e a esta hora estão na fila do matadouro tentando desesperadamente escapar do abate? E que muitas vezes são esquartejados ou mergulhados em água fervente ainda vivos? Basta investigarmos como é “fabricada” a carne, os ovos e o leite, para que tenhamos um visão diferente do assunto e lembremos das palavras do mestre.

Há espécies de animais que impressionam ao serem estudadas pela inteligência, nobreza de seu comportamento e instinto pacífico. Se fôssemos comparar tais espécies com a raça humana, poderíamos ficar em duvida de qual espécie é mais evoluída, vide o comportamento de alguns espíritos em dias atuais.

O que nos torna humanos? Em qual momento isso acontece? Qual adjetivo nos qualifica como mais evoluídos que as outras espécies?

No decorrer dos tempos o código de conduta da humanidade vem se aperfeiçoando tentando se aproximar cada vez mais de valores Universais ou como dito pelos espiritualistas: Valores de uma Ética Cósmica;

Muitos de nós agimos seguindo os costumes. Não evidenciamos a normal ternura humana que todos possuímos. No contexto aqui exposto, não condiz com o sentimento humano, ver um animal sofrer e ficar indiferente (ou pelo menos, não deveria ser assim). E no momento que vamos fazer nossas refeições deveríamos ponderar sobre uma simples questão: “o que é mais importante? o desejo do estômago? ou o sentimento de misericórdia? ”

Evoluímos passo a passo. A Ética da humanidade tende a se aperfeiçoar rumo a fraternidade maior e é provável, um dia olharemos nossos irmãozinhos com outros olhos.

Vladimir Vegan

Título Original: Era uma vez um Espírita (Introdução)

“Espíritas! É de vós, cultores da Lei da Evolução, que se espera o engajamento, como pioneiros, ao lado das vanguardas da consciência planetária. A Lei da Evolução descortina aos que a compreendem o sublime encadeamento de todas as espécies de vida do orbe. “Do átomo até o arcanjo, que começou por ser átomo”, tudo vos deve ser sagrado, porque a mesma centelha da Vida universal que dormita no mineral, bruxuleia no vegetal e entreabre os olhos no animal é aquela que vos incendeia a mente e conduz, em consciência maior, pelos caminhos infinitos do progresso. Como então poderíeis supor que o Deus de infinita misericórdia sancionasse a crueldade e a destruição injustificada de seus filhos menores, enclausurados temporariamente em estojos físicos de principiantes, como as criancinhas do jardim da infância do grande educandário dos mundos de matéria? Seríeis capazes de trucidar crianças pequeninas para atender a um prazer de matar, somente porque não podem defender-se? Pois o mesmo espanto e horror que essa idéia vos causa tomam os espíritos superiores quando estes assistem à carnificina diária que se comete na superfície do planeta para com os irmãos menores do homem – os animais. Olhai o fundo de seus olhos mansos, sem a arrogância dos fortes e a indiferença dos egoístas, e vereis ali cintilando o reflexo de uma alma divina, filha do Criador que também é o Criador da vossa; lereis o apelo silencioso dessas vidas que tateiam nos labirintos da consciência como criancinhas aprendendo a andar, a vos dizer: “Deixa-me viver para aprender a ser um dia como tu, que já foste outrora como eu”. Não, espíritas, não devia caber a vós, jamais, o triste papel de verdugos dessas vidas inocentes. Que outros, desconhecendo ainda o laço divino que une todas as criaturas matriculadas pelo supremo ser na escola da Vida, provindas de seu mesmo hálito criador, patrocinem indiferentes e de coração gélido a matança desses irmãos menores, para o nocivo consumo humano, tem pelo menos a triste lógica do egocentrismo: “Nada temos a ver com eles”. Mas o espírita, que conhece o panorama esplendoroso que lhe foi descortinado com a Lei Evolutiva, e sabe (ou deve saber) que todas as formas de vida representam classes onde se matriculam as almas incipientes na escalada da perfeição, atrás de que desculpa se poderia esconder para dizer: “Não te reconheço como irmão, mas tão somente como presa”? Meus irmãos, a vossa consciência não pode mais dormitar nos velhos conceitos herdados da barbárie planetária, ou não podereis vos agasalhar no manto da lei do progresso, que cobra atitudes urgentes em vosso mundo, à beira da falência moral e material. A escravidão, a tortura, a discriminação, a guerra, a lei do mais forte, o genocídio em nome da divindade também já foram considerados – e ainda o são, tristemente, em alguns redutos do planeta – códigos legítimos de conduta. Hoje, entretanto, vossas consciências sensibilizadas repudiam com horror o que no ontem vos parecia perfeitamente aceitável (enquanto não era feit o convosco, evidentemente). Por que insistir então em continuar vos regendo pela velha lei do hábito, que aceita sem refletir os comportamentos impostos pelo egoísmo e a conveniência de alguns, sem avaliar atitudes à luz dos códigos superiores que já tendes a ventura de conhecer? O espiritismo não foi legado pelo alto à humanidade para perpetuar a tirania dos hábitos atrasados e nocivos que grampeiam a criatura, indefinidamente, à roda triste das reencarnações que se arrastam entre a doença, o sofrimento e a miséria moral da humanidade. O espírita, para fazer jus à elevada condição de seguidor dessa doutrina libertadora de consciências, precisa ser o vanguardeiro de todos os valores mais nobres do planeta. Deve ser o primeiro, e não o último, a adotar os princípios éticos e os códigos de conduta mais elevados. É desairoso para vós que criaturas atéias e agnósticas, mas dotadas de nobres sentimentos (aliás, os únicos que significam passaportes válidos para a espiritualidade superior), demonstrem maior compaixão e sensibilidade para com as espécies animais do planeta, enquanto os cultores da Lei da Evolução sentam à mesa para se banquetear com os cadáveres sofridos daqueles que sabem constituírem os seus irmãos menores na escala evolutiva. Que sentido têm os vossos apelos à misericórdia dos seres superiores, se os apelos silenciosos daqueles que rotulais “inferiores” não encontram guarida em vossos corações, cerrados à compaixão e ao respeito? Acaso tendes a ingenuidade de supor que a Divindade suprema descuida de gerir o mundo que criou, e que os gemidos de dor de seus filhos mais indefesos não comparecem ao tribunal da vida planetária, testemunhando contra a espécie humana e sua crueldade? Inúteis serão os vossos apelos de paz,enquanto os cadáveres sangrentos de vossos irmãos menores quotidianamente atestarem que sois os mandantes da mais sanguinária das guerras, e a mais cruel, porque deflagrada contra indefesos sem o socorro da razão, por motivos fúteis, e tão somente em nome de um discutível prazer do paladar. Jamais desfrutareis da paz sonhada para o planeta enquanto ele permanecer encharcado do sangue inocente daqueles que o Pai vos enviou para cuidar e proteger. Só uma divindade injusta e cruel aceitaria conceder a bênção a uns em troca do holocausto de outros. Ou será que ainda embalais a ilusão de que sois a única espécie merecedora do céu? Espíritos lúcidos de todas as épocas já vos deram o exemplo de existências de sabedoria e equilíbrio, saúde e nobreza, distantes da ingestão de corpos animais. Sábios médicos e nutricionistas conscientes já vos têm apontado o caminho da saúde e da libertação de um cortejo de males através da alimentação vegetariana, padroeira maior do equilíbrio e do bem-estar físico e psíquico do ser humano. Generosos batalhadores da causa animal, vanguardistas de uma nova consciência planetária fundamentada no respeito e amor incondicional a todas as vidas, estão passando à frente dos espíritas, adotando um modo de viver condizente com os postulados da Lei Evolutiva – espinha dorsal da doutrina espírita. E vós, meus irmãos? Que fazeis, sentados à mesa diante dos despojos sangrentos de vossos companheiros planetários, mortos cruelmente para obedecer a hábitos ancestrais repetidos sem avaliação? A quem pensais enganar nessa contemporização com um código ultrapassado de viver? À vossa consciência adormecida, aos espíritos dirigentes do planeta, ao Mestre a quem dizeis seguir, à Divindade que nos criou a todos iguais para a fraternidade, não para o exercício da lei da selva? A ninguém mais deveis satisfação que à vossa consciência, em tudo que fizerdes; mas temei-a quando vos cobrar, sem apelação, a coerência que vos falta, entre os postulados de compaixão, renúncia e solidariedade de vossa doutrina, e o prazer mórbido que vos acorrenta a devorar vossos irmãos da escola terrestre. O espírita deveria ser o primeiro, e não o último, a preservar a qualquer custo o equilíbrio planetário. Informai-vos bem para vos conscientizar de que a manutenção dos rebanhos para o consumo humano, além do espetáculo da crueldade e da indústria da doença que representam, são os patrocinadores da fome de milhões, da devastação e do desequilíbrio da natureza planetária. Ser um consumidor dos irmãos menores carreia ainda consigo a condição de depredador do planeta e conivente com a fome do mundo. É um triste papel que não cabe, não deveria caber, aos seguidores da doutrina que veio para melhorar o mundo e auxiliar a redenção da humanidade, e não a sua infelicidade. O hábito, o prazer e a fraqueza são as justificativas que sempre nos oferecemos ante a dificuldade de mudar para melhor. Elas não nos livram de sofrer as conseqüências do pior que cultivamos. Tampouco nos credenciam para dar os passos decisivos à nossa ascensão interior. O sangue derramado das espécies animais, em proporção sempre crescente, está transformando o planeta num gigantesco matadouro ambulante, que orbita no sistema fazendo ecoar os gritos de dor dos milhões de seres sacrificados diariamente à gula e à ganância humana. Essa energia de terrível virulência, numa freqüência vibratória abominável, veste de um manto sanguinolento o belo planeta azul que o Pai vos permitiu habitar. O seu diapasão mórbido contamina os planos invisíveis adjacentes à crosta, e fornece alimento vibratório não só para as almas tristes que vampirizam os encarnados invigilantes, como para a materialização de morbos psíquicos que eclodem na forma de vírus e bactérias estranhos, que se disseminam como enfermidades no plano físico. Eles deverão aumentar de virulência e intensidade em proporção a vossos abusos contra a vida. Não há criaturas privilegiadas dentro do cosmo, e a toda ação segue-se uma reação ; mas vós, justamente os que isso pregais, agis como se a afronta à lei do amor universal fosse passar desapercebida e sem conseqüências exclusivamente para vossa espécie. Espíritas: o conhecimento acentua a responsabilidade. Vós, exatamente, sois os que não podeis alegar o desconhecimento da Lei Maior Evolutiva e de suas implicações. Não podeis negar vossa irmandade com as espécies animais, claramente demonstrada desde as origens da doutrina. Quando o comportamento contradiz a crença da criatura, um dos dois deve ser mudado, a bem da verdade. Que o supremo Criador de todas as vidas vos clareie a visão para vislumbrar os caminhos evolutivos que já percorrestes, vos proporcionando a coragem de identificar, no animal de hoje, o ser humano de amanhã, e no homem racional de hoje o irracional que inquestionavelmente foi, no ontem nem tão distante. E em conseqüência, vos ilumine para fazer a eles o que gostaríeis que vos tivessem feito quando éreis exatamente iguais.”

Um “Espírito amigo, da Grécia Antiga”

Extrato do livreto: Era uma vez um espírita – Exortação ao espírita: