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VEGANISMO X BÍBLIA

Posted: 16/07/2017 in Receitas

Sejamos judeus, cristãos ou muçulmanos, a fonte de nossa inspiração religiosa é a Bíblia. Mesmo os muçulmanos, que adotam outro livro sagrado, reconhecem a Bíblia como cânone. Ateus e agnósticos, embora não creiam diretamente em textos sagrados, são influenciados por estes visto que estão inseridos em sociedades que foram moldadas utilizando-os como inspiração. Vivemos em sociedades laicas, mas a religião, ainda que não praticada, influencia o pensamento e, em parte, o comportamento.

A costumeira justificativa religiosa para o especismo é baseada numa breve passagem bíblica que explicaria nossa natureza semi-divina e nosso direito sobre as demais espécies. Em Gênesis 1:26, está escrito: Também disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra..

No entanto, a Bíblia é um livro complexo e permite múltiplas interpretações, além de versões e traduções.

Se verificarmos o original em hebraico, veremos que o que tem sido traduzido como ter domínio é a palavra yirdu. Yirdu poderia ser melhor traduzido como descerão. Fosse a intenção do autor do original hebraico de fato transmitir a idéia de domínio na criação, a palavra que deveria ser empregada seria shalthanhon. Nem mesmo a idéia de governo benévolo do homem sobre as demais criaturas é passada neste versículo, visto que a palavra que a Bíblia usa quando se refere ao domínio pacífico é mashel.

Porém, o que vemos é que foi empregada a palavra yirdu, que permite uma outra tradução do versículo: Disse Deus: façamos o homem à nossa imagem e semelhança; e descerão para os peixes do mar, e para as aves dos céus, para os rebanhos e para toda a terra e para todo réptil que rasteja sobre a terra. Se seguirmos essa tradução, que é mais fiel ao original, podemos interpretar que a intenção da Bíblia pode ter sido mostrar que Deus criou o homem de uma maneira especial, mas que o homem desceria (ou seja, seria igualado) para a condição de um animal.

Mesmo a continuação do livro parece apoiar esta idéia. Em Gênesis 1:28, costumamos ver o versículo traduzido desta forma: E Deus os abençoou e lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.. Novamente, a palavra desça aparece traduzida como domine. O que aparece nesse versículo como sujeitai-a é a palavra kibshah, que significa preservar. Fosse de fato a intenção do autor transmitir a idéia de sujeitar ele teria empregado a palavra hichriach.

A tradução literal deste versículo seria: E abençoou-os Deus e lhes disse Deus: fecundem-se, tornem-se muitos, encham a terra e preservem-na; e desçam para (a condição dos) peixes do mar, e para as aves dos céus e para todo animal que rasteja sobre a terra.

Esta idéia de que homens e animais estão em pé de igualdade perante Deus encontra-se em Eclesiastes 3:18-21: Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade. Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão. Quem sabe se o fôlego de vida dos filhos dos homens se dirige para cima e o dos animais para baixo, para a terra?

A intenção aqui não é, porém, estender-me em uma tradução revisionista de todo o texto bíblico, mas sim demonstrar que erros de tradução levam a erros de interpretação. Já foi demonstrado muitas vezes que a Bíblia pode ser utilizada para defender qualquer idéia. Pela tradução tendenciosa do versículo de Gênesis 1:26, nasceu toda a concepção de que o homem é um ser semi-divino e tem o direito de sujeitar ao seu domínio todos os demais seres da criação, sujeitar a Terra. Mas e se a intenção do autor tivesse sido outra?

Gênesis 1:29 e 1:30 apresentam a primeira lei dietética estabelecida por Deus para o homem e para os outros animais E disse Deus: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão sementes e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há frutos que dão sementes; isso vos será por alimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez..

Esses versículos demonstram que não era a intenção original de Deus, pelo menos segundo o livro de Gênesis, que o homem matasse animais para comer. A dieta vegana era a consistente com o plano original de Deus. Apesar disso, quantas pessoas não lêem esses versículos diariamente e deixam de refletir sobre seu significado?

O Talmud, coleção de comentários e compilações da tradição oral judaica, reforça a idéia bíblica de que, se no princípio o homem não comia carne, era porque a intenção original de Deus era que este e os demais animais fossem vegetarianos. De fato, escreveram sobre esse assunto muitos comentadores bíblicos, entre eles Rashi (1040-1105), Abraham Ibn Ezra (1092-1167), Maimônides (1135-1214), Nachmanides (1194-1270) e Rabi Joseph Albo (séc. XV).

A Bíblia conta (Gen. 2:8) que quando Deus criou o homem, colocou-o para habitar no Jardim do Éden. Nesse jardim, foi ordenado que o homem se servisse dos frutos de toda árvore (Gen. 2:16), exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gen. 2:17). Devido ao pecado original, o homem foi expulso do jardim e recebeu também a permissão para comer as ervas do campo (Gen. 3:18). Poderia-se até dizer que a Biblia sugere que Deus criou o homem frutariano, e depois o fez vegano.

Conforme a genealogia apresentada em Gênesis 5, entre Adão e Noé passaram-se dez gerações. Segundo a Bíblia, nos tempos de Noé, Deus resolveu destruir tudo com um dilúvio, porque toda a criação havia se corrompido. Noé encarregou-se de construir uma arca e salvar sua família e alguns exemplares de cada espécie animal. Conta a Bíblia que, quando as águas baixaram, seres humanos e demais animais saíram e constataram que a terra estava seca.

Podemos, porém, imaginar que, após mais de um ano submersa, já não havia sobre a terra vegetação suficiente para sustentar a todos. Foram Noé e seus filhos, segundo a Bíblia, os primeiros seres humanos que comeram carne.

Toda a harmonia que havia prevalecido entre os homens e demais animais no paraíso, após a expulsão e durante o período do dilúvio, segundo a Bíblia, deixou de existir. Pavor e medo de vós virão sobre todos os animais da terra e sobre todas as aves dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar nas vossas mãos serão entregues. (Gen. 9:2).

Naquele momento, passaram a existir animais herbívoros e carnívoros, e o homem tornou-se onívoro:Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora. (Gen. 9:3). A frase como vos dei a erva verde reforça que até então eles só tinham autorização para serem veganos. Seria, porém, esta concessão pontual motivo para justificar que comessemos carne até os dias de hoje?

Segundo Rav Kook, primeiro grão-rabino de Israel, não podemos ver essa permissão para comer carne, dada a Noé em uma situação específica, como uma concessão a toda a humanidade posterior. Em sua interpretação, estava claro que se tratava de uma permissão efêmera, até que a terra voltasse a produzir o alimento. A situação em que Noé se coloca é a de um homem perdido em uma ilha deserta, sem muitos recursos à disposição.

O período das dez primeiras gerações descrito em Gênesis foi, portanto, de pessoas vegetarianas, e a Bíblia mostra que o homem só começou a consumir carne quando condições ambientais o forçaram a tal.

Há um segundo período segundo o qual o autor da Bíblia mostra que Deus pretendia tornar o homem novamente vegetariano. As escrituras contam que, quando os israelitas saíram do Egito, o plano de Deus era que aquele povo recém-liberto da escravidão vagasse pelo deserto pelo tempo necessário para que se purificasse. Foi lhes dado um alimento que caia do céu, que era como semente de coentro, branco e de sabor como bolos de mel (Êxodo 16:31, Números 11:7).

Esse alimento, simples, mas completo nutricionalmente, deveria sustentá-los pelo tempo que permanecessem no deserto (40 anos), pois em Êxodos 16:35 está escrito E comeram os filhos de Israel manah quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram manah até que chegaram aos limites da terra de Canaã..

No entanto, durante a travessia do deserto, alguns incidentes ocorreram. As pessoas começaram a reclamar de sua dieta puramente vegetariana: Agora, porém, seca-se a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este manah (Num 11:6). Por outro lado, pediam novamente pelos alimentos que consumiam no Egito carne e peixes, entre outros (Num. 11:4-5).

A contra gosto, Deus atendeu às reclamações, providenciando carne sob a forma de codornizes, que foram sopradas pelo ventos dos mares. Porém, logo depois, Deus puniu aquelas pessoas, por não aceitarem de bom grado o alimento perfeito que Ele lhes oferecia: Estando ainda a carne entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, quando a ira do Senhor se acendeu contra o povo, e o feriu com grande praga. (Num. 11:33).

O lugar onde ocorreu esse incidente foi batizado de Kivrot Hataava, que em português significa Tumbas da Luxúria, porque foi o desejo de luxo daquele povo, e não sua necessidade, o que os levou à morte (Num. 11:34).

Essa passagem referente ao manah traz uma idéia de que poucos se dão conta: o alimento que nos é destinado é bastante simples, pode ser encontrado em abundância e nos mantém saudáveis. Por outro lado, quando buscamos alimentos que não nos são apropriados, perecemos.

Atualmente sabe-se, por diversas passagens, que a Bíblia permite o consumo de carne. No entanto, esse consumo se dá mais na base da concessão do que de uma recomendação, como se Deus dissesse: O ideal é que o homem não coma carne, mas já que ele quer.

Por isso, a Bíblia estabelece alguns impedimentos que, em conjunto, são chamados de leis relativas à kashrut: a carne deve estar completamente livre de sangue (Levítico 17:10-14, 19:26; e Deuteronômio 12:16, 12:23, 15:23), somente podem ser consumidos animais considerados puros (Levítico 11), e o abate de um animal deve obedecer a um determinado ritual (Levítico 17:4).

As escrituras relacionadas refletem a observância escrupulosa de muitas regras, mas tão somente no que se refere ao consumo de produtos de origem animal. As únicas condições impostas ao consumo de alimentos de origem vegetal é que estes estejam limpos, o que é facilmente compreensível, do ponto de vista sanitário.

Qual a mensagem da Bíblia, com todas essas proibições ao consumo de alimentos de origem animal? Tornar esse consumo mais refletido, duro, impraticável. É quase impossível cumprir com todas as regras impostas pela Bíblia para o consumo de carne

Justamente nisso está a graça. Com tantas regras, Deus parece de novo estar dizendo O homem não deve comer carne.Quando a Bíblia faz referência à generosidade divina (Deut. 8: 7-10; Deut. 11:14; Salmos 72:16, Amos 9:14-15; Jer. 29:5; Isaías 65:21), os produtos mais freqüentemente citados são os frutos, vegetais, sementes, vinho e pão, mas jamais as carnes.

Tal qual no Jardim do Éden, em que nem o homem nem os animais comiam carne, a promessa bíblica é a de que, com a vinda do Messias, novamente o mundo se tornará vegetariano. O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o filhote do leão e o animal doméstico andarão juntos, e um condutor pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão como o boi comerá palha. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. (Isaías 11: 6-8). Continua Isaías (65:25): O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR. (autor: Sergio Greif)

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Vamos começar falando da carne, a qual não podemos esquecer que não basta subtraí-la da alimentação. Temos que substitui-la por outros alimentos. A carne possui todos aminoácidos essenciais em quantidades satisfatórias, que em nosso corpo se combinam em proteínas; Os vegetais não possuem a cadeia completa.

MAS: se combinar por ex: ARROZ e FEIJÃO já terá uma COMBINAÇÃO PERFEITA todos aminoácidos essências em quantidade satisfatória. A combinação é geralmente uma leguminosa (feijão, grão de bico, lentilha, ervilha) com um cereal (trigo, milho, arroz, aveia). A vantagem é que a proteína vegetal é facilmente absorvida pelo organismo. Já a carne, é absorvida ao mesmo tempo que ela já esta em processo de putrefação (além da exploração e genocídio causado aos animais)

DICAS: é adequado se adaptar ao Arroz integral, que tem muito mais nutrientes do que arroz branco e muito mais fibras. E só questão de costume. Passei um mês comendo arroz integral e depois já não queria mais o branco. Só de vez enquando que como.
E agora tem ARROZ 7 CEREAIS e ARROZ 7 GRÃOS, de vez enquando usamos deste, pra variar um pouco (Custa em média R$ 10,00 o kilo, que da pra alimentar 3 pessoas comendo uns 3 dias. É um custo que vale a pena de vez enquando. Todavia, compare com o preço de quanto custa uma Pizza – geralmente com muita gordura e pouca nutrição que serve apenas em uma refeição.

AÇÚCAR BRANCO: Desgasta o sistema circulatório e quase não tem nutrientes. DEVE SER EVITADO SEMPRE!

AÇÚCAR DEMERARA, MELADO de Cana e GARAPA (caldo de cana): São fontes de ferro e cálcio. Use açúcar demerara já será um grande reforço na alimentação. O preço varia de R$ 6,00 a R$ 12,00 o Kg; Mas mesmo que mais caro que o branco, quanto vale sua saúde? e ressalvo: 1 kg de açucar da muito bem pra uma pessoa passar o mês inteiro. O melado de cana vc pode por sobre as frutas ou no pão.

PARA HOMENS: um alimento bem RICO em proteína é que não interage com o sistema endócrino é o Tofu (queijo de soja). Experimente grelhado com temperos, orégano, alho, etc, fica muito bom. Como citamos antes: feijão, grão de bico, lentilha, ervilha, trigo, milho, arroz, aveia,,, todos eles tem uma porção de proteínas e devem fazer parte da alimentação.

PVT (Proteína Vegetal Texturizada = cerca de 50% é proteína)) não é muito recomendada, mas pode ser usada por praticantes de musculação na fase de ganhar peso.

No lanche de praticantes de musculação não deve faltar granola, pão com creme de amendoim,  banana (obs: sempre que como granola uso fio dental nos dentes, pois sempre deixa resíduos da mastigação);

BATATA DOCE:  cozida ou assada é ótima para esportistas e praticantes de musculação (especialmente antes dos treinos). O alimento é importante também por ser rico em fibras, beta caroteno, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, ferro, vitamina B1, vitamina C e vitamina A (antioxidante e atua na manutenção dos ossos, tecido epitelial e sistema imunológico). Não é recomendável frituras, mas pra varias um pouco: você pode cortar em rodelas e fritar com um pouco de agua, tambem fica uma delicia (a agua deve ser adicionada aos poucos).

MULHERES podem consumir da PVT moderadamente que até auxilia o sistema hormonal.

Tem mulher que diz que deixou de ser Vegetariana /Vegana, pois teve ANEMIA. Bem… se tornar Vegano(a) e por apenas UMA colher de feijão no prato pra comer no almoço e outra no jantar… e só come açúcar branco, não come melado de cana e nem toma garapa… Claro: VAI TER ANEMIA… Fica a dica: PRA SER VEGANO(a) TEM QUE SE INFORMAR s/ NUTRIENTES e TER DISCIPLINA; Eu como muito feijão e Açúcar Mascavo, e faço exame de sangue de ano em ano, e sempre acusa um problema: alto índice de Ferro.

SUGESTÕES de CARDÁPIO: lasanha de brócolis, tôfu grelhado com batata frita, arroz c/ feijão, macarrão com PVT (molho bolonhesa), polenta, mandioca cozida ou frita, castanhas, nozes, amêndoas;
SUGESTOES de SOBREMESA e DESJEJUM; frutas, abacate com açúcar mascavo, Tapioca (goma) com recheio da geleia que vc preferir, pão integral com geleia, etc. Acabei de comer bolo de cenoura e granola, outro dia posto a receita.

Doce Rápido de Tapioca GRANULADA(não confundir com a farinha de TAPIOCA que faz na frigideira): Basta bater a Fruta que você gosta com água e açúcar, por pra ferver, adicionar coco e um pouco de tapioca granulada e por pra gelar.
Obs1: por pouca tapioca pois ela incha quase 3 vezes a porção colocada.
Obs2: No mercado tem FARINHA de TAPIOCA que a gente faz na frigideira e tem a TAPIOCA GRANULADA, que parece um sagu branco, que serve para fazer doces e bolo gelado.

COUVE de BRUXELAS (bolinhas que parecem mini-repolhos, mas de gosto bem diferente) é a verdura mais rica em nutrientes que existe. Basta lavar, refogar ou cozinhar com temperos. Se não encontrar na sua feira, arrume alguns vizinhos pra comprar junto e peça pro feirante trazer em pacotes individuais, pois nas centrais de abastecimento dos feirantes sempre tem. Eles não trazem porque poucas pessoas conhecem ou pedem. Pesquisa no google e veja como é. É UMA DELÍCIA e da pra enriquecer vários pratos ou apenas servi-la cozida com sal.

A MELHOR E MAIS BARATA FONTE DE SAÚDE ESTA NA FEIRA!!! SE ALIMENTE DE FORMA VEGANA E MAIS NATURAL POSSÍVEL E EVITE DEZENAS DE DOENÇAS!!!

Adubagem Vegana

Posted: 22/04/2012 in Receitas
Adubagem Vegana

Aqui vai uma dica do Curupira para os amigos vegetarianos que não criam animais por razões éticas ou por falta de espaço, para produzir esterco utilizado tradicionalmente na agricultura orgânico

Este artigo não procura desencorajar vegetarianos e vegans na promoção de alimentos orgânicos, pois o cultivo por meios químicos é prejudicial à Terra, aos animais e à nossa saúde. Existem, porém, passos que vão além da cultura orgânica tradicional, mais compatíveis com os conceitos vegetarianos.

Na foto acima aparece o composto feito apenas com grama cortada e poda de árvores trituradas em um picador tradicional. Pode-se enriquecer mais o composto triturando leguminosas como feijão guandu, feijão-de-porco ricos em nitrogênio. Quanto mais espécies de plantas trituradas mais completo fica o composto.

Olá, Meu nome é Caroline Da Costa e eu sou a autora do blog www.mangaemanjericao.com
Pesquisando na internet sobre o veganismo no brasil fiquei muito feliz em achar um blog com artigos sobre o assunto
Então, eu gostaria de pedir sua permissão para divulgar o seu site no meu blogroll.
Caso você tenha um espaço para isso no seu site e queira fazer o mesmo, eu agradeço.
Caso contrário, não tem problema.

Mando em anexo também um artigo para ser publicado que eu escrevi sobre como o veganismo me fez enxergar o consumismo de uma forma diferente. O anexo tem foto e título, e texto.

Obrigada pela atenção
Carol 🙂

Consumismo.doc

“Na indústria, as galinhas são consideradas máquinas de produção, sempre recebendo hormônios e comidas para produzirem mais. A galinha nasceu para ciscar na terra, tomar sol, escolher o que vai comer. O homem tira isso do animal quando o aprisiona em lugares lotados e apertados, com luz elétricas que muitas vezes não se apagam, para que o animal coma mais e produza mais. O homem tira o animal do seu habitat natural; frustra o animal da mais básica vontade de viver – tanto que se não tirarem a ponta dos bicos dos animais, eles acabam se mutilando quando se tornam adultos no confinamento. E tudo isso para a galinha botar um ovo por dia. Quando a produção de ovos cai, mandam a galinha para o matadouro. É muita injustiça, ao meu ver. É por tudo isso que não consumo nada que tenha ovos. (…) A vaca leiteira é outro exemplo, por ser explorada a vida toda, com inseminações artificiais, hormônios e antibióticos. Quando os bezerros nascem, logo são tirados de perto da mãe, pois as indústrias têm interesses comerciais para os bezerros e, às vezes, os sacrificam ainda jovens. Isso gera um sofrimento sem tamanho na vaca leiteira, e depois de ser explorada a vida toda, geralmente vai para o suplício do abate final. Quando entendi tudo isso, no mesmo dia passei a ser vegano”. (Depoimento de Vladimir Ferreira, 32 anos, administrador de empresas) Fonte: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?int_id=162628

Tofu mexido, espinafre com molho cremoso de queijo (de leite de soja), salada, pão integral e capuccino (também com leite de soja)
Veganismo é o modo de vida de quem se habituou a comer alimentos que não têm origem animal, como carne, ovos e leite. Veganos também são contrários à indústria de peles e couro, ao consumo de cosméticos e de medicamentos que fazem experiências com animais em laboratório.

Na mesa do café da manhã do administrador de empresas Vladimir Ferreira, 32 anos, geralmente estão pão integral com melado de cana ou tomate seco com patê de tofu, granola com frutas, suco ou chá. No almoço, arroz integral e feijão, tofu grelhado, batata frita, refogado de legumes com PVT (proteína de soja granulada) e polenta ao sugo. “De verdura eu só como espinafre de vez em quando e gosto muito de couve de bruxelas. Também como quase todo dia macarrão ou lasanha ao sugo, com PVT e brócolis, e de sobremesa, à noite, duas ou três frutas”, acrescenta Vladimir, que faz parte do grupo dos veganos há 10 anos.

Diferente do vegetariano, que também consome leite e ovos, o vegano é aquele que não come carne e nenhum produto de origem animal, como peixes, mariscos, ovos, leite e laticínios. A indústria do vestuário (peles, couro e camurça) também é excluída da vida do vegano, conforme explica Vladimir. “Os veganos boicotam, ainda, a exploração de animais em experiências de laboratórios, nas aulas de vivissecção e no entretenimento humano em circos, zoológicos e rodeios”, completa ele, que também é estudante de alquimia e de medicina natural.

Antes de se tornar vegano, Vladimir era vegetariano convicto. “Cresci com a ideia de que podia viver bem sem comer carne e, assim, não patrocinava o sofrimento dos animais nos abatedouros. Eu sempre ouvia falar dos veganos, mas não entendia o porquê deste extremismo. Achava meio absurdo. Quando a internet se popularizou e tive mais acesso à informação descobri que a exploração dos animais vai muito além da carne”, comenta.

O administrador relata que demorou um pouco para se adaptar ao veganismo, mas conseguiu. “Foi aí que surgiu aquela vontade de fazer algo pelos animais e achei que divulgar a informação era o melhor caminho. Então criamos um site (www.veganos.org), com informações básicas, no qual vendemos camisetas, na esperança de divulgar o veganismo no Brasil.”

Vladimir ainda acrescenta que há vários grupos veganos no País sendo que a maioria são independentes. Outros são ligados a religiões e artes marciais. Outros ligados ao movimento Straight Edge ou ALF (Animal Liberation Front) . Outros ainda ligados a ONGs de proteção aos animais. “Na cidade de São Paulo, somos um grupo pequeno e independente, com cerca de 15 pessoas. Nosso trabalho se dá principalmente com a venda de camisetas e fazemos, eventualmente, palestras em escolas e centros comunitários sobre o veganismo”, ressalta. Segundo ele, os grupos convergem para um mesmo objetivo: o de abolir a exploração dos animais – sejam os de consumo, sejam os utilizados em pesquisas ou em entretenimento.

Sofrimento animal – Para Vladimir, o veganismo é uma postura ética pessoal, baseada na não-exploração de todos aqueles que são capazes de sofrer e ter emoções. “Em geral, todos pedimos e lutamos por justiça e agimos com a filosofia de respeitar o próximo. No entanto, se pensamos um pouco no que fazemos aos animais, podemos concluir que tudo o que não desejamos para nós, praticamos contra eles: aprisionamento, tortura, exploração e extermínio cruel”, analisa. “Se não fazemos isso diretamente, pagamos para alguém fazê-lo, quando vamos ao mercado ou ao açougue e compramos carne. Os veganos descobriram uma coisa óbvia: somos nós, consumidores dos produtos de origem animal, que patrocinamos todo o sofrimento dos animais nos matadouros e fazendas de criação pelo mundo”, destaca Vladimir.

Para ele, há condições de ter uma vida saudável no Brasil, sem que seja preciso o consumo animal. “Não acho justo um animal morrer em desespero pra nos alimentar”, justifica. No próximo dia 1º de novembro será comemorado o Dia Mundial do Vegano. Em São Paulo ocorrerão passeatas, exibição de vídeos sobre o veganismo na Avenida Paulista, oficina de capacitação de voluntários e festival de cinema em Curitiba, cujo tema é “Libertação dos Animais”.

PAULA MESTRINEL 30-10-2011

Fonte: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&int_id=162626