Por que me tornei vegano?*

Posted: 30/06/2011 in *** Todos ***, Veganismo

É preciso ter coragem e ousadia para contrariar uma sociedade insana.

Eu devia ter uns 6 anos e estava passando uns dias na chácara do irmão do meu padrinho. A mulher do homem ia preparar macarronada com frango para o almoço. Era um dos meus pratos preferidos. Então vi a mulher no quintal caçando as galinhas com um facão na mão. Ela agarrou uma e passou o facão no pescoço desta. Eu nunca vou esquecer daquela cena de agonia e sofrimento. A cabeça ficou dependurada um tempo, a galinha se debatendo, de repente se desprendeu e eu vi aquele corpo sem cabeça cambaleando pelo quintal e aquele sangue escorrendo, até que o ultimo sinal vital fosse apagado do sistema nervoso.

Eu não comi frango naquele dia e fiquei muito pensativo. Tinha algo de errado naquilo. Não podia estar certo causar tanto sofrimento a um animal, em troca de sustentar uma pessoa, já que podíamos substituir aquela mistura por outras. Aquilo me pareceu muito desumano.

Mas a sociedade nos envolve com seus hábitos desde que somos pequenos. Seria um caso raríssimo não aderir. Passado algum tempo tentei esquecer o que senti naquele dia e ser normal como os outros. É muito difícil pra uma criança ter resistência para ser diferente do que o seu meio impõe. Não me preocupar com o bicho, apenas comer a mistura, afinal, todos a minha volta comiam e diziam ser necessário para não adoecer e me explicaram que Deus criou os bichos para nos servir de alimento. Essa era a missão deles.

Devia ter uns 12 anos e estava lendo um livro de um guru Indiano e nunca esqueço daquele parágrafo: “que o mundo estava criando uma egrégora de dor, de karma negativo devido a tanto sofrimento causado aos animais. Há um genocídio cometido todos os dias, principalmente na região das grandes metrópoles e que o efeito desse karma era a violência urbana que aumentava cada vez mais nestes centros.”

Eu senti no coração que aquilo tinha algum fundamento. E a partir daquele dia as duvidas começaram a rondar meu coração. Mas já acostumado com a dieta carnívora, continuava comendo carne. Anos depois tive um curto namoro com uma garota vegetariana, que as vezes ia nos festivais dos “Hare-Krishna” e ela me dizia sobre as vantagens espirituais de ser vegetariano. Eu achei legal, mas ainda assim, não comprei a idéia.

Devia ter uns 20 anos quando, num final de semana, estava sózinho em casa e comprei carne pra cozinhar. Tava com vontade de comer “picadinho”. Ia dar uma de cozinheiro de primeira viagem. Não devia ser tão difícil cozinhar aquilo. Quando comecei a cortar a carne, e vi nas minhas mãos o sangue que vinha dos tecidos do que antes era um ser vivo e agora era um cadáver na minha frente, que com certeza tinha sido abatido naquele desespero que uma vez vi num filme, não sei… de novo aquela sensação de quando eu era criança, que aquilo não estava certo. Aquilo não era somente “a mistura”. Era o corpo de um ser, que tivera antes vida e sentimentos. Que foi torturado e abatido violentamente nos gemidos de agonia.

Quando a gente come a carne já preparada por outrem, ou mesmo num fast-food ou restaurante, nem percebemos direito o que estamos patrocinando e o que aconteceu até a carne chegar ao nosso prato. Mas quando eu estava a cortando ainda crua, nossa! Me deu uma aversão ao que tava fazendo, mais um sinal que meu espírito não concordava com aquilo.

Desisti. Guardei tudo num pote e coloquei no congelador. Quando minha mãe chegasse ela continuaria com aquela tarefa ingrata, pois ela já estava acostumada. Era melhor eu nem pensar no assunto, para não voltar aquelas reflexões de quando eu era mais novo. Era melhor assim, sem pensar muito. É melhor se manter normal, igual aos outros, comendo carne sem nenhuma culpa do que refletir a fundo sobre o assunto. Mas os dias se passaram, e o assunto me atordoava sempre. No fundo eu sentia que era mais cosmo-ético ser vegetariano. Eu tentava por alguns dias, mas logo vacilava, afinal, no refeitório da empresas, tinha dia que só tinha carne de mistura. Eu precisava comer.

Tinha que ser bem sucedido. Um homem de sucesso na sociedade não pode ser franzino, tem que ter porte atlético e musculoso (é o que a sociedade impõe). A receita mais comum os caras já falavam no colégio: muita carne e proteína animal, leite e os suplementos.

Minha mãe fazia o bife, o filé de frango, o picadinho e o frango cozido com pimentão. Eu bloqueava qualquer pensamento de o que tinha acontecido antes da mistura chegar a meu prato. Não queria saber se era responsabilidade minha. O grande lance era eu comer para ter saúde e continuar com porte atlético para ser bem aceito na sociedade.

Foi nessa época que eu assisti aquele Filme “Greystoke – A Lenda de Tarzan”, passou na Tv um dia na sessão da tarde. Ele aborda a questão dos animais de uma maneira bem trágica. Depois dese filme eu nunca mais fui o mesmo. Por que as pessoas são tão cruéis? Será que de certa maneira eu também não o era? Será que de fato, não estão todos errados sobre a necessidade de comer carne, e são todos cúmplices do sofrimento que acontece nos matadouros?

Já se passaram muitos anos desde que vi a galinha sem cabeça, desde que li o livrinho do sábio hindu, desde que cortei carne pela primeira vez e assisti Greystoke. Enquanto isso aprendi uma coisa muito interessante: A gente procura as respostas fora, na sociedade, num livro, numa religião, num possível mestre. Mas o lugar certo para procurar as verdadeiras respostas é dentro da gente.

Conheci muitas pessoas desde então e não demorou pra eu perceber que algumas pessoas são muito  medíocres e por mais que hajam bons argumentos  que lhes façam refletir e assimilarem novos consensos, preferem ficar presas ao marasmo social.

Parece que estão no “piloto automático” achando que estão vivendo sua vida plenamente, somente porque estão o dia todo ocupadas. Muito poucas param um minuto para refletirem em quem verdadeiramente são e o porque estamos aqui neste mundo. Quando me tornei adulto vi a violência e a desonestidade por ai. Os valores começaram a mudar pra mim. Não era mais tão importante a pessoa ser rica, de porte atlético, ter uma faculdade, bom emprego. Esse “status” passou a ser menos importante do que o caráter ou em outras palavras: as virtudes.

Mas o que impera boa parte do tempo é a falta de humanidade. Por exemplo: ninguém (ou quase ninguém) tem solidariedade para com uma criança que esta jogada na calçada. As pessoas passam e desviam sua direção para não tropeçarem. Não querem fazer nada a respeito porque não têm tempo para isso. E algumas pessoas até exageram: além de acharem normal, até tropeçam na criança e fingem que não aconteceu nada (já vi isso). A ética humana esta posta de lado e o valor da vida é banalizado, parece um suícidio moral.

Outra cena que não esqueço foi na praia de Copacabana, em 2006, um rapaz cego, ficou um tempinho sózinho no mar, veio uma onda e o arrastou e ele morreu afogado. Eu vi o resgate e fiquei atordoado e fiquei ali orando ao poder superior se “ele” não poderia fazer alguma coisa, pois fiquei indignado com a vida: um jovem cego, que já tem tantas dificuldades e por alguns minuto estava feliz se divertindo quebrando ondas, como eu faço e tanta gente faz, e de repente morre de maneira tão besta, por falta de noção do perigo e falta de algum amigo que acompanhasse o jovem até a água. Não teve jeito, ele não ressuscitou e vi colocarem ele num saco preto e  os bombeiros foram embora. Só restava avisarem a família e o carro da funerária chegar. Haviam turistas acompanhando toda a cena. Seria motivo para alguma comoção dos transeuntes? Quando o corpo ficou meio que sozinho,  turistas foram tirar foto ao  lado do corpo como querendo guardar de recordação, e sorriam para as fotos. Eu olhava para aquilo e demorei a acreditar no que meus olhos viam. O corpo abandonado sobre a areia,  era só um detalhe. Foi uma cena que me marcou e retrata a banalização da vida e o suicídio moral da nossa sociedade.

Eu nunca achei que uma criança dormindo no chão ou um cego morrer afogado fosse algo normal. Da mesma maneira nunca me convenci totalmente que matar um animal para comer, fosse algo necessário, visto as opções que existem. Então foi ficando evidente para mim: vivemos numa sociedade doente e ficamos apáticos em meio a esta doença.

Quando eu era criança eu tinha minhas  verdades. Mas o mundo fez eu acreditar que eu era errado e  que eu tinha que anular o que sentia e acreditava e devia seguir o “padrão’ do mundo. Só depois de adulto me dei conta: eu era mais esclarecido / inteligente quando eu tinha os 6 anos de idade. Eu era criança, mas meus valores eram bons e muito melhores. E eu reprimi isso tudo pra seguir os conceitos do mundo e tinah me tornado apenas  um humano apático.

Foi então que me tornei vegetariano convicto. Não estava certo fazer os animais sofrerem nos matadouros e eu sabia que isso sempre acontecia: mesmo sem eu estar presente, eu era um dos patrocinadores. Não queria mais ser conivente com isso. É óbvio que isso é desumano. Só não vê quem não quer. Estão todos cegos, seguindo o grande fluxo da sociedade e nem pensam no que estão fazendo. Tem aquele site www.meatrix.com que tem uma analogia bem interessante com o filme “Matrix” (procurar a versão com legendas em português), porque é bem isso mesmo, as pessoas estão presas à “MEATRIX”.

Eu ainda tomava 1 litro de leite por dia, comia muito queijo, comia meia dúzia de ovos por dia. Afinal tinha que consumir muita proteína pra ganhar músculos, pois se eu perdesse o porte atlético não serei bem aceito pela sociedade. Afinal tiram o leite da vaca, mas ele ficava viva. E as galinhas davam os ovos e pela lógica deveriam mantê-las vivas.

Eu passei férias numa fazenda quando era pequeno. Via os caras tirando o leite da vaca de manhã, depois elas ficavam o resto do dia pastando. Não era tão cruel assim. E roubavam os ovos dos ninhos das galinhas, mas elas tinham ninhadas de vez em quando e ficavam o dia todo ciscando no grande terreno. Os ovos para mim, ainda não estavam fecundados e não havia nenhum embrião. Achava estar sendo coerente e amigo do reino animal.

Leigo engano meu, como muita gente também o faz. Os tempos são outros e a exploração animal é industrial, até mesmo naquela fazendinha do interior que eu ia NÃO EXISTE MAIS. Voltei lá e vi que os animais são explorados o dia todo. a ordenha, a antes manual, hoje e feita por maquinas.  O tratador: antes era o meu tio caipira (já falecido). Já hoje: eles tem um veterinário formado e contratado com CLT, apto em dar aos animais hormônios e antibióticos e praticar a inseminação artificial constante para que as vacas não parem de dar leite e outras técnicas avançadas da exploração dos animais. As galinhas antes ficavam soltas… hoje: fizeram um tipo de  uma prisão  que parece uma estufa pra produzir ovos em larga escala. Se virmos um pouco além do estojo de ovos no mercado e as caixinhas longa vida de leite, vamos ver outras crueldades tão absurdas quanto a matança: as prisões e a tortura do holocausto animal. As “penosas” e os “porcos” por exemplo, ficam em pequenos espaços, os animais às vezes se amontoam uns sobre os outros em meio ao estrume e são obrigados a consumidor muito hormônio, e as vezes SOM e LUZES LIGADO direto, para que os animais não tenham noção de noite e e dia, e comam mais. Aumentam de peso tão rápido que muitos, devido as pernas fracas, não conseguem agüentar tanto peso. Acabam deformados e se arrastando sobre o estrume dentro das prisões.

Com as vacas o mesmo. Tomam tanto hormônio para darem mais leite (e imagine quanto deste hormônio é passado para o leite que você bebe) que muitas apresentam doenças crônicas. Quando precisam serem transportadas para o local do abate, seguem no caminhão do holocausto, sem poderem se mexer, sem água, sem comida, às vezes ficam assim durante horas. Depois escutam o mugido de morte dos companheiros e entendem que estão na fila do extermínio onde a tortura da prisão vai acabar, com um golpe de dor ou ainda, com várias fases de sofrimento (como acontece com outros animais: sufocamento, cozimento vivo, etc).

E quanto aos vitelos: suas tripas são usadas como coagulantes dos queijos. Eles são separados da mãe e colocados em pequenos compartimentos sem poderem se mexer, para que músculos não se firmem e a carne fique macia. O chamado “baby-beef”. Ficam presos assim, na cela até ganharem algum peso e saírem cambaleando, e sua primeira caminhada será ir pro abate cruel.

É isto que a maioria de nós patrocina todos os dias. Será que as pessoas não imaginam os gemidos do desespero? Não! Fingem que não sabem de nada. Preferem não pensar no assunto. Os produtores (exploradores dos animais) se enriquecem e agradecem se você preferir não pensar no assunto.

Não esta certo. Vão todos, omissos ao mercado, comprar o embrulho de carne. Somos egoístas por natureza. “Que se danem os animais. Foram feitos pra isso mesmo.” Engraçado, devia ser o mesmo pensamento tempos atrás, quando escravizavam os negros, pois naquele tempo os brancos diziam: “foram feitos pra isso mesmo”. Hoje todos concordamos ter sido uma barbárie o que ocorreu com nossos antepassados e nossa ética (melhorada) caracteriza tal cultura da época passada como deplorável.

Foi então que li um dia sobre a causa Vegana e percebi que tudo o que eu pensava tinha afinidades com um nome: vegans ou veganos, incluindo não só a alimentação como tambem o boicote ao couro (além da exploração, os curtumes são os maiores poluidores dos lençois freáticos) e o boicote a empresas que fazem testes em animais. Quando comecei a assistir os vídeos da internet sobre o assunto, vendo claramente como era a tortura e matança dos animais, caíram todas as fichas. Aderi no mesmo dia, sem nenhuma duvida. Decidi que seria vegano o resto da vida. Este era o nome adequado para mim.

Temos muitos problemas em nosso país: corrupção, violência, desemprego. Ninguém esta se alienando disso. Mas ao pensar em quantos milhares de animais sofrem todos os dias, nos rios de sangue, faz refletirmos e fortificarmos nossa vontade de esclarecer as pessoas sobre como estão sendo coniventes com o genocídio animal. Particularmente: acredito que o sofrimento imposto aos animais atraia para a sociedade uma forte energia negativa, que se manifesta em muitos dos problemas sociais como o da violência, basta vermos como esta nosso país hoje: morre mais gente aqui por ano, do que país que esta em guerra.  Onde foi que nós perdemos o senso e deixamos a coisa degringolar?  talvez foi nas escolhas, do dia a dia, como quando escolhemos a mistura que colocamos em nosso prato, ou quando somos coniventes com as pesquisas TORTURANTES que  cientistas e testadores fazem com os animais.

O que acontece ANTES de comprarmos o embrulho de carne no açougue ou no mercado? Tenho certeza que muitos, se virem alguns vídeos, se pensarem um pouco no assunto, vão entender o porquê da causa Vegan.

Ouvi muitas vezes: “- Não podemos viver sem carne! Mulher precisa de Ferro para o sangue…” Da mesma maneira durante séculos o Sol girava em torno da Terra e dizer o contrário era ser herético. Da mesma maneira durante décadas o MERTHIOLATE avermelhado era eficaz como anti-séptico para os machucados, e depois descobriu-se: era uma grande falácia: a aplicação mais ardia do que que fazia assepsia. Falando sobre o filme: “Matrix”, é mais ou menos isso que penso: estamos presos numa “Matrix”. Talvez não igual a do filme, mas uma “Matrix” do comportamento social, na maneira de pensar e das lembranças presentes no nosso DNA.

Eu acredito que, no início é difícil se livrar de tudo que nos foi passado durante anos e até geneticamente. Mas é só o programa rodando. O programa foi alimentado durante anos.  Tem o programa rodando. Mas você pode mudar o programa. Pode fazer up-grades, pode até formatar o HD e instalar outro sistema operacional. No início é parece difícil, mas depois vem uma gratificação interior incrível e você começa a ver que estávamos mesmo presos ao “programa”. E que a maioria das pessoas é cúmplice de um crime horrível que acreditam ser normal. Na verdade ser VEGANO é MUITO FÁCIL. O difícil é ser crudívoro (alimentação viva, etc)  pois ser vegano eu encaro de boa, é facinho!  Já ser crudívoro falta ainda muito até eu chegar neste ponto, mas procuro diversificar e comer coisas cruas, como cenoura e beterraba ralada, frutas e verduras, tomate, etc.

Problema de anemia? Nunca tive. Pelo contrário, exames em anos diferentes mostraram excesso de ferro (comia muito melado de cana e verduras e só uso açúcar mascavo e arroz integral). Eu já não comia nada que tivesse gordura, frituras, etc. Quando deixei o leite e ovos, de início percebi que minha unhas ficaram enfraquecidas / quebradiças e a pele e cabelos ressecados. Então entendi que: para ser vegano, precisava me alimentar melhor. Para proteína vegetal eu encontrei o tofu (por em sopas, ou fazer grelhado com orégano, sal e azeite), sementes/ brotos germinados, beterraba, além dos importantes: FEIJÃO (o feijão e todos os GRÃOS citados a seguir grãos tem de por de molho por no MÍNIMO 6 hs, tem toda uma explicação alquímica para isso, caso não, podem até intoxicar / prejudicar  sua saúde), GRÃO DE BICO, CALDO VERDE (lentilha + ervilhas frescas partidas), milho, pasta de amendoim, etc. As gorduras também são importantes para uma boa saúde (e eu fiquei com uma carência critica de gordura) então comecei a comer castanhas, amendoim, azeite de oliva extra virgem, abacate, azeite de linhaça (fonte natural de Omega 3),  coco e óleo de coco, amendoas. E para o CÁLCIO: Couve, quiabo (nao gosto muito, ma como uma vez por mês), brócolis, gergelim, amêndoas, feijão vermelho e feijão branco + TOMAR SOL da manhã ou final da tarde SEM PROTETOR SOLAR e sem ensaboar por um tempo, a fim do contato do Sol com a pele possa sintetizar o cálcio e a vitamina D no organismo.  E frutas são muito importantes, sendo que eu quase não comia antes. Depois desta fase, estabilizei e minha saúde continua ótima ou até melhor que antes. No começo não tinha muita habilidade para descascar frutas. Mas agora já estou craque. SOJA e Proteína de Soja: são alimentos não recomendados para homens devido ao lance de hormônios.  Já o TOFU pode sim, pois depois de fermentado, a química do grão não interfere nos hormonios. SUPLEMENTOS INDUSTRIALIZADOS? eu evito. Depois de uns anos, passei a abolir aos poucos TODAS COISAS de comer que sejam industrializadas e especialmente: tudo que contem gordura vegetal hidrogenada (descobri  que até sorvete ou um simples pacote de bolacha de água e sal tem este veneno). Resultado:  Saúde 100%! Para quem é atleta: não pode faltar banana e bata doce! Para quem quer ganhar massa muscular: comer 4 porções de grãos (feijão, lentilhas, grão de bico, ervilhas) ao longo do dia totalizando entre 800 gramas (iniciantes) a 1 kilos (avançados). È muito mais saudável e barato do que tomar “massa isso” e “massa aquilo” ou ” XYZ Protein”;.

Obs:  Vagem e espinafre: antes eu comia mas parei pois estes alimentos não me caem bem. E o espinafre: se vc não souber preparar pode ser um veneno tóxico para o  organismo. Cada um tem que fazer seus testes, ter suas experiências,  e ver o que cai ou não cai bem ao seu organismo. Tem gente que come spirulina batida com banana,  já eu tenho alergia de spirulina e se comer isso vou ver Jesus mais cedo…rs!

Também percebi que não foi só meu metabolismo que mudou. Parece que tem um processo espiritual envolvido, não sei dizer ao certo mas foi algo como uma harmonização do meu ser, das minhas atitudes na vida com o meu inconsciente (aquele que a gente esconde lá dentro).

Os filhos e descendentes de um Vegano tenho por convicção (não sou geneticista) já terão um DNA mais relacionado com este tipo de regime alimentar. Um adulto, talvez seja mais diícil mudar, devido aos nutrientes que nos habituamos desde sempre.  Alguma falta destes pode sim comprometer a saúde se não substituídos corretamente. Por isso é interessante procurar no início um bom nutricionista e estudar sobre os alimentos.

Mas, somos inteligentes e podemos estudar sobre o assunto. Podemos ter uma dieta rica em frutas, grãos e cereais e assim encontrar todo os nutrientes que estamos acostumados. Com o tempo nosso organismo se habitua e você percebe a diferença. Por exemplo: fezes mais sólidas, digestão mais fácil, menos ocorrências (ausência?) de doenças ligados ao aparelho digestivo. (Para saber mais, procure no google receitas veganas e tenha mais idéias sobre o que comer, tem site que tem mais de 500 recitas).

Para ser Vegano, realmente é preciso estudar sobre o assunto. Eu não sabia que é indispensável termos consumirmos vitamina B12 e que ela não é encontrada em vegetais. Além disso, o álcool mata bactérias do sistema digestivo que poderiam fabricar certas vitaminas essenciais como a B12. Continuo tomando bebida alcoólica (socialmente), mas me preocupo agora em consumir produtos enriquecidos com esta vitamina (há outras maneiras de suplementar esta vitamina no organismo). Além de Tomar Sol, tomar suco verde, etc.

Fica aqui nosso convite. Pense a respeito, assista uns 3 vídeos na internet sobre o assunto. Não queremos que ninguém faça um “estupro psicológico” para aderir a causa. Se achar que não é seu momento, tudo bem. Se já for vegano  nos ajude a divulgar a causa e esclarecer as pessoas sobre nosso ideal usando camisetas, boné, adesivos, etc.

Se você for cristão, lembre-se daquela passagem: “A cada um segundo suas obras” e “Deus não quer sacrifício e sim misericórdia”. Pense se você não é conivente com o massacre dos animais.

Se você simpatiza com alguma filosofia Oriental ou Espírita, lembre da Lei do Retorno, a Lei do Karma, Lei de Causa e Efeito… não dizem ser justa e implacável? Você não estará criando causas negativas ao ser cúmplice com o massacre dos animais?

Se você não é de nenhuma religião desse tipo, mas for apenas uma pessoa “Humana”, fica aqui apenas uma pergunta: O que nos torna humanos? Em qual momento isso acontece? Qual adjetivo nos qualifica como mais evoluídos que as outras espécies?

Muitos de nós não pensamos. Apenas consumimos e estragamos a natureza a nossa volta. Perdemos em algum momento muito da inteligência inerente e da ternura humana (acho muito legal a frase: “o ser humano é o único animal que envenena sua própria comida”  que se refere ao uso de agrotóxicos … neste aspecto eu diria que nossa espécie é masoquista).

Perdemos o discernimento? Vivemos num consumo alienado que esta acabando com o planeta em que vivemos e que nossos filhos viverão. Perdemos o discernimento do que é certo e ético. Não condiz com o sentimento humano, ver um animal sofrer e ficar indiferente (ou pelos menos, não deveria ser assim).

Eu ás vezes penso que: ser vegano  é apenas dar um passo para que o mundo se torne mais fraterno. Muitos acreditam que estamos aqui, confinados neste corpo e neste planeta, exatamente para isso: termos os aprendizados necessários para nossa evolução. Eu acredito nisso e tenho convicção que sermos fraternos faz parte inevitável deste processo.

Vladimir Vegan.

* Título Original: A galinha sem cabeça, A lenda de Greystoke (Tarzan) e o Filme Matrix

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Comentários
  1. Infelizmente, em meu caso, eu demorei mais para me conscientizar sobre as atrocidades q são cometidas diariamente com os únicos seres puros do planeta.
    Sempre amei animais, desde criança, mas nunca atentei para a forma como o bife no meu prato chegava todos os os dias. Era tão horrível e eu tão sensível bloqueava
    o processo cruel q ocorria nos matadouros e abatedouros. Eu tinha mutos problemas emocionais e devido a isso tinha uma dificuldade em relação à realidade. Era quase uma autista, solitária e extremamente tímida q tentei o suicídio aos 10 anos de idade.,
    Aos 20 anos de idade acolhi uma gatinha vira-lata, embora minha mãe nunca tenha deixado q ela entrasse dentro de casa. Quando chegava da faculdade, aos 21, ela ficava toda noite me esperando numa cadeira na área. Depois vieram dois filhotes, tão afetivos e especiais como a mãe.
    Tempos depois, ao mudar para uma casa melhor num bairro nobre, minha mãe achou q aqueles bichos vira-latas não combinariam com a nova residência e entregou-os a um carroceiro q passava por ali.
    Sinto vergonha de confessar, mas tornei-me vegetariana aos 35 anos por motivos puramente estéticos, ao descobrir q dessa forma ficaria com a pele melhor e os sinais de envelhecimento demorariam mais a aparecer.
    Anos mais tarde, após a morte de meu pai, q foi a pessoa q mais amei em minha vida, caí em depressão e minha mãe presenteou minha sobrinha c um poodle ao qual ela deu ração umas 3 vezes no máximo. É claro q ele me adotou como sua dona e então tive oportunidade de conviver c um cachorro q sempre digo foi um anjo q passou em mnha vida, pois infelizmente ele morreu antes de completar 2 anos. Minha mãe p não me ver deprimida, deu-me outro poodle, mas eu não me animei então ela tirou de uma caixa um minúsculo gato siamês. Começou assim uma história de convivência c gatos q dura até hoje. POrém, devido a mudança p um apartamento fui obrigada a me separar deles, levando-os a um abrigo .temporário. O cachorro foi p a fazenda de um amigo, mas não suportou p muito tempo minha separação.Uma gata, extrovertida, arrumou logo um lar e outras duas, bem ariscas foram morar c uma amiga q havia trabalhado em casa e gostava de bichos como eu. Mesmo sofrendo p não poder morar c elas, viajava uma vez p mês e ia vê-las, tendo q pegar dois onibus p ir e vir.
    Esse ano, uns dois dias após meu aniversário, fiquei sabendo q minha amiga se mudara; na hora tive um mau pressentimento. Qdo liguei, fiquei sabendo q tinham desaparecido. Como a mudança havia ocorrido há uns dois meses, sabia q a chance reencontra-las era reduzida. Passei a comer menos, e a ter problemas de concentração. Fiquei assim uns 15 dias, incapaz de usar cobertas ao saber do frio q elas poderiam estar passando. Chegava a sentir dor em meus ossos, pois não aceitava estar aquecida enqto elas estavam sabe-se lá como por aí.
    Então de repente, vendo q estava me esvaindo em sofrimento, decidi q iria fazer algo. E fui, passei situações embaraçosas, percorri ruas da periferia, conversei c pessoas boas, outras nem tanto. Foi uma epopéia, uma batalha mesmo.
    Não foi fácil, ainda mais por elas serem ariscas, mas p resumir, consegui reencontrá-las, reuni-las novamente e levei-as à casa onde minha amiga havia mudado.
    Só q essa experiência mexeu demais comigo. Eu tinha q agradecer de alguma forma, agradecer a Deus, agradecer aos animais por exxistirem.
    Tornar-se vegana aos 54 anos não é fácil, mas não consigo mais me imaginar voltando a ser como era.

    • Ana Lucia, obrigado por dividir conosco sua história. Sei que já se vão alguns anos que postou isso e só li agora, mas te digo uma frase: “Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim” (Chico Xavier). Eu mesmo carrego um grande arrependimento: meus padrinhos foram morar no interior, sem ninguem esclarecido por perto. Eu fui criado como o filho deles, pois eles não tinham filhos. Quando eu tinah 18 anos, eles se mudaram pra uma cidade longínqua, onde o unico evento social é a missa da igreja, sem agitação da metrópole onde toda hora tinha gente da família na casa deles, jogando tombola ou contando piadas. Lá ficaram isolados… se deprimiram, adoeceram e morreram devido a falta de assistência (ela morreu de ataque de diabetes após comer muito doce, um mês depois ele morreu de ataque dos nervos devido um problema besta do dia a dia). Eu me arrependo muito, por que nao ter intervido pra eles nao venderem a casa deles aqui e irem pro interior… Se eu tivesse feito um escândalo, falado que lá eles iam ficaria sózinhos, eles não teriam ido. Ás vezes eu acho que se eles tivessem ficado aqui, estariam vivinhos da silva até hoje. Ou se: qdo a madrinha morreu eu tivesse ido ficar com o padrinho ou convencido a ele vir embora devolta, ele não teria morrido um mês depois. Mas sabe o que me conforta? quando eu penso que naquela época eu tinha 20 anos de idade, eu tinha cabeça de 20 anos, tinha a maturidade que podia ter, eu fui o melhor que deu pra ser naquela época. Eu não tinha experiência de vida. Nao posso me cobrar tanto ou me responsabilizar pelo que ocorreu, seria injusto comigo. Claro que se fosse hoje, eu faria tudo diferente. O mesmo te digo em relação as nossas faltas com os animais: eu tinha um restaurante, grelhava acho que uns 100 bifes na chapa todo dia (e vai saber qtas coisas errada já fiz em outras vidas). Sinto que errei, tenho o pressentimento disto, mas tento me reparar: me tornei vegano, ajudo em campanhas de castração (para evitar os milhares de animais abandonados) defendo os direitos animais, participo de eventos quando possível etc. Eu me sinto bem pois, eu reconheço meus erros, e sei que estou me esforçando pra repara-los. Pense assim tambem: o que passou é passado. Olhe pra frente e veja o que vc pode fazer a partir de agora. Todos podemos ser uteis dentro da grande obra da vida, mesmo que tenhamos assumido nosso verdadeiro papel tardiamente, se levarmos em conta que a vida é eterna nossa caminha é muito longa. Seja ocmo for, o que importa é o momento de agora, e se neste momento estamos agindo no bem, já diz outro ditado: “o bem que fizer será seu advogado onde quer que vá”. Isso é o mais importante: viver em paz, agir no bem de acordo com nosso coração e ter a certeza que agindo assim nunca estaremos desamparados. Forte Abraço, Vladimir

  2. Completando meu comentário feito ontem, acho importante informar q devido à ingestão de carne de porco, tive cisticercose aos 9 anos de idade.
    Não é preciso explicar o q aconteceu comigo em decorrência disso: convulsões, problemas psíquicos q me causaram muito sofrimento. Devido à ignorância de meus pais sobre essa doença, fui muito discriminada e a o invés de encontrar apoio, só tive punição e incompreensão, o q agravou mais ainda meus problemas psíquicos.
    Houve um fato q muito me chocou por ocasião da tal mudança de casa em q minha mãe doou meus gatos a um carroceiro.
    Tínhamos dois cachorros vira-latas, dois anjos q durante anos nos serviram cuidando da nossa segurança. Embora eu não tivesse muita afinidade com cães, sentia pena deles pois as suas casinhas eram precárias e qdo chovia, certamente sofriam bastante.
    Pois bem quando mudamos p a tal casa “melhor” num bairro nobre, decidiram q devíamos deixá-los, pq não combinariam com nossa nova residência.
    Como nunca tinham vivido sozinhos, em liberdade, morreram logo em seguida ao abandono; um envenenado, o outro, atropelado.
    Nunca consegui digerir esse fato, do qual sempre q me lembro causa-me muita tristeza.
    Definitivamente, o ser humano é um monstro.
    Acabei de ver fotos de uma revista sobre cães e gatos e ao ver a foto de alguns animais, vítimas do monstruosa manipulação genética q ocorre, sinto-me envergonhada de ser humana.
    São animais q têm dificuldade p viver, pois as transformações p criar novas raças não se preocupa c o bem-estar do animal, apenas se preocupam c o capricho de seus donos q gostam de ter um animal exótico em sua companhia, mesmo q esse animal tenha problemas de saúde e de adaptação decorrentes dessa manipulação.

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