VEGANISMO X BÍBLIA

Posted: 16/07/2017 in Receitas

Sejamos judeus, cristãos ou muçulmanos, a fonte de nossa inspiração religiosa é a Bíblia. Mesmo os muçulmanos, que adotam outro livro sagrado, reconhecem a Bíblia como cânone. Ateus e agnósticos, embora não creiam diretamente em textos sagrados, são influenciados por estes visto que estão inseridos em sociedades que foram moldadas utilizando-os como inspiração. Vivemos em sociedades laicas, mas a religião, ainda que não praticada, influencia o pensamento e, em parte, o comportamento.

A costumeira justificativa religiosa para o especismo é baseada numa breve passagem bíblica que explicaria nossa natureza semi-divina e nosso direito sobre as demais espécies. Em Gênesis 1:26, está escrito: Também disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra..

No entanto, a Bíblia é um livro complexo e permite múltiplas interpretações, além de versões e traduções.

Se verificarmos o original em hebraico, veremos que o que tem sido traduzido como ter domínio é a palavra yirdu. Yirdu poderia ser melhor traduzido como descerão. Fosse a intenção do autor do original hebraico de fato transmitir a idéia de domínio na criação, a palavra que deveria ser empregada seria shalthanhon. Nem mesmo a idéia de governo benévolo do homem sobre as demais criaturas é passada neste versículo, visto que a palavra que a Bíblia usa quando se refere ao domínio pacífico é mashel.

Porém, o que vemos é que foi empregada a palavra yirdu, que permite uma outra tradução do versículo: Disse Deus: façamos o homem à nossa imagem e semelhança; e descerão para os peixes do mar, e para as aves dos céus, para os rebanhos e para toda a terra e para todo réptil que rasteja sobre a terra. Se seguirmos essa tradução, que é mais fiel ao original, podemos interpretar que a intenção da Bíblia pode ter sido mostrar que Deus criou o homem de uma maneira especial, mas que o homem desceria (ou seja, seria igualado) para a condição de um animal.

Mesmo a continuação do livro parece apoiar esta idéia. Em Gênesis 1:28, costumamos ver o versículo traduzido desta forma: E Deus os abençoou e lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.. Novamente, a palavra desça aparece traduzida como domine. O que aparece nesse versículo como sujeitai-a é a palavra kibshah, que significa preservar. Fosse de fato a intenção do autor transmitir a idéia de sujeitar ele teria empregado a palavra hichriach.

A tradução literal deste versículo seria: E abençoou-os Deus e lhes disse Deus: fecundem-se, tornem-se muitos, encham a terra e preservem-na; e desçam para (a condição dos) peixes do mar, e para as aves dos céus e para todo animal que rasteja sobre a terra.

Esta idéia de que homens e animais estão em pé de igualdade perante Deus encontra-se em Eclesiastes 3:18-21: Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade. Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão. Quem sabe se o fôlego de vida dos filhos dos homens se dirige para cima e o dos animais para baixo, para a terra?

A intenção aqui não é, porém, estender-me em uma tradução revisionista de todo o texto bíblico, mas sim demonstrar que erros de tradução levam a erros de interpretação. Já foi demonstrado muitas vezes que a Bíblia pode ser utilizada para defender qualquer idéia. Pela tradução tendenciosa do versículo de Gênesis 1:26, nasceu toda a concepção de que o homem é um ser semi-divino e tem o direito de sujeitar ao seu domínio todos os demais seres da criação, sujeitar a Terra. Mas e se a intenção do autor tivesse sido outra?

Gênesis 1:29 e 1:30 apresentam a primeira lei dietética estabelecida por Deus para o homem e para os outros animais E disse Deus: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão sementes e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há frutos que dão sementes; isso vos será por alimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez..

Esses versículos demonstram que não era a intenção original de Deus, pelo menos segundo o livro de Gênesis, que o homem matasse animais para comer. A dieta vegana era a consistente com o plano original de Deus. Apesar disso, quantas pessoas não lêem esses versículos diariamente e deixam de refletir sobre seu significado?

O Talmud, coleção de comentários e compilações da tradição oral judaica, reforça a idéia bíblica de que, se no princípio o homem não comia carne, era porque a intenção original de Deus era que este e os demais animais fossem vegetarianos. De fato, escreveram sobre esse assunto muitos comentadores bíblicos, entre eles Rashi (1040-1105), Abraham Ibn Ezra (1092-1167), Maimônides (1135-1214), Nachmanides (1194-1270) e Rabi Joseph Albo (séc. XV).

A Bíblia conta (Gen. 2:8) que quando Deus criou o homem, colocou-o para habitar no Jardim do Éden. Nesse jardim, foi ordenado que o homem se servisse dos frutos de toda árvore (Gen. 2:16), exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gen. 2:17). Devido ao pecado original, o homem foi expulso do jardim e recebeu também a permissão para comer as ervas do campo (Gen. 3:18). Poderia-se até dizer que a Biblia sugere que Deus criou o homem frutariano, e depois o fez vegano.

Conforme a genealogia apresentada em Gênesis 5, entre Adão e Noé passaram-se dez gerações. Segundo a Bíblia, nos tempos de Noé, Deus resolveu destruir tudo com um dilúvio, porque toda a criação havia se corrompido. Noé encarregou-se de construir uma arca e salvar sua família e alguns exemplares de cada espécie animal. Conta a Bíblia que, quando as águas baixaram, seres humanos e demais animais saíram e constataram que a terra estava seca.

Podemos, porém, imaginar que, após mais de um ano submersa, já não havia sobre a terra vegetação suficiente para sustentar a todos. Foram Noé e seus filhos, segundo a Bíblia, os primeiros seres humanos que comeram carne.

Toda a harmonia que havia prevalecido entre os homens e demais animais no paraíso, após a expulsão e durante o período do dilúvio, segundo a Bíblia, deixou de existir. Pavor e medo de vós virão sobre todos os animais da terra e sobre todas as aves dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar nas vossas mãos serão entregues. (Gen. 9:2).

Naquele momento, passaram a existir animais herbívoros e carnívoros, e o homem tornou-se onívoro:Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora. (Gen. 9:3). A frase como vos dei a erva verde reforça que até então eles só tinham autorização para serem veganos. Seria, porém, esta concessão pontual motivo para justificar que comessemos carne até os dias de hoje?

Segundo Rav Kook, primeiro grão-rabino de Israel, não podemos ver essa permissão para comer carne, dada a Noé em uma situação específica, como uma concessão a toda a humanidade posterior. Em sua interpretação, estava claro que se tratava de uma permissão efêmera, até que a terra voltasse a produzir o alimento. A situação em que Noé se coloca é a de um homem perdido em uma ilha deserta, sem muitos recursos à disposição.

O período das dez primeiras gerações descrito em Gênesis foi, portanto, de pessoas vegetarianas, e a Bíblia mostra que o homem só começou a consumir carne quando condições ambientais o forçaram a tal.

Há um segundo período segundo o qual o autor da Bíblia mostra que Deus pretendia tornar o homem novamente vegetariano. As escrituras contam que, quando os israelitas saíram do Egito, o plano de Deus era que aquele povo recém-liberto da escravidão vagasse pelo deserto pelo tempo necessário para que se purificasse. Foi lhes dado um alimento que caia do céu, que era como semente de coentro, branco e de sabor como bolos de mel (Êxodo 16:31, Números 11:7).

Esse alimento, simples, mas completo nutricionalmente, deveria sustentá-los pelo tempo que permanecessem no deserto (40 anos), pois em Êxodos 16:35 está escrito E comeram os filhos de Israel manah quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram manah até que chegaram aos limites da terra de Canaã..

No entanto, durante a travessia do deserto, alguns incidentes ocorreram. As pessoas começaram a reclamar de sua dieta puramente vegetariana: Agora, porém, seca-se a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este manah (Num 11:6). Por outro lado, pediam novamente pelos alimentos que consumiam no Egito carne e peixes, entre outros (Num. 11:4-5).

A contra gosto, Deus atendeu às reclamações, providenciando carne sob a forma de codornizes, que foram sopradas pelo ventos dos mares. Porém, logo depois, Deus puniu aquelas pessoas, por não aceitarem de bom grado o alimento perfeito que Ele lhes oferecia: Estando ainda a carne entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, quando a ira do Senhor se acendeu contra o povo, e o feriu com grande praga. (Num. 11:33).

O lugar onde ocorreu esse incidente foi batizado de Kivrot Hataava, que em português significa Tumbas da Luxúria, porque foi o desejo de luxo daquele povo, e não sua necessidade, o que os levou à morte (Num. 11:34).

Essa passagem referente ao manah traz uma idéia de que poucos se dão conta: o alimento que nos é destinado é bastante simples, pode ser encontrado em abundância e nos mantém saudáveis. Por outro lado, quando buscamos alimentos que não nos são apropriados, perecemos.

Atualmente sabe-se, por diversas passagens, que a Bíblia permite o consumo de carne. No entanto, esse consumo se dá mais na base da concessão do que de uma recomendação, como se Deus dissesse: O ideal é que o homem não coma carne, mas já que ele quer.

Por isso, a Bíblia estabelece alguns impedimentos que, em conjunto, são chamados de leis relativas à kashrut: a carne deve estar completamente livre de sangue (Levítico 17:10-14, 19:26; e Deuteronômio 12:16, 12:23, 15:23), somente podem ser consumidos animais considerados puros (Levítico 11), e o abate de um animal deve obedecer a um determinado ritual (Levítico 17:4).

As escrituras relacionadas refletem a observância escrupulosa de muitas regras, mas tão somente no que se refere ao consumo de produtos de origem animal. As únicas condições impostas ao consumo de alimentos de origem vegetal é que estes estejam limpos, o que é facilmente compreensível, do ponto de vista sanitário.

Qual a mensagem da Bíblia, com todas essas proibições ao consumo de alimentos de origem animal? Tornar esse consumo mais refletido, duro, impraticável. É quase impossível cumprir com todas as regras impostas pela Bíblia para o consumo de carne

Justamente nisso está a graça. Com tantas regras, Deus parece de novo estar dizendo O homem não deve comer carne.Quando a Bíblia faz referência à generosidade divina (Deut. 8: 7-10; Deut. 11:14; Salmos 72:16, Amos 9:14-15; Jer. 29:5; Isaías 65:21), os produtos mais freqüentemente citados são os frutos, vegetais, sementes, vinho e pão, mas jamais as carnes.

Tal qual no Jardim do Éden, em que nem o homem nem os animais comiam carne, a promessa bíblica é a de que, com a vinda do Messias, novamente o mundo se tornará vegetariano. O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o filhote do leão e o animal doméstico andarão juntos, e um condutor pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão como o boi comerá palha. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. (Isaías 11: 6-8). Continua Isaías (65:25): O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR. (autor: Sergio Greif)

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Na qualidade de Protetora de Animais, Pacifista e Vegana, sempre questiono o fato de Protetores Ambientais enfatizarem o discurso quanto à realidade dos animais em extinção e dos danos (às vezes irreversíveis) causados à Mãe Natureza com a poluição das águas e da atmosfera, enfim destruindo o próprio lar de todos nós chamado – Terra. Enquanto isso, porém, vão sendo extintos, nos matadouros, os animais considerados “não importantes para viver”. Assassinados de forma impiedosa e estarrecedora, abatidos e afogados no mar do próprio sangue animais puros, inocentes e doces são exterminados sem perdão para que humanos possam usufruir de fontes protéicas, plena e satisfatóriamente substituíveis por outras fontes quiçá mais nutritivas, saborosas e saudáveis. Bebês de 4 patas são arrancados, aos berros, de suas mães enlouquecidas, para que não falte ao bicho-homem o precioso leite e a carne tenra do pequenino retalhado para consumo de humanos, solenemente indiferentes a este drama. Prática milenar, arbitrária e anti-cristã é esta, a de desconsiderarmos o direito de existência de seres mais fracos sob o descabido pretexto de mascaradas convicções nutricionais.O importante mandamento “não matarás”, certamente não os excluiu, quando decretado pelo Criador dos seres e das coisas. Particularmente, com referencia aos seguidores de crenças religiosas, meu DEUS, quantos equívocos! Entidades Beneficentes centenárias convocam para um rodízio de churrasco em benefício das criancinhas asiladas sob seu teto. O palestrante emociona e leva às lágrimas os seus ouvintes com exortações à caridade, ao amor e à compaixão mas, logo após, locupleta-se em seu almoço caseiro com os despojos fumegantes e sangrentos de pedaços de seres que precisaríamos proteger, orientar e sobretudo amar, concorde estivéssemos com as convicções que nos caracterizam: criados à imagem e semelhança de nosso Pai para respeitar todas as vidas, todas!
Há bem poucos anos (cerca de 125), sob o beneplácito da legislação humana, submetíamos homens de pele negra ao martírio da escravidão, às mais abjetas condições de confinamento, tortura, selvageria e exploração do trabalho sob o pretexto de serem inferiores (!?). Bebês, único tesouro de suas mães escravas, eram arrancados violentamente de seus braços entre urros de lamentação e pranto, à vista de seus companheiros manietados, subjugados de horror e medo. Mulheres negras, jovens e bonitas eram violentadas por patrões sem escrúpulos porque consideradas propriedade, enquanto na casa Grande, o pároco benzia com água benta e sob o símbolo sagrado da Cruz, sua família tranqüila e feliz. Hoje escravizamos animais porque são animais, do mesmo modo que ontem escravizamos negros porque eram negros. Achamos natural e lógico (porque sempre foi assim) a prática de desconsiderarmos a dor de um animal no matadouro, seu extremo pavor ante o cutelo e sua luta improfícua para salvar a própria vida, porque precisamos continuar o vício milenar de enterrar despojos na sepultura do próprio estômago, a despeito de existirem opções alimentares, nutritivas e saudáveis. Principalmente nós, Pacifistas, já deveríamos ter despertado desta hipnose que nos remete aos primórdios da civilização, no tocante às primeiras condições humanas, ou então, não discursássemos tão veementemente em favor da Vida, contra a Eutanásia, o Aborto e a Pena de Morte. Um minuto de silêncio para a necessária e urgente despoluição mental e posterior coerência de atitudes e propósitos, é imperioso, porque na dor somos todos iguais; e no medo e no amor, na sede, no frio e na fome – também! Mães dos animais sentem o mesmo carinho por seus filhos que nossas mães sentiram por nós, seus bebês. Roubamos o leite, a carne, a lã, o mel, as barbatanas, o marfim dos animais mas lá está, para ser vivido o “Não furtarás!” Esse território inviolável deveria ser sagrado, mais do que florestas, oceanos, lagos, rios e atmosfera – mas não o é. Seremos irracionais sempre que, sob qualquer pretexto, excluamos da vida seres que a ela tem direito – como nós. Seremos incoerentes quando enfatizamos a necessidade de sermos fraternos e bons, compactuando com o cutelo que nos propiciou as garfadas de restos que, um dia foram um ser, pleno de vida que lutou, até o fim, para respirar o mesmo ar, poluído ainda pelas misérias humanas, do Planeta Terra.

Mais difícil do que despoluir ambientes contaminados é higienizar mentes arraigadas aos hábitos arcaicos e prejudiciais. Desintoxicar estômagos empaturrados do que não deveria estar ali é mais trabalhoso do que apagar incêndios florestais ou descontaminar afluentes de rios. Enquanto o lixo estiver em nós, estará fora de nós também. A natureza é o reflexo do que temos sido ou não e, enquanto não soubermos administrar respeito e proteção à vida de todos, o caos em nós será o caos do Planeta Sem Paz.
(Autora: Sandra email: smsonata@hotmail.com)

PENSE NISSO

Posted: 28/06/2017 in Veganismo


Não dá para entender que uma pessoa que “adore alguns bichos” possa discriminar outros consumindo-os, condimentados de forma variada, sem nenhuma culpa ou compaixão por eles, muito pelo contrário, saboreando cada garfada.

A mesma dor que seu cão ou gato de estimação sentiria se fosse torturado antes de ser morto, sentem os animais considerados aptos para morrer a fim de que os consumamos.

Proteger Animais é não discriminar espécies em detrimento de outras, à semelhança dos negros sentenciados à escravidão por brancos sem coração, há 125 anos.

Alimentação carnívora só é possível pela maioria porque é adquirida na embalagem, cortada, fatiada, desossada, limpa, fiscalizada e absolutamente silenciosa.

Ninguém pode escutar os gemidos dos animais que morreram impiedosamente trucidados ou testemunhar-lhes os últimos instantes de pavor diante de seus irmãos já abatidos, antes de ser o próximo.

O carrinho de compras da dona de casa recém saída de seu perfumado banho matinal está repleto deles. Em alguns existe sangue, noutros não; mas todos os pacotes contêm
o silencio dos inocentes que gritaram por socorro tentando salvar a própria vida, como faríamos, qualquer um de nós, à frente de sumária execução. Nenhuma informação ou etiqueta na embalagem descreve o quanto sofreram antes do derradeiro suspiro, as lágrimas de seus olhos amedrontados antes de se fecharem perguntando: Por quê?

Quando abrir uma embalagem de Super Mercado, amigo(a), em que estejam pedaços do que foi um animal, pense nisso:

Ali poderia estar o seu cão inteligente e fofinho “que só falta falar” ou esse amado gato, “o seu bebê”, irreconhecível em uma singela bandeja de isopor, sem identidade, expressivo semblante ou enternecido olhar que revelasse ser ele capaz de sentir amor, saudade, gratidão e ternura por você – se deixassem.
(Autora: Sandra – texto enviado para o blog)

Vamos começar falando da carne, a qual não podemos esquecer que não basta subtraí-la da alimentação. Temos que substitui-la por outros alimentos. A carne possui todos aminoácidos essenciais em quantidades satisfatórias, que em nosso corpo se combinam em proteínas; Os vegetais não possuem a cadeia completa.

MAS: se combinar por ex: ARROZ e FEIJÃO já terá uma COMBINAÇÃO PERFEITA todos aminoácidos essências em quantidade satisfatória. A combinação é geralmente uma leguminosa (feijão, grão de bico, lentilha, ervilha) com um cereal (trigo, milho, arroz, aveia). A vantagem é que a proteína vegetal é facilmente absorvida pelo organismo. Já a carne, é absorvida ao mesmo tempo que ela já esta em processo de putrefação (além da exploração e genocídio causado aos animais)

DICAS: é adequado se adaptar ao Arroz integral, que tem muito mais nutrientes do que arroz branco e muito mais fibras. E só questão de costume. Passei um mês comendo arroz integral e depois já não queria mais o branco. Só de vez enquando que como.
E agora tem ARROZ 7 CEREAIS e ARROZ 7 GRÃOS, de vez enquando usamos deste, pra variar um pouco (Custa em média R$ 10,00 o kilo, que da pra alimentar 3 pessoas comendo uns 3 dias. É um custo que vale a pena de vez enquando. Todavia, compare com o preço de quanto custa uma Pizza – geralmente com muita gordura e pouca nutrição que serve apenas em uma refeição.

AÇÚCAR BRANCO: Desgasta o sistema circulatório e quase não tem nutrientes. DEVE SER EVITADO SEMPRE!

AÇÚCAR DEMERARA, MELADO de Cana e GARAPA (caldo de cana): São fontes de ferro e cálcio. Use açúcar demerara já será um grande reforço na alimentação. O preço varia de R$ 6,00 a R$ 12,00 o Kg; Mas mesmo que mais caro que o branco, quanto vale sua saúde? e ressalvo: 1 kg de açucar da muito bem pra uma pessoa passar o mês inteiro. O melado de cana vc pode por sobre as frutas ou no pão.

PARA HOMENS: um alimento bem RICO em proteína é que não interage com o sistema endócrino é o Tofu (queijo de soja). Experimente grelhado com temperos, orégano, alho, etc, fica muito bom. Como citamos antes: feijão, grão de bico, lentilha, ervilha, trigo, milho, arroz, aveia,,, todos eles tem uma porção de proteínas e devem fazer parte da alimentação.

PVT (Proteína Vegetal Texturizada = cerca de 50% é proteína)) não é muito recomendada, mas pode ser usada por praticantes de musculação na fase de ganhar peso.

No lanche de praticantes de musculação não deve faltar granola, pão com creme de amendoim,  banana (obs: sempre que como granola uso fio dental nos dentes, pois sempre deixa resíduos da mastigação);

BATATA DOCE:  cozida ou assada é ótima para esportistas e praticantes de musculação (especialmente antes dos treinos). O alimento é importante também por ser rico em fibras, beta caroteno, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, ferro, vitamina B1, vitamina C e vitamina A (antioxidante e atua na manutenção dos ossos, tecido epitelial e sistema imunológico). Não é recomendável frituras, mas pra varias um pouco: você pode cortar em rodelas e fritar com um pouco de agua, tambem fica uma delicia (a agua deve ser adicionada aos poucos).

MULHERES podem consumir da PVT moderadamente que até auxilia o sistema hormonal.

Tem mulher que diz que deixou de ser Vegetariana /Vegana, pois teve ANEMIA. Bem… se tornar Vegano(a) e por apenas UMA colher de feijão no prato pra comer no almoço e outra no jantar… e só come açúcar branco, não come melado de cana e nem toma garapa… Claro: VAI TER ANEMIA… Fica a dica: PRA SER VEGANO(a) TEM QUE SE INFORMAR s/ NUTRIENTES e TER DISCIPLINA; Eu como muito feijão e Açúcar Mascavo, e faço exame de sangue de ano em ano, e sempre acusa um problema: alto índice de Ferro.

SUGESTÕES de CARDÁPIO: lasanha de brócolis, tôfu grelhado com batata frita, arroz c/ feijão, macarrão com PVT (molho bolonhesa), polenta, mandioca cozida ou frita, castanhas, nozes, amêndoas;
SUGESTOES de SOBREMESA e DESJEJUM; frutas, abacate com açúcar mascavo, Tapioca (goma) com recheio da geleia que vc preferir, pão integral com geleia, etc. Acabei de comer bolo de cenoura e granola, outro dia posto a receita.

Doce Rápido de Tapioca GRANULADA(não confundir com a farinha de TAPIOCA que faz na frigideira): Basta bater a Fruta que você gosta com água e açúcar, por pra ferver, adicionar coco e um pouco de tapioca granulada e por pra gelar.
Obs1: por pouca tapioca pois ela incha quase 3 vezes a porção colocada.
Obs2: No mercado tem FARINHA de TAPIOCA que a gente faz na frigideira e tem a TAPIOCA GRANULADA, que parece um sagu branco, que serve para fazer doces e bolo gelado.

COUVE de BRUXELAS (bolinhas que parecem mini-repolhos, mas de gosto bem diferente) é a verdura mais rica em nutrientes que existe. Basta lavar, refogar ou cozinhar com temperos. Se não encontrar na sua feira, arrume alguns vizinhos pra comprar junto e peça pro feirante trazer em pacotes individuais, pois nas centrais de abastecimento dos feirantes sempre tem. Eles não trazem porque poucas pessoas conhecem ou pedem. Pesquisa no google e veja como é. É UMA DELÍCIA e da pra enriquecer vários pratos ou apenas servi-la cozida com sal.

A MELHOR E MAIS BARATA FONTE DE SAÚDE ESTA NA FEIRA!!! SE ALIMENTE DE FORMA VEGANA E MAIS NATURAL POSSÍVEL E EVITE DEZENAS DE DOENÇAS!!!

Alimentação Carnívora

Posted: 24/02/2014 in Notícias

Amigos:

Já que vem aumentando o número de famosos carnívoros em propagandas na TV (exemplo Tony Ramos, Fátima Bernardes, Roberto Carlos), favorecendo o sofrimento, matança e consumo de seres inocentes e bons, POR QUE MOTIVO veganos brasileiros famosos TAMBÉM não se mobilizam em ações desta ordem, difundindo através da Mídia, uma dieta vegana, saudável para humanos e animais, informando com imagens e/vídeos curtos a proveniência da carne e seu caminho de horror até chegar ao prato do consumidor?

POR QUE NÃO O FAZEM ?!
POR QUE SE CALAM?!

Muita Paz.
Sandra.

Anexo alguns de meus textos.

PENSE NISSO.doc

carta sob proteo animal (pacifista).doc

PARA NO MORRERMOS DE TRISTEZA.doc

OLHOS PARA VER.doc

Adubagem Vegana

Posted: 22/04/2012 in Receitas
Adubagem Vegana

Aqui vai uma dica do Curupira para os amigos vegetarianos que não criam animais por razões éticas ou por falta de espaço, para produzir esterco utilizado tradicionalmente na agricultura orgânico

Este artigo não procura desencorajar vegetarianos e vegans na promoção de alimentos orgânicos, pois o cultivo por meios químicos é prejudicial à Terra, aos animais e à nossa saúde. Existem, porém, passos que vão além da cultura orgânica tradicional, mais compatíveis com os conceitos vegetarianos.

Na foto acima aparece o composto feito apenas com grama cortada e poda de árvores trituradas em um picador tradicional. Pode-se enriquecer mais o composto triturando leguminosas como feijão guandu, feijão-de-porco ricos em nitrogênio. Quanto mais espécies de plantas trituradas mais completo fica o composto.

Consumismo

Posted: 04/03/2012 in *** Todos ***, Veganismo

Em meados de junho eu tomei a decisão de mudar meus hábitos alimentares. Eu segui o que meu coração e meu corpo me diziam como certo e adotei de vez uma dieta 99% baseada em plantas. Bem no fundo, eu sabia que a mudança não ia afetar somente o meu corpo, ou como eu me sinto. Eu sabia que eu estava entrando em um outro nível de consciência, uma consciência mais desperta, mais atenta para as pequenas escolhas do dia a dia.

Somente pelo fato de prestar atenção na comida que eu consumo, uma gama de outras coisas começou a chamar a minha atenção.

Meio que instintivamente eu me dei conta que eu estava utilizando menos espaço na minha vida, menos recursos naturais, simplesmente menos. 

Só pelo fato de ter cortado o leite e o queijo da minha alimentação, menos terreno é preciso pra plantar soja ou grãos para alimentar a vaca; não é preciso o espaço pra vaca viver, nem os equipamentos para tirar o leite, ou o combustível para transportar, ou o plástico para empacotar, ou o papel para identificar a marca, ou o lixo aonde eu colocaria a caixa vazia de leite depois.

O mesmo com os ovos, e todas as carnes, e todas as comidas altamente processadas que vem de fontes animais ou não.

Pelo fato que eu estava me alimentando de coisas orgânicas e frescas, que ficam velhas mais rapido e não podem viajar grandes distâncias, tudo na minha vida ficava mais próximo. Eu comecei a ler os rótulos dos produtos que eu comprava, e percebi que minha maça vinha de uma cidade que fica a duas horas daqui, o meu pepino do estado vizinho… E quando algo era de outro país, era do país mais próximo aonde você pode encontrar aquilo, como as castanhas e produtos de soja que vem da Austrália(na época eu morava na Nova Zelândia).

Ao mesmo tempo que eu me dava conta do espaço que eu ocupo no mundo, o meu corpo estabelecia uma outra relação com a comida. Ao invés de pensar no que EU quero, ou no que a minha língua quer, o meu organismo me dava sinais do que eu precisava naquele momento. As vezes era uma xícara de chá verde, ou uma cenoura, ou as vezes era algo com bastante gordura e açúcar, como um pedaço de chocolate amargo. O meu corpo começou também a me dizer quando estava satisfeito daquilo. Como a comida que eu escolhia agora era realmente designada para minha espécie, eu sabia  quando era o suficiente. Era como um sinal interno dizendo:  ‘Reserva de proteína: Completa. Reserva de carboidratos: 80%. Precisamos de mais água.’

Pode parecer algo super controlado e preciso, mas na verdade foi algo tão natural, que tornou ainda mais fácil e prazeroso seguir em frente na minha escolha. Eu não precisava pensar no que comer, eu sé precisava sentir o que meu corpo queria.

E eu me dei conta de que eu precisava menos de quantidade, e mais de qualidade. Meu espaço na geladeira ficou mais vazio, meu lixo demorava mais pra ficar cheio. E do mesmo modo minha mente ficava satisfeita com menos.

Eu, como a maioria das mulheres que eu conheço, tenho um lado consumista que as vezes vai além do que eu realmente preciso. Sem mentiras, todos os dias na volta do trabalho pra casa eu descobria alguma coisa nova que eu realmente não podia viver sem a partir daquele momento. Mulheres, vocês sabem do que eu estou falando. Esse meu lado consumista encheu meu quarto e todas as minhas prateleiras em uma velocidade absurda. Em uma semana eram livros; na outra cosméticos; na outra flores exóticas da jamaica. E assim como meu corpo precisa de alimento, eu cheguei a um ponto aonde minha mente precisava de coisas. Não somente comida, mas coisas. E essas coisas na verdade não significam nada mais que um objeto a mais ocupando um espaço no mundo. Mas de alguma forma eu precisava delas.

E pode parecer estranho como mudar algo tão randômico como um hábito alimentar pode afetar isto também, mas comigo aconteceu.

Quanto mais o meu corpo se sentia realmente nutrido pela comida que ele recebia, mais a minha mente ficava clara do que era necessário e do que era supérfluo. ´E simples como isto: jantar é necessario, sobremesa supérfluo(nem sempre ).

E de repente aquela super nova cor de batom já não me atraía mais. Afinal, eu ainda tenho aquele velho batom em casa. Se um dia ele acabar, com certeza eu vou à procura de uma super nova cor pra substituir a antiga, e a sensação de ter me dado um presente vai ser ótima, e eu definitivamente vou aproveitar ela. Mas eu não preciso sentir isso todo o santo dia, nem toda semana. Afinal, existem tantos outros presentes que eu posso me dar a cada segundo: Aquele copo de chá; aquela respiração profunda no primeiro ar da manha; a oração ao ver o sol… Esses presentes não só me satisfazem, eles me nutrem (e meu cartão de crédito agradece). E com o tempo este pequeno espaço que eu ocupo, mesmo que esteja ficando menor, esta mais precioso, mais cheio de cuidado e amor por cada pequena coisa que ocupa ele. E mesmo que seja só um espacinho no mundo, eu posso realmente chamar de meu.

Qual o tamanho do seu espaço no mundo?

(Por Caroline Da Costa)

Obs:  Caroline Da Costa é a autora do blog www.mangaemanjericao.com