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	<title>Veg Artigos - Artigos Veganos</title>
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		<title>Veg Artigos - Artigos Veganos</title>
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		<title>A galinha nasceu para ciscar na terra</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 03:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veganosbrasil</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Na indústria, as galinhas são consideradas máquinas de produção, sempre recebendo hormônios e comidas para produzirem mais. A galinha nasceu para ciscar na terra, tomar sol, escolher o que vai comer. O homem tira isso do animal quando o aprisiona em lugares lotados e apertados, com luz elétricas que muitas vezes não se apagam, para que o animal coma mais e produza mais. O homem tira o animal do seu habitat natural; frustra o animal da mais básica vontade de viver &#8211; tanto que se não tirarem a ponta dos bicos dos animais, eles acabam se mutilando quando se tornam adultos no confinamento. E tudo isso para a galinha botar um ovo por dia. Quando a produção de ovos cai, mandam a galinha para o matadouro. É muita injustiça, ao meu ver. É por tudo isso que não consumo nada que tenha ovos. (&#8230;) A vaca leiteira é outro exemplo, por ser explorada a vida toda, com inseminações artificiais, hormônios e antibióticos. Quando os bezerros nascem, logo são tirados de perto da mãe, pois as indústrias têm interesses comerciais para os bezerros e, às vezes, os sacrificam ainda jovens. Isso gera um sofrimento sem tamanho na vaca leiteira, e depois de ser explorada a vida toda, geralmente vai para o suplício do abate final. Quando entendi tudo isso, no mesmo dia passei a ser vegano&#8221;. (Depoimento de Vladimir Ferreira, 32 anos, administrador de empresas) Fonte: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?int_id=162628</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vegartigos.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vegartigos.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vegartigos.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vegartigos.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vegartigos.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vegartigos.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vegartigos.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vegartigos.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vegartigos.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vegartigos.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vegartigos.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vegartigos.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vegartigos.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vegartigos.wordpress.com/138/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=138&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Veganos: Um basta a Exploração Animal</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 01:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veganosbrasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[*** Todos ***]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Veganismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Tofu mexido, espinafre com molho cremoso de queijo (de leite de soja), salada, pão integral e capuccino (também com leite de soja) Veganismo é o modo de vida de quem se habituou a comer alimentos que não têm origem animal, como carne, ovos e leite. Veganos também são contrários à indústria de peles e couro, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=131&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/12/artigo_dia_mundial_vegano.jpg"><img class="size-full wp-image-132 aligncenter" title="artigo dia mundial vegano" src="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/12/artigo_dia_mundial_vegano.jpg?w=614" alt=""   /></a></p>
<address>Tofu mexido, espinafre com molho cremoso de queijo (de leite de soja), salada, pão integral e capuccino (também com leite de soja)</address>
<h6>Veganismo é o modo de vida de quem se habituou a comer alimentos que não têm origem animal, como carne, ovos e leite. Veganos também são contrários à indústria de peles e couro, ao consumo de cosméticos e de medicamentos que fazem experiências com animais em laboratório.</h6>
<p>Na mesa do café da manhã do administrador de empresas Vladimir Ferreira, 32 anos, geralmente estão pão integral com melado de cana ou tomate seco com patê de tofu, granola com frutas, suco ou chá. No almoço, arroz integral e feijão, tofu grelhado, batata frita, refogado de legumes com PVT (proteína de soja granulada) e polenta ao sugo. &#8220;De verdura eu só como espinafre de vez em quando e gosto muito de couve de bruxelas. Também como quase todo dia macarrão ou lasanha ao sugo, com PVT e brócolis, e de sobremesa, à noite, duas ou três frutas&#8221;, acrescenta Vladimir, que faz parte do grupo dos veganos há 10 anos.</p>
<p>Diferente do vegetariano, que também consome leite e ovos, o vegano é aquele que não come carne e nenhum produto de origem animal, como peixes, mariscos, ovos, leite e laticínios. A indústria do vestuário (peles, couro e camurça) também é excluída da vida do vegano, conforme explica Vladimir. &#8220;Os veganos boicotam, ainda, a exploração de animais em experiências de laboratórios, nas aulas de vivissecção e no entretenimento humano em circos, zoológicos e rodeios&#8221;, completa ele, que também é estudante de alquimia e de medicina natural.</p>
<p>Antes de se tornar vegano, Vladimir era vegetariano convicto. &#8220;Cresci com a ideia de que podia viver bem sem comer carne e, assim, não patrocinava o sofrimento dos animais nos abatedouros. Eu sempre ouvia falar dos veganos, mas não entendia o porquê deste extremismo. Achava meio absurdo. Quando a internet se popularizou e tive mais acesso à informação descobri que a exploração dos animais vai muito além da carne&#8221;, comenta.</p>
<p>O administrador relata que demorou um pouco para se adaptar ao veganismo, mas conseguiu. &#8220;Foi aí que surgiu aquela vontade de fazer algo pelos animais e achei que divulgar a informação era o melhor caminho. Então criamos um site (<a href="http://www.veganos.org/">www.veganos.org</a>), com informações básicas, no qual vendemos camisetas, na esperança de divulgar o veganismo no Brasil.&#8221;</p>
<p>Vladimir ainda acrescenta que há vários grupos veganos no País sendo que a maioria são independentes. Outros são ligados a religiões e artes marciais. Outros ligados ao movimento <em>Straight Edge </em>ou ALF (Animal Liberation Front) . Outros ainda ligados a ONGs de proteção aos animais. &#8220;Na cidade de São Paulo, somos um grupo pequeno e independente, com cerca de 15 pessoas. Nosso trabalho se dá principalmente com a venda de camisetas e fazemos, eventualmente, palestras em escolas e centros comunitários sobre o veganismo&#8221;, ressalta. Segundo ele, os grupos convergem para um mesmo objetivo: o de abolir a exploração dos animais &#8211; sejam os de consumo, sejam os utilizados em pesquisas ou em entretenimento.</p>
<p><strong>Sofrimento animal &#8211; </strong>Para Vladimir, o veganismo é uma postura ética pessoal, baseada na não-exploração de todos aqueles que são capazes de sofrer e ter emoções. &#8220;Em geral, todos pedimos e lutamos por justiça e agimos com a filosofia de respeitar o próximo. No entanto, se pensamos um pouco no que fazemos aos animais, podemos concluir que tudo o que não desejamos para nós, praticamos contra eles: aprisionamento, tortura, exploração e extermínio cruel&#8221;, analisa. &#8220;Se não fazemos isso diretamente, pagamos para alguém fazê-lo, quando vamos ao mercado ou ao açougue e compramos carne. Os veganos descobriram uma coisa óbvia: somos nós, consumidores dos produtos de origem animal, que patrocinamos todo o sofrimento dos animais nos matadouros e fazendas de criação pelo mundo&#8221;, destaca Vladimir.</p>
<p>Para ele, há condições de ter uma vida saudável no Brasil, sem que seja preciso o consumo animal. &#8220;Não acho justo um animal morrer em desespero pra nos alimentar&#8221;, justifica. No próximo dia 1º de novembro será comemorado o Dia Mundial do Vegano. Em São Paulo ocorrerão passeatas, exibição de vídeos sobre o veganismo na Avenida Paulista, oficina de capacitação de voluntários e festival de cinema em Curitiba, cujo tema é &#8220;Libertação dos Animais&#8221;.</p>
<address>PAULA MESTRINEL 30-10-2011</address>
<p>Fonte: <a href="http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&amp;int_id=162626">http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&amp;int_id=162626</a></p>
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		<title>Os animais estão aqui para nos servir?</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 05:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veganosbrasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião e Espiritualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem estudos que indicam Jesus Cristo como um vegetariano fervoroso! Estou acostumada a escutar todo tipo de argumento com relação a adesão da carne no cardápio, as justificativas são muitas desde sobrevivência natural, cadeia alimentar, soberania humana, restrições a proteínas vegetais, enfim, nesses anos que assumi minha postura ética, tenho me deparado com esses argumentos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=126&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/08/0898_jesus_sheep_christian_clipart1.jpg"><img class="aligncenter" src="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/08/0898_jesus_sheep_christian_clipart1.jpg?w=210" alt="" /></a>Existem estudos que indicam Jesus Cristo como um vegetariano fervoroso!</p>
<p>Estou acostumada a escutar todo tipo de argumento com relação a adesão da carne no cardápio, as justificativas são muitas desde sobrevivência natural, cadeia alimentar, soberania humana, restrições a proteínas vegetais, enfim, nesses anos que assumi minha postura ética, tenho me deparado com esses argumentos que fortalecem cada vez mais minha convicção de que estou no caminho certo.</p>
<p>Por esses dias estava a mesa com mais pessoas não vegetarianas e elas por sinal me questionavam novamente da minha posição. Como sempre as pessoas não vegetarianas tendem a achar que o vegetarianismo é uma postura radical, e na maior parte do tempo fazem pouco caso e tratam com indiferença seus argumentos.</p>
<p>Uma pessoa a mesa me forneceu a seguinte pergunta:<br />
- Ora, quando Deus criou o homem, fez os animais para lhe servir, qual o mal de utilizarmo-nos deles para alimentação?</p>
<p>Uma pergunta dessa faz com que a gente trema, existem milhões de respostas que poderiam ser ditas, existem milhões de argumentos que podem ser expostos, mas para aquele tipo de pessoa era jogar palavras no lixo, pois ela só ouviria o que ela julgasse valido.</p>
<p>Essa cegueira espiritual é delicada de se debater, se você está preocupado em informar e não a discutir, tem que saber como contar a esse ser humano que não existe justificativa para os atentados que são cometidos contra os animais, nem em nome de Deus existe argumento cabível.</p>
<p>A bíblia já foi reescrita tantas vezes e me admira que em nenhuma dessas reedições deste livro tenham mudado essa passagem de Gênesis. O Deus cristão não pode ser conivente com os assassinatos, torturas e maus tratos que seus também filhos animais (criados por ele, segundo a doutrina cristã) sofrem todos os dias.</p>
<p>O novo testamento, que faz parte da bíblia utilizada como guia em inúmeras religiões, incluindo a maior delas no Brasil, a Igreja Católica, tem como principal mandamento instituido pelo próprio Jesus Cristo a seguinte lei &#8221; Amai ao próximo como a ti mesmo&#8221;.</p>
<p>Em nenhum momento está escrito que esse próximo é um ser humano, o próximo é qualquer um que precise da sua ajuda.</p>
<p>Os animais não estão aqui para nos servir, eles não são inferiores a nós humanos, apenas por não serem da nossa espécie por ter tipos de inteligência diferentes das nossas, não nos dá o direito de colocar-mos esses animais a nossa disposição, servindo como comida, vestimento, entretenimento e cobaias.</p>
<p>Se Deus existe e olha pra tudo que fazemos, pesando em sua balança divina a quantidade de atos bons e a quantidade de atos ruins afim de que na nossa partida isso seja utilizado para nos julgar num possível pós-vida, tenho certeza que ao deixar de matar um ser indefeso para servir de alimento enquanto temos uma incrivél quantidade de vegetais para nos alimentar, acredito que ao pouparmos as vidas e nos colocarmos como iguais tenhamos entendido de fato o que é amor e compaixão.</p>
<p>Os religiosos, tementes a Deus tinham que ser os primeiros a defender tal bandeira, pois são de pessoas com sentimentos como a solidariedade, compaixão, fraternidade que esperamos mais empatia. Os animais são nossos próximos, são nossos irmãos, nossos protetores e por isso estão tornando-se nossas vítimas.</p>
<p>A matança tem que parar e a ignorância também!</p>
<p>Fonte: <a href="http://cartuntivismo.blogspot.com">http://cartuntivismo.blogspot.com</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vegartigos.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vegartigos.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vegartigos.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vegartigos.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vegartigos.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vegartigos.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vegartigos.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vegartigos.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vegartigos.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vegartigos.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vegartigos.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vegartigos.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vegartigos.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vegartigos.wordpress.com/126/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=126&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Vaca Miserável</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jul 2011 15:33:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veganosbrasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[*** Todos ***]]></category>
		<category><![CDATA[Veganismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O caminhão que carregava esta vaca estava descarregado na área de depósito de uma empresa ( Walton ), em Kentucky em uma manhã de setembro. Depois de outros animais serem removidos do caminhão, ela foi deixada para trás, incapaz de se mexer. Os trabalhadores do depósito bateram e chutaram-na no rosto, costelas e costas. Eles [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=115&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/07/vaca_miseravel.jpg"><img src="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/07/vaca_miseravel.jpg?w=614" alt="" title="vaca miseravel"   class="alignnone size-full wp-image-116" /></a></p>
<p>O caminhão que carregava esta vaca estava descarregado na área de depósito de uma empresa ( Walton ), em Kentucky em uma manhã de setembro. Depois de outros animais serem removidos do caminhão, ela foi deixada para trás, incapaz de se mexer. Os trabalhadores do depósito bateram e chutaram-na no rosto, costelas e costas. Eles usaram, como de costume, aparelhos de choques elétricos em seu ouvido para tentar tirá-la do caminhão, mas ainda assim a vaca não se mexeu. Os funcionários então amarraram um cordão em volta de seu pescoço e amarraram a outra ponta em um poste, e foram embora com o caminhão. A vaca foi arrastada no piso do caminhão e então caiu no chão, caindo com suas pernas traseiras e pélvis quebradas. Ela continuou na mesma posição até às 7:30 daquela noite.</p>
<p>A vaca ficou sob o escaldante sol chorando pelas primeiras 3 horas. Periodicamente, quando ela urinava ou defecava, ela usava suas pernas dianteiras para se arrastar ao longo da rodovia desnivelada até um local mais limpo. Ela também tentou se arrastar para a sombra, mas não conseguiu se mexer para muito longe de onde estava. Os funcionários não deram água à ela, e a única água que ela recebeu foi dada por Jessie Pierce, uma ativista e moradora local, que havia sido contactada por uma mulher que testemunhou o incidente. Jessie chegou ao meio dia. Após não ter recebido nenhuma cooperação dos trabalhadores, ela ligou para a polícia do condado de Kenton. Um policial chegou mas foi instruído pelos seus superiores à não fazer nada à respeito. Ele deixou o local às 13:00 hs.</p>
<p>Um funcionário do depósito informou Jessie às 13:00hs que ele havia obtido permissão da companhia de seguro para matar a vaca mas que não o faria enquanto Jessie não fosse embora. Embora na dúvida que o funcionário manteria sua palavra, ela foi embora às 15:00hs. Retornou às 16:30hs e encontrou o local vazio. Três cachorros estavam atacando a vaca, que ainda estava viva. Ela havia sofrido vários ferimentos de mordidas, e sua água havia sido removida. Jessi contactou a policia do estado de Kentucky. Quatro policiais chegaram por volta das 17:30hs. O patrulheiro Jan Wuchner queria matar a vaca com sua arma mas lhe foi dito que uma veterinária a mataria. Os dois veterinários do depósito não queriam matar a vaca alegando que, para preservar o valor da carne, ela não poderia ser destruída. O açougueiro chegou às 19:30hs e atirou na vaca. Seu corpo foi comprado por U$307,50 dólares ( normalmente animais que são aleijados ou machucados ou que são encontrados mortos são considerados inaptos para consumo humano e são usados para comida de animais como cães e gatos ).</p>
<p>Quando o operador do depósito foi questionado anteriormente pelo repórter do The Kentucky Post, ele declarou: Nós não fizemos absolutamente nada com relação à isso, e referiu a atenção dada à vaca por trabalhadores humanos e pela policia como besteira. Ele riu durante o questionamento, dizendo que não encontrou nada de errado com a forma que o incidente havia sido conduzido.</p>
<p>Isto não é um caso isolado. É tão comum que animais nestas condições são conhecidos no mundo americano da indústria da carne como animais miseráveis. Após este incidente, a associação ética americana à favor dos animais PETA deu atenção suficiente à este problema até que o departamento policial do condado de Kenton adotou a regra demandando que todos os animais em condições miseráveis sejam imediatamente concedidos à eutanásia, estejam eles na fazenda, sendo transportados ou em matadouros.</p>
<p>Infelizmente, muitas cidades dos Estados Unidos e do mundo todo não têm tais leis e animais em condições miseráveis continuam a sofrer. Tal atitude está nas mãos dos próprios moradores e cidadãos, e está nas mãos dos consumidores em recusar-se a comprar os produtos desta indústria miserável e triste.</p>
<p>Título Original: Downed Cow</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.peta.org/">www.peta.org</a> Tradução: <a href="http://www.vivaosanimais.com.br/">www.vivaosanimais.com.br</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vegartigos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vegartigos.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vegartigos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vegartigos.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vegartigos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vegartigos.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vegartigos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vegartigos.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vegartigos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vegartigos.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vegartigos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vegartigos.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vegartigos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vegartigos.wordpress.com/115/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=115&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Direitos Animais: Teoria Abolicionista em 6 pontos principais</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2011 05:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veganosbrasil</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Todos os seres capazes de sentir (seres sencientes), humanos ou não-humanos, têm um direito: o direito básico de não ser tratados como propriedade dos outros. 2. Nosso reconhecimento desse direito básico significa que devemos abolir, em vez de simplesmente regulamentar, a exploração institucionalizada dos animais &#8212; porque ela pressupõe que os animais sejam propriedade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=109&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_110" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/07/gary-dogs2.gif"><img class="size-full wp-image-110  " title="gary dogs2" src="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/07/gary-dogs2.gif?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Gary L. Francione é Distinguished Professor de Direito e o Katzenbach Scholar de Direito e Filosofia na Rutgers University, EUA. Autor de 5 livros, Francione desenvolveu a teoria de direitos animais abolicionista.</p></div>
<p>1. Todos os seres capazes de sentir (seres sencientes), humanos ou não-humanos, têm um direito: o direito básico de não ser tratados como propriedade dos outros.</p>
<p>2. Nosso reconhecimento desse direito básico significa que devemos abolir, em vez de simplesmente regulamentar, a exploração institucionalizada dos animais &#8212; porque ela pressupõe que os animais sejam propriedade dos humanos.</p>
<p>3. Assim como rejeitamos o racismo, o sexismo, a homofobia e o preconceito contra as pessoas de idade, rejeitamos o especismo. A espécie de um ser senciente não é razão para que se negue a proteção a esse direito básico, assim como raça, sexo, orientação sexual ou idade não são razões para que a inclusão na comunidade moral humana seja negada a outros seres humanos.</p>
<p>4. Reconhecemos que não vamos abolir de um dia para o outro a condição de propriedade dos não-humanos, mas vamos apoiar apenas as campanhas e posições que promovam explicitamente a agenda abolicionista. Não vamos apoiar posições que reivindiquem supostas regulamentações melhores da exploração animal. Rejeitamos qualquer campanha que promova sexismo, racismo, homofobia ou outras formas de discriminação contra humanos.</p>
<p>5. Reconhecemos que o passo mais importante que qualquer um de nós pode dar rumo à abolição é adotar o estilo de vida vegano e educar os outros sobre o veganismo. Veganismo é o princípio da abolição aplicado à vida pessoal. O consumo de carnes (vaca, ave, pescado, etc), de laticínio, ovo e mel, assim como o uso de animais para roupas, entretenimento, pesquisa ou qualquer outro fim, são incompatíveis com a perspectiva abolicionista.</p>
<p>6. Reconhecemos a não-violência como o princípio norteador do movimento pelos direitos animais.</p>
<p><strong>© </strong>Ediciones Ánima</p>
<p>Tradução: Regina Rheda</p>
<p><a href="http://www.anima.org.ar">http://www.anima.org.ar</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vegartigos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vegartigos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vegartigos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vegartigos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vegartigos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vegartigos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vegartigos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vegartigos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vegartigos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vegartigos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vegartigos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vegartigos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vegartigos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vegartigos.wordpress.com/109/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=109&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vegetarianismo contra o Aquecimento Global</title>
		<link>http://vegartigos.wordpress.com/2011/07/03/vegetarianismo-contra-o-aquecimento-global/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 06:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veganosbrasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[*** Todos ***]]></category>
		<category><![CDATA[Meio-Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[  Atualmente muitas pessoas falam sobre aquecimento global. Infelizmente nem sempre abordado pelos meios de comunicação como deveria. Porém, serei um tanto otimista em dizer que ao menos vem sendo muito mais debatido e que mais pessoas buscam saber o que podem fazer para reduzirem seu impacto. Podemos afirmar que, ao adotar e praticar a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=101&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/07/artigo_paula_schuwenck.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-102" title="artigo_paula_schuwenck" src="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/07/artigo_paula_schuwenck.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a> <br />
Atualmente muitas pessoas falam sobre aquecimento global. Infelizmente nem sempre abordado pelos meios de comunicação como deveria. Porém, serei um tanto otimista em dizer que ao menos vem sendo muito mais debatido e que mais pessoas buscam saber o que podem fazer para reduzirem seu impacto.<br />
Podemos afirmar que, ao adotar e praticar a dieta vegetariana, você está colaborando muito. Não é o suficiente. Todos devem estar atentos e pesquisar para, cada vez mais, praticar ações por uma vida sustentável e cautelosa a fim de minimizar seus efeitos maléficos ao clima, mas o vegetarianismo é uma imensa colaboração pela ótica do consumo responsável, ético e consciente.<br />
Sabemos, com comprovação científica pelo IPCC (Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas), que o aquecimento global é a conseqüência do uso de recursos naturais de forma exagerada e irresponsável – os gases que prejudicam nosso clima e potencializam o efeito estufa, ocasionando o aquecimento exagerado da Terra são provenientes da utilização de bens materiais altamente poluidores e hábitos errôneos, inclusive alimentares, arraigados ao cotidiano dos seres humanos.<br />
No Brasil, a prática que mais libera dióxido de carbono (CO2) – um dos piores gases – é o desmatamento na Amazônia. E por que desmatam? Para plantar soja e outros grãos, a maior parte destinada à ração animal e não à alimentação humana como muitos pensam, para extrair madeira – ilegal em grande quantidade, para carvão e, principalmente, para dar espaço aos bois – a perversa e cruel pecuária. Segundo Gilney Vianna, secretário de políticas para o desenvolvimento sustentável do Ministério do Meio Ambiente, &#8220;75% das áreas desmatadas na Amazônia são ocupadas pela pecuária&#8221;, onde vivem torturados e infelizes 70 milhões de bois.<br />
A pecuária, que também inclui os outros animais confinados e criados para servirem de alimento, além de acarretar problemas com o desmatamento, também produz, por meio do processo digestivo dos animais e seus dejetos, um outro gás altamente perigoso e danoso ao clima, o metano. &#8220;Cerca de 35% a 40% vêm da pecuária bovina. Sendo o metano 21 vezes mais prejudicial que o CO2&#8243;, afirma o engenheiro agrônomo Maurício Palma Nogueira, autor de diversos artigos sobre o tema.<br />
Estudo realizado pela ONU &#8211; FAO (Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação), diz que o setor pecuário é pior que os transportes para o clima, já que o CO2 liberado na atmosfera é ainda superior ao emitido por carros. Além do dióxido nitroso, que possui poder aquecedor 296 vezes maior que o CO2. Henning Steinfeld, um dos autores deste estudo, o concluiu da seguinte forma: &#8220;A pecuária é um dos causadores mais significativos dos problemas ambientais da atualidade&#8221;.<br />
E não pára por aí. O relatório também prova que 64% do total de amônia, principal causadora de chuvas ácidas, vêm da pecuária e prejudica, entre outros, os oceanos – estes que também possuem papel fundamental para a saúde do planeta e estão em processo de degradação pela irresponsabilidade humana. &#8220;Os oceanos absorveram 48% do C02 emitido por nós para a atmosfera nos últimos<br />
200 anos&#8221;, afirma Christopher Sabino,<br />
do National Oceanic Atmospheric Administration, autor de um artigo sobre o tema publicado no jornal Science. Vegetarianos colaboram imensamente para o clima também por não alimentarem a indústria pesqueira. Atualmente, 75% dos peixes comercializados vêm da pesca predatória, ameaçando a existência de várias espécies como atum e linguado. Os corais estão se deteriorando pela acidez das águas e, como não poderia ser diferente, pela pesca – especialmente a realizada em águas profundas, que chega a destruir corais de centenas de anos. Para que a recuperação das vidas marinhas fosse viável, as águas precisariam estar limpas, o que está cada vez mais distante da realidade. Novamente, a dieta vegetariana ganha força, já que uma das grandes causadoras da poluição das águas é a pecuária e, com grande eficiência, a criação de porcos. Dados da Sociedade Vegetariana Brasileira mostram que uma criação de porcos média produz a mesma quantidade de excrementos quanto uma cidade de<br />
12 mil habitantes. Até reservas subterrâneas de água são contaminadas, como o aqüífero Guarani. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina realizaram um estudo em 2004 e descobriram que o risco de contaminação das águas, vindo do depósito de fezes e urinas da suinocultura, é muito preocupante.<br />
O último relatório do IPCC trouxe diversas previsões assustadoras para nosso planeta – como fome, falta de água, inundações e extinções. E, cabe enfatizar, previsões essas para todas as espécies. Contudo, é momento de nos enxergamos por outra ótica, deixarmos de inferiorizar os outros animais e de supervalorizar o ser humano. Com bases científicas a favor do planeta, é hora de divulgarmos os benefícios do vegetarianismo como nunca! </div>
<p> Paula Schuwenck</p>
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	</item>
		<item>
		<title>A anti-ética na cultura do comércio e posse de animais</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 05:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veganosbrasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[*** Todos ***]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Veganismo]]></category>

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		<description><![CDATA[  Imagine o Mercado de Delos, numa cena corriqueira do século 3 A.C.. Lá, homens, mulheres e até crianças eram “emplacados” com tábuas penduradas no pescoço com origem, qualidades e defeitos descritos e o preço em dracmas. Comerciantes abastados chegavam à ilha da cidade, compravam essas pessoas para lhes servirem de escravos e arrogavam então [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=93&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div> <a href="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/07/artigo_robson_fernando.jpg"><img class="size-medium wp-image-94 aligncenter" title="artigo_robson_fernando" src="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/07/artigo_robson_fernando.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></div>
<div>Imagine o Mercado de Delos, numa cena corriqueira do século 3 A.C.. Lá, homens, mulheres e até crianças eram “emplacados” com tábuas penduradas no pescoço com origem, qualidades e defeitos descritos e o preço em dracmas. Comerciantes abastados chegavam à ilha da cidade, compravam essas pessoas para lhes servirem de escravos e arrogavam então a si a posse dos humanos comprados.Imagine você, vindo de uma viagem no tempo, perguntando para um comerciante daqueles quem eram aquelas três crianças nuas no barco dele e se tinham algum parentesco com ele. Então ele diz: “Ah, são uns escravos que comprei agora há pouco. E não sou pai deles, sou dono”. E explica que os garotos comprados eram de sua preferência: morenos, cabelos longos e de olhos verdes, e satisfaziam aos seus desejos de ter crianças bonitas para sua companhia afetiva.</p>
<p>Uma sensação de indignação e compaixão invade você ao ver aquele senhor tratando aquelas crianças como mercadorias, como coisas, como objetos de posse e categorizáveis. Não tolera que ele esteja daquela forma comprando vidas humanas dotadas de afeto e sentimentos num mercado. Num ato de reação humana a atos de desumanidade, você semeia uma conversa argumentativa com o “dono” das crianças na intenção de mostrar que ele está sendo imoral e desumano e fazê-lo libertar aquelas crianças ou adotá-las como filhos de verdade. Seus argumentos falam de as crianças serem humanas iguais a ele, terem sentimentos, pensamentos, desejos, virtudes e direitos naturais à dignidade. O homem então, depois de dez minutos de conversa, vai embora irritado, levando as crianças, sem assimilar a moral de direitos humanos que você tentou incutir nele. Para ele, os meninos eram seres inferiores e sem direito à dignidade que apenas os humanos de sua “raça” tinham e cujos sentimentos e demonstrações de inteligência serviriam para sua função de escravos de companhia.</p>
<p>Agora, imagine você, dois anos depois de voltar daquela viagem temporal, na frente de um pet shop, querendo comprar filhotes de um yorkshire, manifestando preferência por cãezinhos de pêlo comprido, liso e de cor acaju. Paga então 600 reais por dois cachorros. Quando você vai saindo com os dois filhotes recém-desmamados, chega um defensor animal, com a camisa manifestando o ideal da libertação animal. Ele logo começa uma pequena entrevista com você sobre os animais recém-comprados. “Você é o quê desses cães? E como os obteve?”, pergunta o ativista. Você, imaginando o quão idiotas aquelas perguntas pareciam ser, diz cordialmente “Sou dono deles, ué. Comprei-os aqui no pet shop”. E afirma que você os comprou para que lhe fossem companheiros. Uma sensação de indignação e compaixão invade o rapaz ao ver você tratando esses animais como mercadorias, como coisas, como objetos de posse e categorizáveis (você os comprou com seletividade de raça, cor e pelagem). Ele então lhe bombardeia de argumentos que corroboram o caráter antiético do comércio e da arrogância de posse de animais: um deles é que os animais não-humanos têm sentimentos, pensamentos, desejos, virtudes e direitos naturais à dignidade, ainda que os pensamentos sejam construídos de forma diferente do pensar humano.</p>
<p>Você, caso seja empático, começa a ficar pensativo: algo parecido já acontecera antes. Depois de uma boa reflexão, repara que as únicas diferenças entre as criaturas defendidas por você no século 3 A.C. e as defendidas pelo defensor animal no século 21 D.C. são a espécie e a presença ou ausência das capacidades de fala articulada, raciocínio, intelecto e trabalho manual complexo.</p>
<p>Partindo dessa lição que você teve com a relação entre as falas do ativista da causa animal e o déjà-vu de Delos, convido a pensar: é certo categorizar um animal de espécie diferente como portando uma vida inferior à humana só por causa da falta de habilidades humanas, a despeito de todas as semelhanças existentes?</p>
<p>Se você começar a refletir seriamente e finalmente pensar “É, por que os animais, que são mais parecidos conosco do que pensamos tradicionalmente, ainda assim são tratados como inferiores?”, vai, por tabela, perceber também que é eticamente errado arrogar a si os direitos de ter posse de animais e valorar suas vidas. Do mesmo jeito que é considerado absurdo valorar a vida humana ou ter posse da vida e pessoa alheia.</p>
<p>Para ser mais evidente ainda em minha colocação sobre o especismo e a antiética da posse e comércio de animais não-humanos, vamos adotar dois exemplos que você considera nobres.</p>
<p>Primeiro, pense num Homo erectus. Ele tinha sentimentos, desejos, virtudes, pensamentos, como você que é Homo sapiens sapiens. Mas não tinha o intelecto nem o raciocínio apurado que você tem, nem falava direito e suas melhores ferramentas eram objetos de pedra rudimentarmente trabalhados. Pergunto: ele era inferior a você? A vida dele era inferior à sua? Ele merecia restrição de direitos só porque não tinha as habilidades humanas desenvolvidas? Deveríamos comercializá-los em “super pet shops” caso existissem? Pense nisso.</p>
<p>Agora pense num bebê. Você vai pensar “Poxa, um bebê? Claro que ele tem sentimentos, desejos, virtudes, pensamentos (ainda que em linguagem rudimentar), etc.”. Mas entro com a suposição de que ele fosse um bebê que tivesse uma doença degenerativa que lhe causasse uma atrofia cerebral, impedindo que ele desenvolvesse a maioria de suas habilidades de ser humano quando crescesse, e fizesse-o morrer aos 12 anos (mesma idade em que muitos cães e gatos morrem). Reflita então: ele merece ser vendido? Você compraria esse bebê de uma família que não tivesse condições de custear sua sobrevivência? Você se acharia dono desse bebê? Atenção, lembre-se de que ele não poderia nunca desenvolver intelecto, raciocínio, habilidade laboral, nada disso. Mas não deixa de ter sentimentos, desejos, necessidades e virtudes. Ele inclusive demonstra muito carinho para com você, da mesma forma que os filhotes de yorkshire comprados na história dos primeiros parágrafos lhe demonstram.</p>
<p>Faço a pergunta depois de todos esses casos: qual a diferença entre os seres humanos normais e os descritos no parágrafo acima? A presença de raciocínio, intelecto, habilidades manuais, etc.. E agora qual é a diferença entre o bebê mais o Homo erectus e os cães, gatos, bois, peixes-betas, iguanas, etc.? A única resposta adequada, apesar de sua possível visão especista indignada com minha comparação, é: a espécie. Daí pergunto: por que você compra cães e gatos mas repudia uma hipotética comercialização de espécimes de Homo erectus ou bebês com deficiência de raciocínio?</p>
<p>Agora você está começando a enxergar o quão antiética é a venda e a posse de animais. Não é ético que comercializemos ou nos apossemos de animais, que têm tanto em comum conosco e cujas ausências de habilidades humanas poderiam ser notadas em outros hominídeos ou em humanos com capacidades cerebrais comprometidas.</p>
<p>Como a posse de animais é algo moralmente errado, não devemos mais nos considerar “donos” dos animais, uma vez que a palavra “dono” conota posse ou propriedade e odiaríamos que alguém dissesse ser dono de seus filhos. O certo é nos entitularmos “tutores”, já que estamos educando e cuidando de nossos animais domésticos e os termos “educação” e “cuidados” servem perfeitamente também para nossas crianças ou, por outro exemplo, intercambistas que estejam sob nossos cuidados. E como o comércio de animais também é antiético, fica meu clamor: NÃO COMPRE OU VENDA ANIMAIS, ADOTE-OS OU DOE-OS.</p>
<p>P.S: Se você se irritou com este artigo, pergunto: qual é o fundamento dessa irritação, além de mero especismo? O que foi dito aqui que está indiscutivelmente errado? E por que para você os animais não-humanos continuam não merecendo os direitos básicos que o ser humano tem (liberdade e dignidade, para dar os exemplos mais óbvios)? Acalme-se e reflita com o melhor de sua racionalidade.</p>
</div>
<div>Robson Fernando*</div>
<div> </div>
<div>*<em> recifense nascido em 17/02/1987, é estudante de Gestão Ambiental e escreve artigos independentes (ainda sem remuneração). E-mail: </em><a href="mailto:robfbms@hotmail.com"><em>robfbms@hotmail.com</em></a><em> </em></div>
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		<title>Abolição da exploração animal: a jornada não começará enquanto estivermos andando para trás (Gary L. Francione)</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 04:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veganosbrasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[*** Todos ***]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>

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		<description><![CDATA[Em &#8220;The Longest JourneyBegins with a Single Step: Promoting Animal Rights by Promoting Reform&#8221; (http://www.satyamag.com/sept06/singer-friedrich.html), Peter Singer e Bruce Friedrich, da PETA, afirmam que, “recentemente”, surgiu uma “estranha” controvérsia sobre se os defensores dos animais devem, ou não, buscar o bem-estar animal como um meio de alcançar os direitos animais. Essa controvérsia não é nem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=81&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_85" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/07/gary-dogs1.gif"><img class="size-full wp-image-85" title="gary-dogs" src="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/07/gary-dogs1.gif?w=614" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Gary L. Francione é Distinguished Professor de Direito e o Katzenbach Scholar de Direito e Filosofia na Rutgers University, EUA. Autor de 5 livros, Francione desenvolveu a teoria de direitos animais abolicionista.</p></div>
<p>Em &#8220;<em>The Longest Journey</em><em>Begins with a Single Step: Promoting Animal Rights by Promoting Reform</em>&#8221; (<a href="http://www.satyamag.com/sept06/singer-friedrich.html">http://www.satyamag.com/sept06/singer-friedrich.html</a>), Peter Singer e Bruce Friedrich, da PETA, afirmam que, “recentemente”, surgiu uma “estranha” controvérsia sobre se os defensores dos animais devem, ou não, buscar o bem-estar animal como um meio de alcançar os direitos animais. Essa controvérsia não é nem “estranha” nem “recente”. Não é “estranha” porque há uma inconsistência fundamental entre a regulamentação e a abolição da exploração animal. Tampouco é recente, pois a tensão entre os direitos e o bem-estar tem sido uma constante no movimento pela defesa animal nos últimos 15 anos. O que é recente é o surgimento de um movimento mundial de base que vem desafiando a hegemonia das corporações do bem-estar animal, as quais têm dominado o movimento, e que está tentando formular um paradigma alternativo abolicionista. Portanto, não é de surpreender que Singer, que é o principal formulador da ideologia bem-estarista, e a PETA, que implementa essa ideologia e sustenta que qualquer dissidência, ou mesmo qualquer discussão, é divisionista e ameaça a unidade do movimento, estejam expressando sua preocupação.</p>
<p>Existem, pelo menos, cinco razões para um(a) abolicionista rejeitar a abordagem bem-estarista apresentada pelo artigo de Singer/Friedrich.</p>
<p><strong>1. Bem-estar animal: tornando a exploração mais eficiente</strong></p>
<p>Singer e Friedrich afirmam que as reformas bem-estaristas reconhecerão que os não-humanos têm “direitos” e “interesses”—que estas reformas retirarão, incrementalmente, os animais da sua presente condição de propriedade ou mercadorias com valor apenas extrínseco ou condicional. Eles estão errados. As reformas que eles apóiam não têm nada a ver com o reconhecimento de que os animais têm interesses moralmente significativos que devem ser protegidos mesmo quando não houver benefício econômico para os humanos. Em sua maioria, tais reformas, como a quase totalidade das medidas bem-estaristas, não fazem nada além de tornar a exploração animal mais lucrativa para os exploradores, emaranhando ainda mais os não-humanos  no paradigma da propriedade.</p>
<p>Por exemplo, considere a campanha que levou o McDonald’s a exigir padrões supostamente mais “humanitários” nos matadouros e aumento de espaço para as galinhas poedeiras criadas em gaiolas de bateria. Singer aplaude estas ações do McDonald’s, as quais foram seguidas pela Wendy’s e o Burger King, como um “raio de luz” e como “os primeiros sinais de esperança para os animais de fazenda nos EUA, desde que o moderno movimento pela defesa animal começou” (<em>N.Y. Rev. of Books </em>, 15 de maio de 2003). Friedrich afirma que “tem havido uma verdadeira mudança de consciência” no que se refere ao tratamento dos animais usados para alimento (<em>L.A. Times </em>, 29 de abril de 2003), e Lisa Lange, da PETA, louva o McDonald’s por estar “‘sendo o precursor’ das reformas das práticas dos fornecedores de fast-food, no que concerne ao tratamento e ao abate de seus bois e aves” ( <em>L.A. Times </em>, 23 fevereiro de 2005).</p>
<p>Os padrões dos matadouros elogiados por Singer e pela PETA foram desenvolvidos por Temple Grandin, uma projetista de “sistemas humanitários de abate e manejo”. As diretrizes de Grandin, que envolvem técnicas para mover os animais ao longo do processo de abate e atordoá-los, baseiam-se, explicitamente, em questões econômicas. Segundo Grandin, um manejo correto dos animais a serem abatidos “mantém a indústria da carne funcionando com segurança, eficiência e lucratividade”. Um atordoamento adequado é importante porque “resulta em carne de melhor qualidade. Um atordoamento elétrico incorreto deixa manchas de sangue na carne e causa fraturas dos ossos&#8230; Um animal corretamente atordoado produz uma carcaça imóvel, que os trabalhadores da indústria podem manusear com segurança”. Ela sustenta que “o manejo cuidadoso, em instalações bem planejadas, minimiza o nível de estresse, aumenta a eficiência e mantém a boa qualidade da carne. Um manejo inadequado e equipamentos mal planejados são prejudiciais ao bem-estar animal e à qualidade da carne” (<a href="http://www.grandin.com/">www.grandin.com</a>).</p>
<p>Ao discutir, de um modo geral, os melhoramentos no abate e nas gaiolas de bateria, aos quais Singer e Friedrich se referem, o McDonald’s declara: “Os animais bem tratados são menos propensos a doenças, machucados e estresse, fatores que têm, nas condições dos animais de criação, o mesmo impacto negativo que nas pessoas. As práticas adequadas do bem-estar animal também beneficiam os produtores. Agir de acordo com as nossas diretrizes para o bem-estar animal ajuda a garantir uma produção eficiente, reduzindo o desperdício e os prejuízos. Isso torna os nossos fornecedores altamente competitivos” (www.mcdonalds.com). A Wendy’s também enfatiza a eficiência de seu programa de bem-estar animal: “Estudos mostraram que os métodos humanitários de manejo animal não apenas previnem o sofrimento desnecessário como também podem resultar num ambiente de trabalho mais seguro para os funcionários das fazendas e da indústria de criação” (<a href="http://www.wendys.com/">www.wendys.com</a>). Em um artigo sobre reformas voluntárias feitas dentro da indústria da carne, o <em>Los Angeles Times declara que, “em parte, as reformas são realizadas de acordo com interesses próprios. Quando um animal é contundido, sua carne fica pastosa e deve ser descartada. Mesmo o estresse, especialmente antes do abate, pode afetar a qualidade da carne”</em> (29 de abril de 2003).</p>
<p>Esse exemplo, e existem muitos outros, ilustra como os produtores de produtos animais—trabalhando com proeminentes defensores da causa animal—estão ficando melhores na tarefa de explorar os não-humanos de modo economicamente eficaz, ao adotarem medidas que aumentam a qualidade da carne e a segurança dos trabalhadores. Mas isso não tem absolutamente nada a ver com o reconhecimento de que os animais possuem valor inerente, ou que possuem interesses que devem ser respeitados mesmo quando isto não for economicamente vantajoso para os humanos. As supostas melhoras no bem-estar animal são, em sua maioria, limitadas e justificadas pelos seus benefícios aos exploradores e consumidores. Além disso, as grandes corporações de exploradores de animais podem agora mostrar ao público os elogios que os defensores da causa animal, como Singer e a PETA, estão lhes fazendo por causa de seu tratamento supostamente “humanitário” dos animais não-humanos. É digno de nota que a A PETA tenha concedido o Visionary of the Year Award/2005 [prêmio visionária do ano] a Grandin, que é uma consultora do McDonald’s e de outras redes de fast-food, por seus “inovadores melhoramentos” nos processos de abate. E Ingrid Newkirk, da PETA, elogia Grandin por “ter feito mais para reduzir o sofrimento no mundo do que qualquer outra pessoa até hoje” (<em>New Yorker, </em>14 de abril de 2003).</p>
<p>Existem também sérias dúvidas quanto a essas mudanças causarem alguma melhora significativa no tratamento dado ao animal, independentemente da questão da exploração eficiente. Um matadouro que segue as diretrizes de Grandin para o atordoamento, para o uso do bastão elétrico e para outros aspectos do processo de abate continua sendo um lugar horrendo. Pode ser que galinhas poedeiras em gaiolas de bateria, que fornecem ovos para algumas das maiores cadeias de fast-food, vivam agora em uma área equivalente a um quadrado com aproximadamente 21,6 cm de lado, em vez da área-padrão na indústria—um quadrado com cerca de 17,8 cm de lado—mas seria absurdo afirmar que a existência de uma galinha poedeira é qualquer outra coisa que não miserável.</p>
<p><strong>2. Bem-estar animal: deixando o público mais à vontade quanto à exploração animal</strong></p>
<p>Singer e Friedrich afirmam, sem qualquer sustentação, que as reformas bem-estaristas levarão a uma maior proteção para os animais e, então, à “libertação animal” (leia mais sobre isto abaixo). Mas já temos bem-estarismo há cerca de 200 anos e não há qualquer tipo de evidência de que as reformas do bem-estar levem a uma proteção significativa dos interesses dos animais, muito menos à abolição. Na verdade, estamos usando mais não-humanos atualmente, e de modos mais horrendos, do que em qualquer outro momento da história humana. Se fizemos umas poucas melhoras em alguns aspectos do tratamento animal, essas melhoras foram, na maior parte das vezes, limitadas à medidas que tornaram a exploração animal mais lucrativa. Embora seja possível, em teoria, ir além desse nível mínimo de proteção animal, a condição de propriedade dos não-humanos e a resultante preocupação em se maximizar o valor da propriedade animal militam fortemente contra melhoras significativas no tratamento dos animais, e asseguram que o bem-estar faça pouco mais do que tornar a exploração animal mais eficaz em termos econômicos e mais aceita em termos sociais. Em todo caso, as reformas que foram propostas por Singer e Friedrich, e que estão sendo promovidas atualmente pelas corporações bem-estaristas nos Estados Unidos, não vão além do nível mínimo.</p>
<p>Singer e Friedrich afirmam que aqueles que se opõem ao bem-estarismo estão dizendo que, “antes dessas reformas, um grande número de pessoas recusava-se a comer carne, mas agora essas pessoas decidiram que, já que os animais não são tão maltratados, elas podem voltar a comer carne”. Nem eu, nem nenhum crítico do bem-estarismo de que eu tenha notícia, jamais disse tal coisa. O que eu disse foi que não há dúvida de que o bem-estar animal não resultou em um grande número de não-veganos mudando seu comportamento e recusando-se a comer carne ou outros produtos animais, e que as reformas bem-estaristas não têm probabilidade de levar as pessoas nessa direção a curto prazo, justamente porque elas fazem as pessoas se sentirem mais confortáveis em relação à exploração animal. Esse conforto é a mensagem explícita do movimento bem-estarista. Os defensores dos animais afirmam que “nós podemos consumir com consciência” ( <em>N.Y. Times, </em>6 de outubro de 2004, declaração de Paul Waldau). De fato, em seu último livro, <em>The Way We Eat: Why Our Food Choices Matter</em><em>[publicado no Brasil com o título de </em><em>A Ética da Alimentação - Como Nossos Hábitos Alimentares Influenciam o Meio Ambiente e o Nosso Bem-Estar</em>]<em>, </em>Singer e o co-autor, Jim Mason, afirmam que podemos ser “onívoros conscienciosos” e explorar os animais eticamente se, por exemplo, escolhermos comer somente animais que tenham sido bem tratados e abatidos sem dor ou angústia.</p>
<p>A mensagem dessa abordagem é bem clara e, se Singer e Friedrich pensam, realmente, que ela não encoraja o consumo de produtos animais, estão iludidos. Além de tudo, as reformas bem-estaristas podem aumentar a demanda e o saldo de sofrimento. A relação entre o aumento da demanda e o padrão “humanitário” é reconhecida pelos próprios bem-estaristas. Por exemplo, um material impresso produzido pela The Humane Society of the United States para promover sua campanha por alternativas mais “humanitárias” às celas de gestação para porcas declara, explicitamente, que a adoção de sistemas alternativos pode resultar numa maior demanda ou na possibilidade dos produtores cobrarem a mais pelos seus produtos.</p>
<p>Eu gostaria de dividir com vocês uma história que ilustra o problema. Quando o Whole Foods abriu um mercado perto da minha casa, ele vendia carne e derivados, mas não tinha uma seção de carne. Agora já existe uma grande seção de carne e peixes frescos. Também existem placas pelo mercado, fazendo propaganda da “Animal Compassion Foundation”, estabelecida pelo Whole Foods, a qual fornece fundos a pecuaristas, assim como a criadores de outros tipos de animais para consumo, para que eles possam desenvolver maneiras de criar os seus não-humanos mais “humanitariamente”. Há algumas semanas, passando pelo balcão de carne, eu disse a um funcionário que achava vergonhoso que o Whole Foods vendesse cadáveres. O funcionário respondeu: “Você sabia que a PETA deu um prêmio ao Whole Foods por tratar bem os animais?”. Sim, é isso. Além de dar um prêmio para Temple Grandin, a PETA também louvou o Whole Foods por “exigir que seus produtores adotem padrões rigorosos” (<a href="http://www.peta.org/">www.peta.org</a>). O livro<em>The Way We Eat</em><em>está cheio de páginas derramando elogios ao Whole Foods por ser um vendedor eticamente responsável de produtos animais.</em></p>
<p>Fora o fato de que existem sérias dúvidas quanto aos “padrões rigorosos” (elogiados por PETA e outros) terem qualquer efeito significativo sobre as vidas e as mortes dos animais cujos cadáveres são vendidos no Whole Foods (em breve sairá um artigo do Professor Darian Ibrahim, da Universidade do Arizona, afirmando que os padrões são insuficientes), esse tipo de abordagem só aumenta a confusão onde deveria haver clareza, e encoraja as pessoas a acreditarem que “nós podemos consumir com consciência”, o que serve para perpetuar—e legitimar—o consumo de produtos animais. Nas palavras de um crítico do <em>The Way We Eat,</em><strong> </strong>na Amazon.com: “Você não precisa se tornar um vegetariano, nem mesmo um vegano, embora tornar-se um deles seja uma boa maneira de se viver, tanto no que se refere à saúde quanto à moral<strong>;</strong> mas o livro com certeza faz você querer comprar no Whole Foods, comprar galinha criada solta e fazer tudo o que puder para que a sua comida venha de uma fonte decente”.</p>
<p><strong>3. O objetivo? <em>Qual </em>objetivo?</strong></p>
<p>Singer e Friedrich falam sobre como o bem-estar promove os “direitos animais” e alegam que a oposição ao bem-estar é “contraproducente para o objetivo da libertação animal, que todos nós compartilhamos”. Qual é exatamente o objetivo que todos nós compartilhamos?</p>
<p>Singer é um utilitarista que consistentemente rejeita os direitos morais de ambos não-humanos <em>e </em>humanos, embora, de forma confusa, use a linguagem dos direitos quando acha conveniente. Então, para começar, aqueles que afirmam que os humanos possuem certos direitos morais, como o direito de não ser escravizado ou usado como mercadoria pelos outros, não compartilham o objetivo de Singer, no que diz respeito aos humanos. No que diz respeito aos não-humanos, Singer não é contrário ao uso, em si, da maioria dos animais; ele só se preocupa com o tratamento. Até onde ele discute o uso, só o faz no contexto de uma preocupação com o fato de que talvez não sejamos capazes de garantir um tratamento adequado. Mas seu objetivo não é a abolição de toda exploração animal. Tendo em vista a teoria moral geral de Singer, a abolição <em>não pode</em> ser seu objetivo. Singer mantém, consistentemente, que a maioria dos não-humanos não tem interesse em continuar vivendo porque eles não são conscientes de si da mesma maneira que os humanos são conscientes de si, e, como resultado, não se importam se os usamos ou não; importam-se apenas com a maneira como os usamos. Isso reflete o ponto de vista de Jeremy Bentham, um utilitarista do século 19, em quem Singer baseia sua teoria. Bentham argumenta que, embora os animais possam sofrer e que, portanto, importem moralmente, eles não se incomodam se, por exemplo, nós os comemos. Eles se importam, somente, com o modo como os tratamos até comê-los.</p>
<p>Essa visão—a de que não é o uso, em si, mas somente o tratamento—é o fundamento da ideologia bem-estarista e difere da posição dos direitos animais por mim articulada. Eu afirmo que se os animais tiverem interesse na existência continuada—e eu argumento que todos os seres sencientes o têm—então o nosso uso deles como recursos (independentemente de quão “humanitariamente” os tratemos) não pode ser moralmente defensável, e nós devemos procurar abolir, e não regulamentar, a exploração animal. Eu também argumento que Singer está errado ao afirmar que é possível conferir igual consideração aos interesses que ele reconhece que os animais têm, enquanto os animais forem propriedade dos humanos. Os interesses da propriedade quase sempre serão encarados como tendo menos peso do que os interesses dos donos da propriedade.</p>
<p>Você não precisa se aprofundar em filosofia, no entanto, para avaliar a natureza da “libertação animal” de Singer. Seu último livro não apenas afirma que nós podemos comer animais e produtos animais eticamente, como traz uma revelação que nos informa sobre Singer e sua visão da violência contra os não-humanos. No livro <em>The Way We Eat, </em><em>Singer e Mason nos contam que ficaram sabendo que uma granja industrial de perus precisava de funcionários para auxiliar na inseminação artificial. “Mordidos pela  curiosidade, resolvemos ver com nossos próprios olhos o que estava, realmente, envolvido nesse trabalho”. Singer e Mason passaram um dia “coletando sêmen e inserindo-o nas peruas”. Eles capturavam e retinham os perus enquanto outro funcionário “espremia a abertura do macho até que ela se abrisse e o sêmen branco jorrasse para fora. Usando uma bomba a vácuo, ele aspirava o sêmen para uma seringa”. Singer e Mason tinham, então, que “quebrar” a fêmea, o que envolvia reter a ave “de modo que a traseira fique levantada e com a cloaca aberta”. O inseminador introduzia um tubo na fêmea e, por meio de uma golfada de ar, inseria o sêmen dentro do oviduto da ave. </em></p>
<p>E não foram apenas os perus que tiveram um dia desagradável. Singer e Mason reclamam que o trabalho deles na granja industrial  foi “o mais duro, o mais afobado, o mais sujo, o mais nojento, o mais mal pago que jamais fizemos. Durante dez horas agarramos e lutamos contra aves, virando-as de cabeça para baixo, ficando de cara para seus buracos escancarados, tentando escapar da merda que esguichava deles, enquanto respirávamos uma ventania de pó e penas causada pelos animais em pânico”. Tudo isso e “ainda recebemos uma torrente de abusos verbais do capataz. Duramos somente um dia naquele emprego”. Isto faz a gente pensar: Será que Singer e Mason teriam voltado para um segundo dia, se as condições de trabalho tivessem sido melhores?</p>
<p>É bastante perturbador que Singer e Mason considerem moralmente aceitável empregar violência contra não-humanos por qualquer razão que seja, particularmente para satisfazer sua curiosidade sobre<em>“</em><em>o que estava, realmente, envolvido nesse trabalho”. Eu diria que não existe uma maneira não-especista de justificar o que Singer e Mason afirmam ter feito, com o objetivo de ver o “que está envolvido” nesses atos de violência, sem também justificar o estupro de uma mulher ou o abuso de uma criança. Talvez as ações perversas de Singer com os perus possam ser explicadas por sua declaração </em>em Nerve.com, em 2001, de que “sexo com animais nem sempre envolve crueldade” e que nós podemos ter contato sexual “mutuamente gratificante” com não-humanos. De qualquer forma, se a violência contra animais é permitida pela teoria de Singer, não precisamos saber muito mais antes de concluirmos que essa teoria possui algumas falhas muito sérias e que seus objetivos não são, provavelmente, os mesmos que Singer pensa que nós compartilhamos.</p>
<p>Quanto aos objetivos de Friedrich e da PETA, uma coisa que ficou muito clara ao longo dos anos é que o entendimento da PETA a respeito do que seja “direitos animais” é, no mínimo, idiossincrático. Para citar um exemplo dentre vários, nenhuma teoria de direitos animais que eu conheça sancionaria o extermínio em massa de não-humanos saudáveis, como ocorreu em 1991 no “santuário” de Aspen Hill da PETA, ou, mais recentemente, na sede administrativa da PETA, e pelas mãos de funcionários dessa organização, que, conforme se alegou, utilizaram de falsidade para obter animais saudáveis que foram posteriormente mortos e descartados. Creio que se você concordar com Singer—que os animais mortos pela PETA não tinham interesse em suas vidas, mas apenas queriam uma morte “boa” ou “compassiva”—isso deva fazer sentido para você. Eu, entretanto, discordaria.</p>
<p>Quando os defensores dos animais questionam os bem-estaristas das corporações, a resposta-padrão é dizer que todos nós temos o mesmo objetivo, que todos nós estamos trabalhando pelos animais e que divergências ou discussões ameaçarão a unidade do movimento. Assim como a noção de “consumo compassivo”, a noção de “unidade do movimento” é uma ficção utilizada para manter o controle sobre o discurso e a estratégia. Não existe “unidade” no movimento porque existe uma diferença irreconciliável entre a posição abolicionistas/direitos e a posição regulamentação/bem-estar, entre aqueles que afirmam que nós deveríamos ser tão “fanáticos” (para usar a descrição depreciativa de Singer) em relação ao especismo quanto somos em relação à exploração humana, e aqueles que, como Singer, não pensam assim. As proclamações sobre a “unidade” do movimento são, simplesmente, uma outra maneira de dizer aos defensores dos animais que não questionem o controle do movimento pelos bem-estaristas das corporações de defesa animal.</p>
<p><strong>4. Bem-estar animal ou nada: a falsa dicotomia</strong></p>
<p>Singer e Friedrich afirmam que aqueles que se preocupam com os não-humanos têm duas escolhas: ou buscar o bem-estar animal ou nada fazer para ajudar os animais. A implicação aqui é que a posição abolicionista é por demais idealista e não pode oferecer uma estratégia a curto prazo. Essa é uma manobra-padrão dos bem-estaristas e não está claro, para mim, se eles realmente acreditam nisso ou se se trata apenas de um slogan. De qualquer maneira, Singer e Friedrich nos apresentam uma falsa dicotomia.</p>
<p>Nós estamos infligindo dor, sofrimento e morte a bilhões de não-humanos todos os anos. Ninguém—nem mesmo os mais ferrenhos abolicionistas—afirma que nós seremos capazes de acabar com isso da noite para o dia ou, na verdade, num futuro próximo. A questão que se coloca aos defensores dos animais é o que fazer <em>agora.</em> Além do mais, vivemos em um mundo de tempo e recursos limitados. Não podemos fazer tudo. Então, a questão—pelo menos para aqueles cujo objetivo é a abolição—se torna: o que escolher fazer agora para reduzir o maior sofrimento possível a curto prazo, que seja consistente com a abordagem abolicionista e que vá construir um movimento político para que ocorram mais mudanças na direção abolicionista?</p>
<p>Eu diria que o bem-estarismo não é a escolha racional para os abolicionistas. Já está um pouquinho tarde para promovermos o bem-estar animal como o “único passo” que nos fará iniciar a nossa longa jornada. Já gastamos bilhões de dólares e o que temos para mostrar? Ofereço uma resposta: nada, certamente nada que possa ser descrito como um uso efetivo dos nossos limitados recursos. Singer e Friedrich citam o Animal Welfare Act (uma lei federal nos Estados Unidos que tem o propósito de regulamentar o uso de não-humanos em experimentos e exposições) e o U.S. Humane Slaughter Act [lei do abate humanitário] como exemplos de leis bem-estaristas que, se não existissem, os animais estariam em piores condições ainda. Eu discordo.</p>
<p>O Animal Welfare Act, que nem mesmo se aplica a 90% dos não-humanos utilizados em experimentos, não impõe, na realidade, qualquer limite substantivo àquilo que os vivisseccionistas podem fazer com os animais nos laboratórios. O que o Animal Welfare Act faz, no entanto, é oferecer um recurso que a comunidade científica e pessoas como Singer e Friedrich podem exibir, de forma a assegurar ao público que existe uma regulamentação da vivissecção. De novo: o propósito fundamental do Act é fazer os consumidores se sentirem mais à vontade. O Act não exige muito mais proteção do que um proprietário racional ofereceria à sua propriedade, em primeiro lugar, e tem havido inúmeras instâncias em que o governo dos EUA não exige seu cumprimento.</p>
<p>Singer e Friedrich também citam, como exemplo de progresso do bem-estar animal, o fato de que “as mudanças feitas na densidade dos grupos de galinhas, embora escassas, significam que o índice anual de mortes caiu de 20%  para 2%  ou  3%”. Isto é particularmente bizarro, considerando-se que, no final, 100% das galinhas serão mortas. Qualquer redução das mortes antes do abate mantém as aves vivas por mais tempo em condições terríveis e aumenta o lucro dos exploradores. Dessa forma, os bem-estaristas tiveram sucesso em ensinar os exploradores, nas palavras do McDonald’s, “a garantir uma produção eficiente e reduzir desperdícios e prejuízos”. Singer e Friedrich podem achar isso formidável. Eu não.</p>
<p>Então, o que um abolicionista pode fazer agora para reduzir o sofrimento de modo mais efetivo a curto prazo, e que seja consistente com os fins abolicionistas? A abordagem abolicionista oferece orientação prática em vários aspectos. A forma mais importante de mudança incremental é a decisão do indivíduo de tornar-se vegano. O veganismo, ou a abstenção de todos os produtos animais, é muito mais do que uma questão de dieta ou de estilo de vida; é um posicionamento moral e político no qual o indivíduo aceita o princípio da abolição na sua própria vida. O veganismo é o objetivo verdadeiramente abolicionista que todos nós podemos alcançar—e podemos alcançá-lo imediatamente, começando com a nossa próxima refeição. Se é que, algum dia, efetivaremos alguma mudança significativa no nosso tratamento dos animais e, um dia, acabaremos com o uso deles, é imperativo que haja um movimento social e político que busque ativamente a abolição e considere o veganismo uma parte de sua base moral. Não existe, é claro, distinção racional entre carne e outros produtos animais, tais como ovos ou laticínios, ou entre pele e couro, seda ou lã.</p>
<p>A maioria das organizações pela causa animal nos EUA concentra seus esforços no bem-estar, mesmo que diga que se importa com o veganismo. Um excelente exemplo disso é a PETA. Por um lado a PETA pretende encorajar o veganismo. Por outro, suas campanhas são, na maior parte, voltadas às tradicionais regulamentações bem-estaristas—e a organização promove, ativa e confusamente, o conceito de produtos animais produzidos de maneira “humanitária”.</p>
<p>No entanto, o veganismo não é promovido, em sentido nenhum, como uma base moral do movimento. Ao contrário, o veganismo é apresentado como um mero estilo de vida opcional e, freqüentemente, é descrito como algo difícil e apenas possível para algumas pessoas devotadas, em vez de uma maneira simples de se eliminar a exploração. Ou seja, o movimento das corporações de defesa animal, que tem muitos líderes que nem são veganos, coloca, ele próprio, a posição vegana/abolicionista como uma posição “marginal” ou “radical”, tornando a posição “normal” ou “mainstream” aquela em que tentamos “consumir com compaixão”. Na verdade, Singer afirma que “nós não precisamos ser fanáticos” quanto a questões alimentares e que é aceitável “um pouco de auto-indulgência, se você conseguir mantê-la sob controle” (<em>The Way We Eat</em>). É claro que nós jamais diríamos que “um pouco de auto-indulgência” é aceitável com relação a estupro, assassinato, abuso de crianças ou outras formas de exploração humana, mas o chamado “pai do movimento pelos direitos animais” nos assegura que “um pouco de auto-indulgência” na nossa participação, enquanto consumidores, da matança brutal de não-humanos, não é nada com que nos preocuparmos. É aceitável—na verdade, é esperado—ser “fanático” em relação a não molestar crianças ou a não participar de outras formas de exploração humana, mas Singer nos diz que é aceitável ser flexível quanto à exploração dos não-humanos.</p>
<p>Um movimento que busca a abolição deve ter o veganismo como princípio fundamental e não deveria ter, como sua posição “mainstream”, a de que podemos ser “onívoros conscienciosos e consumir com compaixão”. Temos de ser claros. Consumo “compassivo” é um mito insidioso. Todos os produtos animais, inclusive aqueles com o insidioso selo “Certified Humane Raised and Handled” [certificação de criação e manejo humanitários], fornecido por várias corporações bem-estaristas, envolvem brutalidades indizíveis.</p>
<p>O veganismo e a educação abolicionista, incluindo boicotes, demonstrações pacíficas, programas escolares e outros atos não-violentos, voltados a informar o público sobre as dimensões morais e ambientais do veganismo e da abolição, e sobre os benefícios da dieta vegana à saúde humana, oferecem estratégias práticas e incrementais, tanto em termos da redução do sofrimento animal agora, quanto em termos de se construir um movimento futuro que será capaz de obter uma legislação mais significativa sob a forma de proibições em vez da mera regulamentação “humanitária”. Se no final da década de 80—quando a comunidade pela defesa animal nos EUA optou muito deliberadamente por uma agenda bem-estarista—uma porção substancial dos recursos do movimento tivesse sido investida na promoção do veganismo, provavelmente hoje existiriam centenas de milhares de veganos a mais do que existem. Esta é uma estimativa muito conservadora, dadas as centenas de milhões de dólares que foram gastos pelos grupos de defesa animal para promoverem legislação e iniciativas bem-estaristas. Um número maior de veganos reduziria mais sofrimento, ao diminuir a demanda por produtos animais, do que todos os “sucessos” bem-estaristas juntos multiplicados por dez. Aumentar o número de veganos ajudaria também a construir a base política e econômica necessária para uma mudança social mais ampla, o que é pré-requisito para uma mudança legal. Dada a limitação de tempo e de recursos financeiros disponíveis, a expansão do bem-estar animal tradicional não é uma escolha racional e eficiente, se o que estivermos buscando for, a longo prazo, a abolição, ou mesmo se for, a curto prazo, apenas uma redução do sofrimento animal.</p>
<p>Singer afirma que a realidade é que “tornar-se vegano ainda é um passo grande demais para a maioria” (<em>The Way We Eat</em>). Fora o fato de que mais pessoas poderiam ficar inclinadas a virar veganas, se Singer e as corporações do bem-estar animal não estivessem lhes dizendo que elas podem consumir produtos animais “com compaixão”, a solução é o veganismo progressivo e não produtos animais “humanitários”. Por exemplo, uma campanha para encorajar as pessoas a fazerem uma refeição vegana por dia, depois duas, depois três, é melhor do que encorajá-las a comer carne, ovos ou laticínios produzidos “humanitariamente” em todas as três refeições. Mas a mensagem deve ser clara: veganismo, e não “consumo compassivo”, é o princípio fundamental de um movimento que promove a abolição.</p>
<p>Neste momento, é improvável o sucesso da maioria das campanhas legislativas ou regulatórias que busquem ir além das reformas bem-estaristas tradicionais; não existe uma base política que apóie tais reformas, pois o movimento das corporações pela defesa animal não procurou construir uma. Se, entretanto, os defensores dos animais desejarem investir em tais campanhas, estas deveriam, pelo menos, envolver proibições, e não regulamentações. Estas proibições deveriam reconhecer que os animais têm interesses para além daqueles que têm de ser protegidos com o fim de explorá-los—e estas proibições não deveriam fazer concessões por razões econômicas. Em nenhum momento os defensores dos animais deveriam propor alternativas substitutas, supostamente mais “humanitárias”. Por exemplo, eles deveriam preferir a proibição do uso de todo e qualquer animal em um determinado tipo de experimento, em vez da substituição, nesse experimento, de uma espécie animal por outra. Mas quero deixar claro que eu não sou favorável a se investir qualquer recurso em campanhas legislativas ou regulatórias, neste momento. As concessões que precisam ser feitas, por motivos políticos, geralmente resultam na evisceração do benefício que se buscava. Em vez disso, o movimento abolicionista deve ter seu foco no veganismo, que é uma maneira muito mais prática e efetiva de reduzir a exploração animal.</p>
<p>Eu insisto que o movimento abolicionista deve abraçar uma abordagem não-violenta, tanto no nível das interações individuais quanto em termos da ideologia desse movimento. Como venho argumentando há muito tempo, o movimento pelos direitos animais deve ver a si próprio como o próximo passo no progresso do movimento pela paz; como um movimento que faz a rejeição à injustiça avançar mais um estágio. O problema da exploração animal é complicado e envolve raízes profundas na nossa cultura patriarcal e na nossa perturbadora tolerância à violência contra os seres vulneráveis. A violência não é apenas problemática enquanto questão moral, é também falha enquanto estratégia prática. Nós jamais abordaremos o problema com sucesso, usando a violência para tentar criar um movimento social pela abolição. Como afirmava Gandhi, a força mais poderosa com a qual podemos nos opor à injustiça não é a violência, e sim a não-cooperação. Não existe melhor maneira de nos recusarmos a cooperar com a exploração do não-humanos do que eliminando essa exploração das nossas próprias vidas através do veganismo e educando os outros a fazerem o mesmo. É perturbador que a PETA gaste muito mais tempo fazendo críticas àqueles que se opõem à abordagem bem-estarista do que àqueles que só vão marginalizar ainda mais a questão animal, associando-a à violência.</p>
<p>É também perturbador ver o quanto a PETA utiliza sexismo em suas campanhas, materiais impressos e eventos. O especismo está profundamente  ligado ao sexismo e a outras formas de discriminação contra humanos. Enquanto continuarmos a tratar as mulheres como carne, continuaremos a tratar os não-humanos como carne. Já é tempo dos defensores sériosda causa animal deixarem bem claro à PETA que o sexismo dessa organização é destrutivo e contraproducente.</p>
<p><strong>5. “De que lado você está?” Boa pergunta.</strong></p>
<p>Singer e Friedrich terminam seu artigo com a pergunta: “De que lado você está?”. Eles nos dizem que todos os exploradores de animais se opõem ao bem-estar animal e perguntam se nós queremos ficar do lado dos exploradores que se opõem ao bem-estar ou do lado de Singer e Friedrich, que apóiam o bem-estar. Esta pergunta de Singer e Friedrich é problemática em pelo menos dois aspectos.</p>
<p>Primeiro, ela pressupõe que, se os exploradores de animais se opõem ao bem-estar, deve ser porque o bem-estar é realmente prejudicial aos exploradores de animais. Isto é absurdo e indica ou ingenuidade ou desonestidade. Uma indústria pode se opor a uma regulamentação mesmo quando não se opõe a ela de verdade, e mesmo quando a regulamentação pode beneficiá-la. Um caso que ilustra isto envolve a emenda de 1985 ao Animal Welfare Act federal, que criou os “comitês de ética” para monitorar experimentações em animais. Tais comitês não apenas não promoveram qualquer limite realmente significativo às experimentações animais, como também isolaram, muito eficazmente, a vivissecção da observação pública—mais ainda do que já acontecia antes de 1985. Os vivisseccionistas se opuseram, publicamente, à emenda de 1985, embora muitos deles tenham me dito, em particular, que, pesando-se os prós e os contras, a emenda não prejudicava a prática do uso animal. Eles se opuseram à emenda porque eles se opõem, por princípio, a qualquer regulamentação governamental do uso de animais. Seria difícil encontrar um vivisseccionista que dissesse, de cara limpa, que a emenda de 1985 fez alguma coisa para restringir a vivissecção, e muitos deles estão satisfeitíssimos por poderem, agora, assegurar ao público que existe um comitê responsável por inspecionar todos os experimentos com animais.</p>
<p>Segundo, Singer e Friedrich estão factualmente errados quanto a um grande número de exploradores de animais abraçarem pública e abertamente as reformas bem-estaristas aplaudidas por eles dois. O McDonald’s e outros o fizeram por entenderem que tinham muitíssimo a ganhar. Essas empresas operaram mudanças mínimas que foram mais do que compensadas pela grande publicidade que receberam de proeminentes bem-estaristas. Um acionista destas companhias teria razão em reclamar, caso elas não aceitassem o “acordo” que a PETA e outros lhes propuseram, já que o resultado só pode maximizar a riqueza dos acionistas.</p>
<p>Embora eu geralmente não pense que perguntas como “de que lado você está?” sejam úteis, abrirei uma exceção neste caso e farei a mesma pergunta. Aqui vai:</p>
<ul>
<li>Singer afirma que o uso dos animais em si não suscita uma questão moral porque a maioria dos não-humanos não tem interesse em continuar vivendo;</li>
<li>Singer afirma que nós podemos consumir animais de uma maneira ética;</li>
<li>Singer acha que usar de violência contra não-humanos é uma maneira aceitável de aprender sobre a exploração animal;</li>
<li>A PETA mata (“pratica a eutanásia” é o termo errado, pois dá a entender que a PETA causa uma morte que é do interesse do animal) milhares de animais saudáveis porque aparentemente aceita a visão de Singer de que os animais não têm o interesse fundamental e moralmente importante em continuar a viver. “Direitos animais” significa execuções “humanitárias”.</li>
<li>A PETA promove campanhas que têm o apoio de corporações de exploradores de animais e dá prêmios a exploradores de animais;</li>
<li>A PETA tem exaustivamente banalizado o movimento pelos direitos animais ao transformar a questão da exploração dos não-humanos num grande espetáculo autopromocional de mídia, e tem feito do sexismo um tema constante em suas campanhas.</li>
</ul>
<p>Então, de que lado <em>você</em> está?</p>
<p>© Gary L. Francione</p>
<p><strong>©</strong>Tradução: Fernanda F. de Ferreira e Regina Rheda <strong>© </strong>Ediciones Ánima</p>
<p>Julho de 2006 @ <a href="http://www.abolitionist-online.com/">abolitionist-online</a></p>
<p><a href="http://www.anima.org.ar/libertacao/abordagens/francione.html">http://www.anima.org.ar/libertacao/abordagens/francione.html</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vegartigos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vegartigos.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vegartigos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vegartigos.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vegartigos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vegartigos.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vegartigos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vegartigos.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vegartigos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vegartigos.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vegartigos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vegartigos.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vegartigos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vegartigos.wordpress.com/81/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=81&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Por que me tornei vegano?*</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 03:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veganosbrasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[*** Todos ***]]></category>
		<category><![CDATA[Veganismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu devia ter uns 6 anos e estava passando uns dias na chácara do irmão do meu padrinho. A mulher do homem ia preparar macarronada com frango para o almoço. Era um dos meus pratos preferidos. Então vi a mulher no quintal caçando as galinhas com um facão na mão. Ela agarrou uma e passou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=57&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_58" class="wp-caption aligncenter" style="width: 255px"><a href="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/06/freegans.jpg"><img class="size-medium wp-image-58" title="freegans" src="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/06/freegans.jpg?w=245&#038;h=300" alt="" width="245" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">É preciso ter coragem e ousadia para contrariar uma socidade insana.</p></div>
<p align="justify">Eu devia ter uns 6 anos e estava passando uns dias na chácara do irmão do meu padrinho. A mulher do homem ia preparar macarronada com frango para o almoço. Era um dos meus pratos preferidos. Então vi a mulher no quintal caçando as galinhas com um facão na mão. Ela agarrou uma e passou o facão no pescoço desta. Eu nunca vou esquecer daquela cena de agonia e sofrimento. A cabeça ficou dependurada um tempo, a galinha se debatendo, de repente se desprendeu e eu vi aquele corpo sem cabeça cambaleando pelo quintal e aquele sangue escorrendo, até que o ultimo sinal vital fosse apagado do sistema nervoso.</p>
<p align="justify">Eu não comi frango naquele dia e fiquei muito pensativo. Tinha algo de errado naquilo. Não podia estar certo causar tanto sofrimento a um animal, em troca de sustentar uma pessoa, já que podíamos substituir aquela mistura por outras. Aquilo me pareceu muito desumano.</p>
<p align="justify">Mas a sociedade nos envolve com seus hábitos desde que somos pequenos. Seria um caso raríssimo não aderir. Passado algum tempo tentei esquecer o que senti naquele dia e ser normal como os outros. É muito difícil pra uma criança ter resistência para ser diferente do que o seu meio impõe. Não me preocupar com o bicho, apenas comer a mistura, afinal, todos a minha volta comiam e diziam ser necessário para não adoecer e me explicaram que Deus criou os bichos para nos servir de alimento. Essa era a missão deles.</p>
<p align="justify">Devia ter uns 12 anos e estava lendo um livro de um guru Indiano e nunca esqueço daquele parágrafo: &#8220;que o mundo estava criando uma egrégora de dor, de karma negativo devido a tanto sofrimento causado aos animais. Há um genocídio cometido todos os dias, principalmente na região das grandes metrópoles e que o efeito desse karma era a violência urbana que aumentava cada vez mais nestes centros.&#8221;</p>
<p align="justify">Eu senti no coração que aquilo tinha algum fundamento. E a partir daquele dia as duvidas começaram a rondar meu coração. Mas já acostumado com a dieta carnívora, continuava comendo carne. Anos depois tive um curto namoro com uma garota vegetariana, que as vezes ia nos festivais dos &#8220;Hare-Krishna&#8221; e ela me dizia sobre as vantagens espirituais de ser vegetariano. Eu achei legal, mas ainda assim, não comprei a idéia.</p>
<p align="justify">Devia ter uns 20 anos quando, num final de semana, estava sózinho em casa e comprei carne pra cozinhar. Tava com vontade de comer &#8220;picadinho&#8221;. Ia dar uma de cozinheiro de primeira viagem. Não devia ser tão difícil cozinhar aquilo. Quando comecei a cortar a carne, e vi nas minhas mãos o sangue que vinha dos tecidos do que antes era um ser vivo e agora era um cadáver na minha frente, que com certeza tinha sido abatido naquele desespero que uma vez vi num filme, não sei&#8230; de novo aquela sensação de quando eu era criança, que aquilo não estava certo. Aquilo não era somente &#8220;a mistura&#8221;. Era o corpo de um ser, que tivera antes vida e sentimentos. Que foi torturado e abatido violentamente nos gemidos de agonia.</p>
<p align="justify">Quando a gente come a carne já preparada por outrem, ou mesmo num fast-food ou restaurante, nem percebemos direito o que estamos patrocinando e o que aconteceu até a carne chegar ao nosso prato. Mas quando eu estava a cortando ainda crua, nossa! Me deu uma aversão ao que tava fazendo, mais um sinal que meu espírito não concordava com aquilo.</p>
<p align="justify">Desisti. Guardei tudo num pote e coloquei no congelador. Quando minha mãe chegasse ela continuaria com aquela tarefa ingrata, pois ela já estava acostumada. Era melhor eu nem pensar no assunto, para não voltar aquelas reflexões de quando eu era mais novo. Era melhor assim, sem pensar muito. É melhor se manter normal, igual aos outros, comendo carne sem nenhuma culpa do que refletir a fundo sobre o assunto. Mas os dias se passaram, e o assunto me atordoava sempre. No fundo eu sentia que era mais cosmo-ético ser vegetariano. Eu tentava por alguns dias, mas logo vacilava, afinal, no refeitório da empresas, tinha dia que só tinha carne de mistura. Eu precisava comer.</p>
<p align="justify">Tinha que ser bem sucedido. Um homem de sucesso na sociedade não pode ser franzino, tem que ter porte atlético e musculoso (é o que a sociedade impõe). A receita mais comum os caras já falavam no colégio: muita carne e proteína animal, leite e os suplementos.</p>
<p align="justify">Minha mãe fazia o bife, o filé de frango, o picadinho e o frango cozido com pimentão. Eu bloqueava qualquer pensamento de o que tinha acontecido antes da mistura chegar a meu prato. Não queria saber se era responsabilidade minha. O grande lance era eu comer para ter saúde e continuar com porte atlético para ser bem aceito na sociedade.</p>
<p align="justify">Foi nessa época que eu assisti aquele Filme &#8220;Greystoke &#8211; A Lenda de Tarzan&#8221;, passou na Tv um dia na sessão da tarde. Ele aborda a questão dos animais de uma maneira bem trágica. Depois dese filme eu nunca mais fui o mesmo. Por que as pessoas são tão cruéis? Será que de certa maneira eu também não o era? Será que de fato, não estão todos errados sobre a necessidade de comer carne, e são todos cúmplices do sofrimento que acontece nos matadouros?</p>
<p align="justify">Já se passaram muitos anos desde que vi a galinha sem cabeça, desde que li o livrinho do sábio hindu, desde que cortei carne pela primeira vez e assisti Greystoke. Enquanto isso aprendi uma coisa muito interessante: A gente procura as respostas fora, na sociedade, num livro, numa religião, num possível mestre. Mas o lugar certo para procurar as verdadeiras respostas é dentro da gente.</p>
<p align="left">Conheci muitas pessoas desde então e não demorou pra eu perceber que algumas pessoas são muito  medíocres e por mais que hajam bons argumentos  que lhes façam refletir e assimilarem novos consensos, preferem ficar presas ao marasmo social. </p>
<p align="justify">Parece que estão no &#8220;piloto automático&#8221; achando que estão vivendo sua vida plenamente, somente porque estão o dia todo ocupadas. Muito poucas param um minuto para refletirem em quem verdadeiramente são e o porque estamos aqui neste mundo. Quando me tornei adulto vi a violência e a desonestidade por ai. Os valores começaram a mudar pra mim. Não era mais tão importante a pessoa ser rica, de porte atlético, ter uma faculdade, bom emprego. Esse &#8220;status&#8221; passou a ser menos importante do que o caráter ou em outras palavras: as virtudes.</p>
<p align="justify">Mas o que impera boa parte do tempo é a falta de humanidade. Por exemplo: ninguém (ou quase ninguém) tem solidariedade para com uma criança que esta jogada na calçada. As pessoas passam e desviam sua direção para não tropeçarem. Não querem fazer nada a respeito porque não têm tempo para isso. E algumas pessoas até exageram: além de acharem normal, até tropeçam na criança e fingem que não aconteceu nada (já vi isso). A ética humana esta posta de lado e o valor da vida é banalizado, parece um suícidio moral.</p>
<p align="justify">Outra cena que não esqueço foi na praia de Copacabana, em 2006, um rapaz cego, morreu afogado. Seria motivo para alguma comoção dos transeuntes? O corpo foi embrulhado com sacos pretos e turistas sorrindo tiravam fotos ao lado do corpo como querendo guardar de recordação. O corpo na areia abandonado, era só um detalhe. Apenas mais uma cena em que se retrata a banalização da vida.</p>
<p align="justify">Eu nunca achei que uma criança dormindo no chão fosse algo normal. Da mesma maneira nunca me convenci totalmente que matar um animal para comer, fosse algo necessário, visto as opções que existem. Então foi ficando evidente para mim: muitos dos valores da sociedade são equivocados.</p>
<p align="justify">Quando eu era criança eu tinha minhas respostas e verdades. Mas o mundo fez eu achar que eu estava errado, que eu tinha que anular o que sentia e seguir o padrão dos outros. Então depois de adulto me dei conta: eu era mais esclarecido e inteligente quando eu tinha 6 anos. Tinha sido massacrado pelos conceitos do mundo.</p>
<p align="justify">Foi então que me tornei vegetariano convicto. Não estava certo fazer os animais sofrerem nos matadouros e eu sabia que isso sempre acontecia: mesmo sem eu estar presente, eu era um dos patrocinadores. Não queria mais ser conivente com isso. É óbvio que isso é desumano. Só não vê quem não quer. Estão todos cegos, seguindo o grande fluxo da sociedade e nem pensam no que estão fazendo. Tem aquele site <a href="http://www.themeatrix.com/intl/brazil/dub/">www.meatrix.com </a>que tem uma analogia bem interessante com o filme &#8220;Matrix&#8221;, porque é bem isso mesmo, as pessoas estão presas à &#8220;MEATRIX&#8221;.</p>
<p align="justify">Eu ainda tomava meio litro de leite por dia, comia muito queijo, comia meia dúzia de ovos por dia. Afinal tinha que consumir muita proteína pra ganhar musculos, pois se eu não for de porte atlético não serei bem aceito pela sociedade. Afinal tiram o leite da vaca, mas ele ficava viva. E as galinhas davam os ovos e pela lógica deveriam mantê-las vivas.</p>
<p align="justify">Eu passei férias numa fazenda quando era pequeno. Via os caras tirando o leite da vaca de manhã, depois elas ficavam o resto do dia pastando. Não era tão cruel assim. E roubavam os ovos dos ninhos das galinhas, mas elas tinham ninhadas de vez em quando e ficavam o dia todo ciscando no grande terreno. Os ovos para mim, ainda não estavam fecundados e não havia nenhum embrião. Achava estar sendo coerente e amigo do reino animal.</p>
<p align="justify">Leigo engano meu, como muita gente também o faz. Os tempos são outros e a exploração animal é industrial, até mesmo naquela fazendinha do interior que eu ia. Se virmos um pouco além do estojo de ovos no mercado e as caixinhas longa vida de leite, vamos ver outras crueldades tão absurdas quanto a matança: as prisões e a tortura do holocausto animal. As &#8220;penosas&#8221; e os &#8220;porcos&#8221; por exemplo, ficam em pequenos espaços, os animais às vezes se amontoam uns sobre os outros em meio ao estrume e são obrigados a consumidor muito hormônio. Aumentam de peso tão rápido que muitos, devido as pernas fracas, não conseguem agüentar tanto peso. Acabam deformados e se arrastando sobre o estrume dentro das prisões.</p>
<p align="justify">Com as vacas o mesmo. Tomam tanto hormônio para darem mais leite (e imagine quanto deste hormônio é passado para o leite que você bebe) que muitas apresentam doenças crônicas. Quando precisam serem transportadas para o local do abate, seguem no caminhão do holocausto, sem poderem se mexer, sem água, sem comida, às vezes ficam assim durante horas. Depois escutam o mugido de morte dos companheiros e entendem que estão na fila do extermínio onde a tortura da prisão vai acabar, com um golpe de dor ou ainda, com várias fases de sofrimento (como acontece com outros animais: sufocamento, cozimento vivo, etc).</p>
<p align="justify">E quanto aos vitelos: suas tripas são usadas como coagulantes dos queijos. Eles são separados da mãe e colocados em pequenos compartimentos sem poderem se mexer, para que músculos não se firmem e a carne fique macia. O chamado &#8220;baby-beef&#8221;. Ficam presos assim, na cela até ganharem algum peso e serem abatidos cruelmente.</p>
<p align="justify">É isto que a maioria de nós patrocina todos os dias. Será que as pessoas não imaginam os gemidos do desespero? Não! Fingem que não sabem de nada. Preferem não pensar no assunto. Os produtores (exploradores dos animais) se enriquecem e agradecem se você preferir não pensar no assunto.</p>
<p align="justify">Não ta certo. Vão todos, omissos ao mercado, comprar o embrulho de carne. Somos egoístas por natureza. <em>&#8220;Que se danem os animais. Foram feitos pra isso mesmo.&#8221; </em>Engraçado, devia ser o mesmo pensamento tempos atrás, quando escravizavam os negros, pois naquele tempo os brancos diziam: &#8220;<em>foram feitos pra isso mesmo&#8221;</em>. Hoje todos acreditam ter sido uma barbárie e um crime inafiançável.</p>
<p align="justify">Foi então que li um dia sobre a causa Vegana e percebi que tudo o que eu pensava tinha afinidades com um nome: vegans ou veganos. Quando comecei a assistir os vídeos da internet sobre o assunto, vendo claramente como era a tortura e matança dos animais, caíram todas as fichas. Aderi no mesmo dia, sem nenhuma duvida. Decidi que seria vegano o resto da vida.</p>
<p align="justify">Temos muitos problemas em nosso país: corrupção, violência, desemprego. Ninguém esta se alienando disso. Mas ao pensar em quantos milhares de animais sofrem todos os dias, nos rios de sangue, faz refletirmos e fortificarmos nossa vontade de esclarecer as pessoas sobre como estão sendo coniventes com o genocídio animal. Particularmente: acredito que o sofrimento imposto aos animais atraia para a sociedade uma forte energia negativa, que se manifesta em muitos dos problemas sociais como o da violência.</p>
<p align="justify">O que acontece antes de comprarmos o embrulho de carne no açougue ou no mercado? Tenho certeza que muitos, se virem alguns vídeos, se pensarem um pouco no assunto, vão entender o porquê da causa Vegan.</p>
<p align="justify">Ouvi muitas vezes: &#8220;- Não podemos viver sem carne! Mulher precisa de Ferro para o sangue&#8230;&#8221; Da mesma maneira durante séculos o Sol girava em torno da Terra e dizer o contrário era ser herético. Da mesma maneira durante anos o Merthiolate era eficaz para os machucados. Falando sobre o filme: &#8220;Matrix&#8221;, é mais ou menos isso que penso: estamos presos numa &#8220;Matrix&#8221;. Talvez não igual a do filme, mas uma &#8220;Matrix&#8221; do comportamento social, na maneira de pensar e das lembranças presentes no nosso DNA.</p>
<p align="justify">Eu acredito que, no início é difícil se livrar de tudo que nos foi passado durante anos e até geneticamente. Mas é só o programa rodando. O programa foi alimentado durante anos. Mas você pode muda-lo. Você é um computador com Windows. Tem o programa rodando. Mas você pode mudar o programa. Pode fazer up-grades, pode até formatar o HD e instalar Linux. No início é difícil, mas depois vem uma gratificação interior incrível e você começa a ver que estávamos mesmo presos ao &#8220;programa&#8221;. E que a maioria das pessoas é cúmplice de um crime horrível que acreditam ser normal. </p>
<p align="justify">Problema de anemia? Nunca tive. Pelo contrário, exames em anos diferentes mostraram excesso de ferro (comia muito melado de cana e só uso açúcar mascavo e arroz integral). Eu já não comia nada que tivesse gordura, frituras, etc. Quando deixei o leite e ovos, de ínicio percebi que minha unhas ficaram enfraquecidas e a pele e cabelos ressecados. Então entendi que: para ser vegano, precisava me alimentar melhor. Para proteína vegetal eu encontrei o tôfu e a proteína texturizada de soja, além dos triviais feijão, milho e vagem. As gorduras também são importantes para uma boa saúde (e eu fiquei com uma carência critica de gordura) então comecei a comer castanhas, amendoim, azeite, abacate, chocolate (eu misturo chocolate em pó (sem leite) sheik-soja de coco ou faço bolo). E frutas são muito importantes, sendo que eu quase não comia antes. Depois desta fase, estabilizei e minha saúde continua ótima ou até melhor que antes. No começo não tinha muita habilidade para descascar frutas. Mas agora já estou craque.  Também percebi que não foi só meu metabolismo que mudou. Parece que tem um processo espiritual envolvido, não sei dizer ao certo mas foi algo como uma harmonização do meu ser, das minhas atitudes na vida com o meu inconsciente (aquele que a gente esconde lá dentro).</p>
<p align="justify">Os filhos e descendentes de um Vegano tenho por convicção (não sou geneticista) já terão um DNA mais relacionado com este tipo de regime alimentar. Um adulto, talvez seja mais diícil mudar, devido aos nutrientes que nos habituamos desde sempre.  Alguma falta destes pode sim comprometer a saúde se não substituídos corretamente. Por isso é interessante procurar no início um bom nutricionista e estudar sobre os alimentos.</p>
<p align="justify">Mas, somos inteligentes e podemos estudar sobre o assunto. Podemos ter uma dieta rica em frutas, grãos e cereais e assim encontrar todo os nutrientes que estamos acostumados. Com o tempo nosso organismo se habitua e você percebe a diferença. Por exemplo: fezes mais sólidas, digestão mais fácil, menos ocorrências (ausência?) de doenças ligados ao aparelho digestivo. (Para saber mais, acesso o site veganos.org.br e tenha mais idéias sobre o que comer).</p>
<p align="justify">Para ser Vegano, realmente é preciso estudar sobre o assunto. Eu não sabia que é indispensável termos consumirmos vitamina B12 e que ela não é encontrada em vegetais. Além disso, o álcool mata bactérias do sistema digestivo que poderiam fabricar certas vitaminas essenciais como a B12. Continuo tomando bebida alcoólica (socialmente), mas me preocupo agora em consumir produtos enriquecidos com esta vitamina (há outras maneiras de suplementar esta vitamina no organismo).</p>
<p align="justify">Fica aqui nosso convite. Pense a respeito, assista uns 3 vídeos na internet sobre o assunto. Não queremos que ninguém faça um &#8220;estupro psicológico&#8221; para aderir a causa.</p>
<p align="justify">Se achar que não é seu momento, tudo bem. Se já for vegano  nos ajude a divulgar a causa e esclarecer as pessoas sobre nosso ideal usando camisetas, boné, adesivos, etc.</p>
<p align="justify">Se você for cristão, lembre-se daquela passagem: &#8220;A cada um segundo suas obras&#8221; e &#8220;Deus não quer sacrifício e sim misericórdia&#8221;. Pense se você não é conivente com o massacre dos animais.</p>
<p align="justify">Se você simpatiza com alguma filosofia Oriental ou Espírita, lembre da Lei do Retorno, a Lei do Karma, Lei de Causa e Efeito&#8230; não dizem ser justa e implacável? Você não estará criando causas negativas ao ser cúmplice com o massacre dos animais?</p>
<p align="justify">Se você não é de nenhuma religião desse tipo, mas for apenas uma pessoa &#8220;Humana&#8221;, fica aqui apenas uma pergunta: O que nos torna humanos? Em qual momento isso acontece? Qual adjetivo nos qualifica como mais evoluídos que as outras espécies?</p>
<p align="justify">Muitos de nós não pensamos. Apenas consumimos e estragamos a natureza a nossa volta. Perdemos em algum momento muito da inteligência inerente e da ternura humana (acho muito legal a frase: &#8220;o ser humano é o único animal que envenena seus alimentos&#8221;  que se refre ao uso de agrotóxicos).</p>
<p align="justify">Perdemos o discernimento? Vivemos num consumo alienado que esta acabando com o planeta em que vivemos e que nossos filhos viverão. Perdemos o discernimento do que é certo e ético. Não condiz com o sentimento humano, ver um animal sofrer e ficar indiferente (ou pelos menos, não deveria ser assim).</p>
<p align="justify">Eu ás vezes penso que: ser vegano  é apenas dar um passo para que o mundo se torne mais freterno. Muitos acreditam que estamos aqui, confinados neste corpo e neste planeta, exatamente para isso: termos os aprendizados necessários para nossa evolução. Eu acredito nisso e tenho convicção que sermos fraternos faz parte inevitável deste processo.</p>
<p align="justify"><em>Vladimir Vegan.</em></p>
<p align="justify"><span style="color:#808080;"><em>* </em>Título Original: A galinha sem cabeça, A lenda de Greystoke (Tarzan) e o Filme Matrix</span></p>
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		<title>Metade das emissões de gases de efeito estufa do Brasil vem da pecuária</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 02:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veganosbrasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[*** Todos ***]]></category>
		<category><![CDATA[Meio-Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo elaborado por 10 cientistas brasileiros revela que as emissões de gases estufa da pecuária bovina no período entre 2003 e 2008 para os biomas Amazônia e Cerrado variam entre pelo menos 813 milhões de toneladas de CO2-equivalente (CO2e) em 2008 (menor valor) e pelo menos 1,090 Gigatonelada de CO2e em 2003 (maior valor). A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vegartigos.wordpress.com&amp;blog=24488273&amp;post=50&amp;subd=vegartigos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_63" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/06/pastagem.jpg"><img class="size-medium wp-image-63 " title="pastagem" src="http://vegartigos.files.wordpress.com/2011/06/pastagem.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Queimadas para criar pastos e as flatulências dos milhares de animais produzidos para abate são as principais causas do efeito estufa.</p></div>
<p>Estudo elaborado por 10 cientistas brasileiros revela que as emissões de gases estufa da pecuária bovina no período entre 2003 e 2008 para os biomas Amazônia e Cerrado variam entre pelo menos 813 milhões de toneladas de CO2-equivalente (CO2e) em 2008 (menor valor) e pelo menos 1,090 Gigatonelada de CO2e em 2003 (maior valor).</p>
<p>A equivalência leva em conta o potencial de aquecimento global dos gases de efeito estufa e calcula o quanto de CO2 seria emitido se todos os gases fossem esse gás.</p>
<p>A emissão total associada à pecuária da Amazônia varia entre 499 e 775 milhões de toneladas de CO2e, e do Cerrado, entre 229 e 231 milhões de toneladas de CO2e. No resto do país, as emissões do setor variam entre 84 e 87 milhões de toneladas de CO2e. Em termos gerais, os números representam praticamente a metade das emissões de gases de efeito estufa no Brasil.</p>
<p>O estudo foi realizado sob a coordenação de Mercedes Bustamante (UnB), Carlos Nobre (INPE) e Roberto Smeraldi (Amigos da Terra – Amazônia Brasileira) e com a participação de Alexandre de Siqueira Pinto (UnB), Ana Paula Dutra de Aguiar (INPE), Jean P.H. Ometto (INPE), Karla Longo (INPE), Laerte Guimarães Ferreira (UFG), Luís Gustavo Barioni (EMBRAPA), Peter May (Amigos da Terra – Amazônia Brasileira).</p>
<p>De acordo com o estudo –a ser lançado na Conferência do Clima em Copenhague no próximo dia 12–, a maior contribuição às emissões da pecuária se deve ao desmatamento para formação de novas pastagens na Amazônia, que atinge em média 3/4 do total do desmatamento neste bioma.</p>
<p>No Cerrado, os pesquisadores detectaram que cerca de 56% do desmatamento no período resultaram também em implantação de novas pastagens.</p>
<p>Os pesquisadores analisaram as três fontes principais de emissão: desmatamento para formação de pastagem e queimadas subsequentes da vegetação derrubada; queimadas de pastagem e fermentação entérica do gado. O estudo, porém, não considera emissões de solos de pastagens degradadas, da produção da ração de grãos usada no confinamento, do transporte do gado e da carne, e das unidades industriais dos frigoríficos, o que torna os valores “conservadores” , dizem os cientistas.</p>
<p>Também não foi considerado o desmatamento para formação de pastagens em outros biomas além de Amazônia e Cerrado. Já nos casos das emissões das queimadas de pastagem e da fermentação entérica foram contabilizados dados para todo país.</p>
<p>As conclusões do estudo também apontam para o potencial de redução de emissões de gases estufa oferecido pela pecuária no Brasil. O fato de quase a metade das emissões totais brasileiras de gases de efeito estufa se concentrar em um único setor constitui a mais importante oportunidade de mitigação brasileira.</p>
<p>- A agropecuária está no centro das mudanças ambientais globais tanto por sua contribuição para as emissões como pelo fato de que uma das formas mais significativas de como a mudança climática global afetará a economia é através de seus efeitos na agricultura &#8211; avalia Mercedes Bustamante (UNB), coordenadora da pesquisa.</p>
<p>Para ela, a redução dos impactos ambientais com melhoria da provisão de serviços (positivos) e bens demandará a coordenação de políticas agrícolas e ambientais e o incentivo à geração de conhecimento e ao uso de tecnologias adequadas.</p>
<p><strong>Governo e sociedade </strong></p>
<p>O estudo oferece uma série de recomendações de políticas de mitigação que podem ser implementadas por gestores públicos e privados. A maioria dessas políticas oferece oportunidades para atingir benefícios sociais, econômicos e ambientais complementares e adicionais aos da mitigação da mudança climática.</p>
<p>- O Brasil deve caminhar para uma agricultura integrada ao ambiente tropical, científica e tecnológica, que, ao mesmo tempo em que aumenta sua eficiência, diminui seu impacto ambiental, inclusive quanto às emissões &#8211; sugere o climatologista Carlos Nobre (INPE), que também coordenou a pesquisa.</p>
<p>Segundo Nobre, as opções de mitigação decorrentes do setor são significativas e “não implicam o corte na produção atual” e ainda podem ser compatíveis com um aumento moderado da produção. As fontes da mitigação incluem a redução do desmatamento, a eliminação do fogo no manejo de pastagens, recuperação de pastagens e solos degradados, a regeneração da floresta secundária, a redução da fermentação entérica, integração lavoura-pecuá ria, entre outros.</p>
<p>O estudo lembra que um grande desafio para as políticas públicas relaciona-se à redução da expectativa de impunidade nas práticas de ocupação de terras da União, bem como nos crimes e nas infrações ambientais: a falta de implementação nas políticas de comando e controle nestas áreas desfavorece investimentos em recuperação de terras degradadas, reflorestamento associado à intensificação e criação de manejo sustentável de pastagens em longo-prazo nas unidades de produção existentes. Há uma relação clara entre essa impunidade, a especulação fundiária desenfreada e a degradação das florestas, especialmente na Amazônia, destaca a pesquisa.</p>
<p>Em nível internacional, torna-se claro que o estabelecimento de uma abordagem ampla, sustentável e de longo prazo do tipo REDD (Plus) – incluindo todas as formas de carbono florestal, desmatamento evitado, conservação dos estoques florestais e regeneração da vegetação nativa e de pastagens – poderia favorecer expressivamente a transição necessária para um setor pecuário de baixo carbono no Brasil (e em outros países).</p>
<p><strong>Emissão por produto custa mais que o produto em si </strong></p>
<p>Conforme o estudo, a criação de capacidade industrial (grandes frigoríficos) deve ser vinculada a zoneamento adequado, com base em critérios territoriais e biofísicos, uma vez que ela foi o principal motor para a expansão descontrolada e sem precedentes da atividade pecuária, na parte central da década atual. Na opinião dos cientistas, esta é uma função crítica do governo, não apenas porque o zoneamento requer intervenção regulatória, mas também porque a maioria dos financiamentos para este segmento vem de bancos de desenvolvimento estatais.</p>
<p>Medidas para aumentar a organização e a transparência dentro da cadeia de comércio facilitariam a adoção de remuneração seletiva, essencial para estimular e premiar os investimentos por parte dos criadores. Além disso, o papel do varejo é fundamental, pois é o segmento onde a maior parte do valor é agregado. Por isso, a adoção de políticas mais sustentáveis de compra e fornecimento pode ter impacto significativo sobre a cadeia produtiva.</p>
<p>No entanto, o estudo considera que é importante que as políticas de fornecimento sejam baseadas em critérios transparentes e que contemplem devidamente o objetivo de melhorar o balanço de GEE dos produtos, em vez de meros critérios negativos de exclusão, como simples listas negras. Além disso, políticas de fornecimento deveriam ser apoiadas por efetiva rastreabilidade, assim como por sistemas de verificação ou certificação independente por terceiros.</p>
<p>- Com base no estudo, constatamos que o custo das emissões de carbono por unidade de produto supera o próprio custo do produto no atacado &#8211; avalia Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, co-autor do estudo.</p>
<p>Segundo Smeraldi, a sustentabilidade econômica da indústria da carne requer drástica queda em carbono-intensividade, e as recomendações do estudo mostram que isso seria perfeitamente possível.</p>
<p><em>Jaime Gesisky &#8211; jornalista &#8211; 10/12/2009</em><br />
<em><br />
Fonte: <a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/">http://blogdaamazonia. blog.terra. com.br </a></em></p>
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